AS PRO­FIS­SÕES DO PRE­SEN­TE E DO FUTU­RO

Com os avan­ços tec­no­ló­gi­cos, a revo­lu­ção 4.0 e o adven­to da Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al, pro­fis­si­o­nais se rein­ven­tam para se adap­tar a um mer­ca­do de tra­ba­lho cada vez mais volá­til e digi­tal

POR JADE CAS­TI­LHO

   “Esta­mos dian­te de novas pro­fis­sões e pro­fis­sões novas que estão fican­do velhas”. É assim que Natha­lie Bräh­ler, head de Desen­vol­vi­men­to de Negó­ci­os Cri­a­ti­vos da Uni­ver­si­da­de de Utre­cht, na Holan­da, des­cre­ve o mer­ca­do de tra­ba­lho atu­al. Mas enquan­to ela des­ta­ca o sur­gi­men­to de novas for­mas de tra­ba­lhar a par­tir de méto­dos como agi­le e scrum e o uso de fer­ra­men­tas que aju­dam no tra­ba­lho cola­bo­ra­ti­vo, como Slack e Trel­lo, refor­ça a neces­si­da­de de cada pro­fis­si­o­nal saber se adap­tar cons­tan­te­men­te. “A mai­o­ria das empre­sas, por­tan­to todos os empre­gos, está em beta per­pé­tuo”, diz ela. “As fun­ções de tra­ba­lho não são mais está­ti­cas. Quan­to mais você se adap­tar como huma­no, menor a pro­ba­bi­li­da­de de o seu tra­ba­lho ser assu­mi­do por um robô”, afir­ma Natha­lie.

   Yves Moyen, fun­da­dor do iCir­cle – con­sul­to­ria vol­ta­da a apoi­ar líde­res empre­sa­ri­ais a trans­for­mar seus negó­ci­os para com­pe­tir melhor em um mun­do digi­tal – con­cor­da. Para ele, as pro­fis­sões digi­tais e o mun­do expo­nen­ci­al aca­ba­ram cri­an­do um mode­lo de negó­cio dis­rup­ti­vo que aca­ba exi­gin­do capa­ci­ta­ções e habi­li­da­des que as esco­las e as uni­ver­si­da­des não ensi­nam tra­di­ci­o­nal­men­te, como espe­ci­a­li­za­ções em ciên­cia de dados, inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al, cloud e block­chain. “Temos uma escas­sez gran­de de mão de obra e pro­fis­si­o­nais para se desen­vol­ver, gerir e imple­men­tar novas tec­no­lo­gi­as. Inves­ti­mos pou­co na for­ma­ção des­ses pro­fis­si­o­nais e temos hoje um hia­to gran­de a ser fecha­do entre o que o mer­ca­do está exi­gin­do e o que as uni­ver­si­da­des estão suprin­do”, diz Moyen.

   Na opi­nião do espe­ci­a­lis­ta, esse cená­rio vai aca­bar resul­tan­do em uma “guer­ra de talen­tos”, assim como em uma com­pe­ti­ção por salá­ri­os e remu­ne­ra­ções. “Isso vai haver por uns bons anos, até ter­mos uma ofer­ta mai­or de pes­so­as qua­li­fi­ca­das”, pre­vê. Moyen des­ta­ca, ain­da, que o mer­ca­do não pre­ci­sa ape­nas de pes­so­as espe­ci­a­li­za­das em tec­no­lo­gia, mas tam­bém em soft skills, lide­ran­ça, coo­pe­ra­ção, tra­ba­lho em equi­pe e empa­tia. “Essas são habi­li­da­des mui­to pou­co tra­ba­lha­das aqui no Bra­sil, mas que são mui­to impor­tan­tes nes­se novo momen­to do mer­ca­do”, expli­ca.

COMO ESTÃO AS SUAS SOFT SKILLS?

