Você já parou para pen­sar que, em um futu­ro não mui­to dis­tan­te, as mar­cas terão que cri­ar pro­du­tos e ser­vi­ços vol­ta­dos para um públi­co gené­ri­co, nem mas­cu­li­no nem femi­ni­no?”

A BUSCA INCESSANTE PELA DISRUPÇÃO

   A Ama­zon pro­vo­ca trans­for­ma­ções por onde pas­sa. O Goo­gle, com sua cul­tu­ra beta tes­ter, lan­ça um pro­du­to e logo o aper­fei­çoa de acor­do, cla­ro, com a expe­ri­ên­cia dos usuá­ri­os. Já a 3M tem a cul­tu­ra da ino­va­ção tão enrai­za­da que de lá par­ti­ram solu­ções que vão dos famo­sos Post-its ao Durex. As três empre­sas são, res­pec­ti­va­men­te, as que mais pro­mo­vem ino­va­ção no Bra­sil segun­do o resul­ta­do de um estu­do que você con­fe­re em nos­sa maté­ria de capa. O ran­king é fru­to de um vas­to levan­ta­men­to fei­to pelo Cen­tro de Inte­li­gên­cia Padrão (CIP) e que con­tou com a aju­da da Sti­lin­gue – empre­sa que ana­li­sa e fil­tra con­teú­dos a par­tir da inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al – e de 11 men­tes cri­a­ti­vas que acom­pa­nham, em seu dia a dia, os esfor­ços das empre­sas para pro­mo­ver a ino­va­ção den­tro e fora dos seus escri­tó­ri­os. Ape­sar de o Bra­sil ter assu­mi­do a melhor colo­ca­ção dos últi­mos qua­tro anos no ran­king mun­di­al que ava­lia a ino­va­ção, ele ain­da ocu­pa a 64ª posi­ção numa lis­ta de 126 nações, atrás de paí­ses como Colôm­bia e Uru­guai.

   Por aqui, cri­ar um ecos­sis­te­ma fér­til para o desen­vol­vi­men­to de star­tups é mais um desa­fio cons­tan­te. Algu­mas cida­des, como Flo­ri­a­nó­po­lis, Belo Hori­zon­te e São Pau­lo vêm se sain­do bem nes­sa mis­são. Mas ain­da fal­tam aos hubs mais cone­xão e, às star­tups, estra­té­gia para que elas se insi­ram com êxi­to no mer­ca­do glo­bal. Em uma maté­ria espe­ci­al, mos­tra­mos, por exem­plo, que, embo­ra 7% dos cli­en­tes das star­tups de São Pau­lo venham de fora do País, ape­nas 9% delas miram mer­ca­dos com o ame­ri­ca­no e bri­tâ­ni­co, um índi­ce bem abai­xo da média glo­bal, que é de 36%.

   E por falar em estra­té­gia, você já parou para pen­sar que, em um futu­ro não mui­to dis­tan­te, as mar­cas terão que cri­ar pro­du­tos e ser­vi­ços vol­ta­dos para um públi­co gené­ri­co, nem mas­cu­li­no nem femi­ni­no? É o que garan­te a futu­ris­ta Faith Pop­corn. Em entre­vis­ta à Con­su­mi­dor Moder­no, a espe­ci­a­lis­ta pede que as mar­cas deem mais aten­ção aos homens, segun­do ela, cada vez mais apa­vo­ra­dos dian­te do empo­de­ra­men­to femi­ni­no. Apre­sen­ta­do em Can­nes, seu estu­do “The Futu­re of Mas­cu­li­nity” traz ain­da dados estar­re­ce­do­res, como o de que 70% dos sui­cí­di­os hoje são come­ti­dos por homens, enquan­to 25% das mulhe­res Mil­len­ni­als nun­ca irão se casar. Sim, há uma mudan­ça gera­ci­o­nal em cur­so que nos leva a rever não só a estra­té­gia das mar­cas como o nos­so papel como soci­e­da­de.

Boa lei­tu­ra!

GABRIELLA SANDOVAL
Edi­to­ra-che­fe

Você já parou para pen­sar que, em um futu­ro não mui­to dis­tan­te, as mar­cas terão que cri­ar pro­du­tos e ser­vi­ços vol­ta­dos para um públi­co gené­ri­co, nem mas­cu­li­no nem femi­ni­no?”