Ricar­do Gors­ki, dire­tor-geral na iLink Solu­ti­ons

ESTAMOS CONSEGUINDO ACOMPANHAR AS MUDANÇAS PROVOCADAS PELA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

O AMBIENTE DIGITAL TROUXE GRANDES DESAFIOS – E ELES VARIAM DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO. O PAPEL DAS EMPRESAS É CONCILIAR TUDO ISSO

POR MELISSA LULIO

resen­ça é uma pala­vra que tem fei­to cada vez mais sen­ti­do na vida das pes­so­as. É assim que elas que­rem estar – e espe­ram o mes­mo das empre­sas que as aten­dem. “Com o avan­ço da tec­no­lo­gia, estar pre­sen­te ficou mui­to mais fácil”, afir­ma Ricar­do Gors­ki, dire­tor-geral na iLink Solu­ti­ons.

   Ape­sar dis­so, o exe­cu­ti­vo comen­ta que, cada vez mais, a ideia de pre­sen­ça será rela­ti­va. “As pes­so­as podem fazer seus tra­ba­lhos de suas casas, reu­niões podem tran­qui­la­men­te ser rea­li­za­das por diver­sas tec­no­lo­gi­as e a Inter­net das Coi­sas vai ace­le­rar ain­da mais essa situ­a­ção”, expli­ca.

   Porém, como comen­ta Gors­ki, a trans­for­ma­ção digi­tal gera uma expo­si­ção com a qual mui­tas pes­so­as ain­da não estão pre­pa­ra­das para lidar. “Se por um lado você pode estar em qual­quer lugar fazen­do o seu tra­ba­lho, por outro, você está sem­pre conec­ta­do, logo, expos­to”, afir­ma. “Então, eu diria que o real desa­fio é com­por­ta­men­tal, até psi­co­ló­gi­co, de fazer as pes­so­as enten­de­rem isso”.

   Com isso, ele apon­ta para duas situ­a­ções: em uma pon­ta, gera­ções que já nas­cem tão acos­tu­ma­das com a expo­si­ção digi­tal que têm difi­cul­da­de de enten­der o limi­te do pes­so­al e do públi­co; do outro, pes­so­as mais velhas, que apre­sen­tam um exces­so de cui­da­dos, e ofe­re­cem resis­tên­cia à trans­for­ma­ção digi­tal. “O desa­fio real é encon­trar o equi­lí­brio entre esses dois per­fis, atin­gin­do o nível ide­al de aber­tu­ra e pre­cau­ção”, defen­de.

   Para lidar com esse aspec­to, o exe­cu­ti­vo refor­ça a impor­tân­cia da éti­ca. “Ter um par­cei­ro de tec­no­lo­gia digi­tal que seja trans­pa­ren­te, que ofe­re­ça e ins­pi­re con­fi­an­ça, é mui­to impor­tan­te para tra­ba­lhar esse desa­fio”, afir­ma. É essa a estra­té­gia que as empre­sas podem ado­tar para lidar com o con­tex­to.

   Por isso, ele enca­ra que o tra­ba­lho da iLink é tor­nar a tec­no­lo­gia apli­cá­vel na vida das pes­so­as. Na prá­ti­ca, ele expli­ca que o pro­ces­so de tra­ba­lho da empre­sa envol­ve um pro­ces­so de imer­são na empre­sa-cli­en­te que per­mi­te com­pre­en­der a cul­tu­ra da com­pa­nhia, dos fun­ci­o­ná­ri­os e con­su­mi­do­res. Todos esses valo­res são apli­ca­dos na tec­no­lo­gia que, espe­ci­al­men­te nes­se caso, é ape­nas um meio.