   Uma pes­qui­sa fei­ta pela esco­la Digi­tal Hou­se em par­ce­ria com a con­sul­to­ria de recru­ta­men­to Talen­ses Group vai ao encon­tro da fala de Moyen. Ela apon­ta que as soft skills (habi­li­da­des que são adqui­ri­das nas rela­ções soci­ais ou por meio de trei­na­men­tos espe­cí­fi­cos) são mais valo­ri­za­das hoje do que hard skills (com­pe­tên­ci­as adqui­ri­das em facul­da­des ou por meio de cer­ti­fi­ca­dos). O levan­ta­men­to, com mais de cem empre­sas, con­cluiu que 88% delas estão em bus­ca de talen­tos com habi­li­da­des digi­tais. “O pri­mei­ro pon­to bus­ca­do nes­se pro­fis­si­o­nal é que ele seja ino­va­dor. Depois, que bus­que apren­di­za­do con­tí­nuo e con­si­ga se adap­tar com faci­li­da­de a novas fun­ções e ao ambi­en­te de tra­ba­lho. É impor­tan­te, ain­da, que seja cola­bo­ra­dor, tenha um pen­sa­men­to lógi­co e ana­lí­ti­co e seja bas­tan­te cri­a­ti­vo”, expli­ca Car­los Alber­to Julio, CEO da Digi­tal Hou­se.

   O estu­do mape­ou, ain­da, as pro­fis­sões mais bus­ca­das pelas empre­sas e suas áre­as de atu­a­ção e con­cluiu que os pro­fis­si­o­nais mais valo­ri­za­dos são aque­les que lidam com aná­li­se de dados, machi­ne lear­ning, mar­ke­ting digi­tal e cus­to­mer expe­ri­en­ce. “Iden­ti­fi­ca­mos uma ten­dên­cia cres­cen­te na área de Expe­ri­ên­cia do Usuá­rio (User Expe­ri­en­ce ou UX) e na bus­ca por quem estu­da e enten­de o com­por­ta­men­to do usuá­rio para melho­rar cada vez mais inter­fa­ces, pro­du­tos e ser­vi­ços. Esse é um dife­ren­ci­al impor­tan­te para empre­sas que que­rem se des­ta­car e ter cli­en­tes que amam seus pro­du­tos”, afir­ma Julio.

   Para Lean­dro Bit­ti­o­li, geren­te sêni­or da Divi­são de Recru­ta­men­to de TI e Digi­tal da Talen­ses Group, pro­fis­si­o­nais com habi­li­da­des digi­tais são embriões impor­tan­tes para pro­vo­car e dar con­ti­nui­da­de à trans­for­ma­ção digi­tal nas empre­sas. “A área Jurí­di­ca, por exem­plo, está pas­san­do por gran­des trans­for­ma­ções digi­tais na bus­ca por des­bu­ro­cra­ti­zar uma série de pro­ces­sos, ganhar agi­li­da­de e digi­ta­li­zar o que antes pre­ci­sa­va estar no papel”, lem­bra Bit­ti­o­li. Ele refor­ça, ain­da, a difi­cul­da­de de encon­trar no País pro­fis­si­o­nais espe­ci­a­li­za­dos em direi­to digi­tal, já que esta­mos dian­te de habi­li­da­des e com­pe­tên­ci­as mui­to novas. “Vemos uma mudan­ça de per­fil den­tro das orga­ni­za­ções. Se antes o per­fil téc­ni­co era leva­do em con­si­de­ra­ção, hoje o que impor­tam mais são os aspec­tos com­por­ta­men­tais”.

PRO­FIS­SÕES EM ALTA

Estu­do reve­la os pro­fis­si­o­nais mais pro­cu­ra­dos pelas empre­sas no Bra­sil:

ANA­LIS­TA DE DADOS (BI): 13%

Res­pon­sá­vel pela aná­li­se do ban­co de dados e pelo data warehou­se da empre­sa, assim como pelo desen­vol­vi­men­to da sua capa­ci­da­de de aná­li­se crí­ti­ca

ANA­LIS­TA DE MAR­KE­TING DIGI­TAL: 10%

Ana­li­sa o per­fil do con­su­mi­dor e o que ele bus­ca nos mei­os digi­tais e atua na cons­tru­ção de ações de rela­ci­o­na­men­to e mar­ke­ting

CIEN­TIS­TA DE DADOS: 9%

Além de tra­ba­lhar no desen­vol­vi­men­to de aná­li­se de dados, esse pro­fis­si­o­nal pre­ci­sar ter a habi­li­da­de de trans­for­mar idei­as em insights

ESPE­CI­A­LIS­TA EM CUS­TO­MER EXPE­RI­EN­CE (CX): 9%

Tra­ba­lha na aná­li­se de per­cep­ções e sen­ti­men­tos rela­ci­o­na­dos ao cli­en­te e à cri­a­ção de solu­ções para melho­rar sua expe­ri­ên­cia

UX/UI DESIG­NER: 8%

Res­pon­sá­vel por garan­tir que o design aten­da a todas as neces­si­da­des dos usuá­ri­os, garan­tin­do sua satis­fa­ção ao inte­ra­gir com a mar­ca e as suas pla­ta­for­mas

Fon­tes: Digi­tal Hou­se e Talen­ses Group

ANDRÉS AMO­E­DO, UX LEAD: NECES­SI­DA­DES PAR­TEM DAS PES­SO­AS E NÃO DOS NEGÓ­CI­OS

OS MAIS RECRU­TA­DOS

   Con­si­de­ra­da a mai­or rede de pro­fis­si­o­nais do mun­do, com mais de 645 milhões de usuá­ri­os em 200 paí­ses, o Lin­ke­dIn ela­bo­rou um estu­do com as 33 pro­fis­sões mais recru­ta­das de 2018. O levan­ta­men­to foi fei­to com base em men­sa­gens envi­a­das por recru­ta­do­res a esses pro­fis­si­o­nais. “Entre os des­ta­ques está o car­go de cien­tis­ta de dados – o mais pro­cu­ra­do por empre­sas do ramo finan­cei­ro. As com­pa­nhi­as inves­tem cada vez mais nes­se tipo de per­fil pela habi­li­da­de de geren­ci­ar ris­cos e ana­li­sar mer­ca­dos”, expli­ca Ana Clau­dia Plihal, dire­to­ra de Solu­ções de Talen­to do Lin­ke­dIn. Con­fi­ra os resul­ta­dos da pes­qui­sa ao lado.

(1) Ana Clau­dia Plihal, do Lin­ke­dIn: cien­tis­ta de dados está entre as pro­fis­sões em alta

(2) Natha­lie Bräh­ler, espe­ci­a­lis­ta em negó­ci­os cri­a­ti­vos: empre­gos em beta per­pé­tuo

A ERA DA EXPE­RI­ÊN­CIA

   A mudan­ça de com­por­ta­men­to e de expec­ta­ti­vas dos cli­en­tes, cada vez mais exi­gen­tes e ávi­dos por expe­ri­ên­ci­as, tem fei­to com que o tra­ba­lho do User Expe­ri­en­ce (UX) seja vis­to com pri­o­ri­da­de pelas orga­ni­za­ções. Andrés Amo­e­do tra­ba­lha há cin­co anos como UX Lead em uma empre­sa de con­sul­to­ria digi­tal de São Pau­lo. For­ma­do em design, o bai­a­no veio para a capi­tal pau­lis­ta para se espe­ci­a­li­zar e aca­bou toman­do gos­to pela área de design de ser­vi­ço. “Meu tra­ba­lho é aju­dar as empre­sas a olha­rem de fora para den­tro e tra­ze­rem as neces­si­da­des reais do cli­en­te para desen­vol­ver­mos solu­ções que real­men­te façam sen­ti­do para todos os públi­cos”, expli­ca. No dia a dia, Amo­e­do acom­pa­nha o desen­vol­vi­men­to de pla­ta­for­mas para melho­rar o rela­ci­o­na­men­to da empre­sa com os con­su­mi­do­res. “Pre­ci­sa­mos che­gar no pro­ble­ma, estu­dar e enten­der seu con­tex­to. Algu­mas empre­sas pro­je­tam as coi­sas den­tro do escri­tó­rio, mas a gen­te tem de sair dele para enxer­gar os pro­ble­mas que as pes­so­as estão ten­do e como estão inte­ra­gin­do. As neces­si­da­des par­tem das pes­so­as e não dos negó­ci­os”, afir­ma o UX Lead.

   For­ma­da em Jor­na­lis­mo e com pós-gra­du­a­ção em Ges­tão de Mar­ke­ting, Tati­a­ne de Pau­la atua como UX Wri­ter na pro­du­ção de con­teú­do para assis­ten­tes vir­tu­ais. Con­tra­ta­da ini­ci­al­men­te como lin­guis­ta, ela lem­bra que o inte­res­se pelo assun­to sur­giu aos pou­cos. “Sou uma pes­soa movi­da a desa­fi­os e essa área tem sem­pre algo novo para ensi­nar e conhe­ci­men­tos que podem ser com­par­ti­lha­dos”, diz ela. Em rela­ção à roti­na de tra­ba­lho, Tati­a­ne con­ta que é res­pon­sá­vel pela cri­a­ção e pela adap­ta­ção de con­teú­dos para usuá­ri­os. “Minhas ati­vi­da­des envol­vem o trei­no de moto­res cog­ni­ti­vos, a aná­li­se das inte­ra­ções dos usuá­ri­os e a melho­ria da capa­ci­da­de de asser­ti­vi­da­de do assis­ten­te vir­tu­al”, rela­ta. Para Tati­a­ne, o mer­ca­do de UX e pro­fis­sões liga­das à expe­ri­ên­cia do cli­en­te segui­rão em alta, mas ela aler­ta para a impor­tân­cia de se pre­pa­rar. “É pre­ci­so que os pro­fis­si­o­nais tenham ciên­cia de que a área exi­ge apri­mo­ra­men­to cons­tan­te e tem suas ins­ta­bi­li­da­des e mudan­ças. Mui­tos pro­fis­si­o­nais de comu­ni­ca­ção estão migran­do para a car­rei­ra de wri­ter, mas refor­ço a neces­si­da­de de não ape­nas mudar o títu­lo da pro­fis­são e sim o mind­set em rela­ção à for­ma de tra­ba­lhar. As ati­vi­da­des desen­vol­vi­das devem mais do que nun­ca gerar valor ao pro­je­to e, prin­ci­pal­men­te, ao usuá­rio” com­ple­ta.

OS CAR­GOS MAIS DESE­JA­DOS

Levan­ta­men­to mos­tra os per­fis mais bus­ca­dos pelas empre­sas no ano pas­sa­do:

RAN­KING GERAL

1. Enge­nhei­ro de DevOps
2. Exe­cu­ti­vo de con­tas cor­po­ra­ti­vas
3. Enge­nhei­ro front-end

RAN­KINGS POR SETOR

TEC­NO­LO­GIA

1. Exe­cu­ti­vo de con­tas cor­po­ra­ti­vas
2. Enge­nhei­ro de DevOps
3. Repre­sen­tan­te de ven­das

FINAN­ÇAS

1. Cien­tis­ta de dados
2. Enge­nhei­ro de soft­ware sêni­or
3. Con­sul­tor fis­cal sêni­or

VARE­JO

1. Enge­nhei­ro de soft­ware
2. Ana­lis­ta finan­cei­ro sêni­or
3. Geren­te sêni­or de marca/comunicação

SER­VI­ÇOS

1. Enge­nhei­ro de soft­ware sêni­or
2. Cien­tis­ta de dados
3. Desen­vol­ve­dor front-end

Fon­te: Lin­ke­dIn

CONHE­ÇA O PHY­GI­TAL

   Com as pla­ta­for­mas e os dis­po­si­ti­vos móveis, uma nova rea­li­da­de pas­sou a ser cons­truí­da. E é den­tro dela que se inse­re o phy­gi­tal, um encon­tro do físi­co com o digi­tal para melho­rar a expe­ri­ên­cia e o enga­ja­men­to do cli­en­te. Tra­ba­lhan­do como espe­ci­a­lis­ta em phy­gi­tal des­de o iní­cio do ano, Este­vam Don­na­bel­la é enge­nhei­ro mecâ­ni­co de for­ma­ção e se apai­xo­nou pelo tema assim que conhe­ceu sua pro­pos­ta. Ele expli­ca que o con­cei­to pode ser apli­ca­do em diver­sos seg­men­tos, como vare­jo, saú­de, finan­ças, indús­tria e tele­co­mu­ni­ca­ções, seja na cons­tru­ção de espa­ços digi­tais, seja na cons­tru­ção de outras solu­ções vol­ta­das à expe­ri­ên­cia do con­su­mi­dor. “Ini­ci­a­mos sem­pre o pro­je­to com um tra­ba­lho de UX (User Expe­ri­en­ce) para nos muni­ci­ar­mos de infor­ma­ções sobre as reais dores do cli­en­te. A par­tir daí, pode­mos focar uma solu­ção cen­tra­da no usuá­rio”, expli­ca. Uma vez iden­ti­fi­ca­do o pro­ble­ma, Don­na­bel­la diz que é hora de par­tir para meto­do­lo­gi­as e fra­meworks ágeis e tec­no­lo­gi­as diver­sas, como inter­net das coi­sas (IoT), machi­ne lear­ning, inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al, rea­li­da­de aumen­ta­da, apli­ca­ções mobi­le, assis­ten­tes vir­tu­ais e data sci­en­ce.

   Entre as solu­ções desen­vol­vi­das com a par­ti­ci­pa­ção de Don­na­bel­la está uma fer­ra­men­ta que inte­gra uma tele­vi­são de 60 pole­ga­das a três apa­re­lhos celu­la­res. Ao reti­rar os tele­fo­nes do supor­te, a tele­vi­são exi­be, em tem­po real, infor­ma­ções sobre eles. Enquan­to o cli­en­te inte­ra­ge com a tela da TV, dados são cole­ta­dos a fim de enten­der melhor o seu com­por­ta­men­to, geran­do métri­cas para o analy­tics da empre­sa. “O phy­gi­tal é mul­ti­dis­ci­pli­nar. Então, inde­pen­den­te­men­te de qual for a área de inte­res­se do pro­fis­si­o­nal, ele pode­rá ter a opor­tu­ni­da­de de atu­ar nes­sa área”, expli­ca o espe­ci­a­lis­ta. Mas faz uma res­sal­va: “É impor­tan­te ter uma visão holís­ti­ca das tec­no­lo­gi­as e de como elas se rela­ci­o­nam, pois a ten­dên­cia é que elas se inte­grem para ofe­re­cer uma expe­ri­ên­cia úni­ca”.

ESTE­VAM DON­NA­BEL­LA, ESPE­CI­A­LIS­TA EM PHY­GI­TAL: UX É O PON­TO DE PAR­TI­DA PARA FOCAR A SOLU­ÇÃO NAS DORES DO USUÁ­RIO

AS PRIN­CI­PAIS SKILLS EM 2019

De acor­do com dados do Lin­ke­dIn, exis­tem cer­ca de 50.000 skills pro­fis­si­o­nais. Quais delas serão mais valo­ri­za­das este ano? Con­fi­ra:

SOFT SKILLS

1. CRI­A­TI­VI­DA­DE

Enquan­to robôs são bons em oti­mi­zar idei­as velhas, as empre­sas pre­ci­sam de pes­so­as cri­a­ti­vas que pen­sem nas solu­ções do ama­nhã

2. PER­SU­A­SÃO

Ter uma boa pla­ta­for­ma, um bom pro­du­to ou um bom con­cei­to é uma coi­sa; con­ven­cer as pes­so­as a com­prá-los é outra

3. COLA­BO­RA­ÇÃO

Dian­te de pro­je­tos glo­bais e cada vez mais com­ple­xos, a cola­bo­ra­ção efi­caz se tor­na fun­da­men­tal

4. ADAP­TA­BI­LI­DA­DE

Uma men­te adap­tá­vel é essen­ci­al para pen­sar nas mudan­ças do mun­do de hoje. Lem­bre-se: as solu­ções de ontem não resol­ve­rão os pro­ble­mas de ama­nhã

5. GES­TÃO DO TEM­PO

Um dos prin­ci­pais ati­vos da vida moder­na. Saber geri-lo é algo impor­tan­te em toda a car­rei­ra

HARD SKILLS

1. CLOUD COM­PU­TING

Em uma era em que tudo vai para a nuvem, as empre­sas bus­cam deses­pe­ra­da­men­te enge­nhei­ros capa­zes de suprir essa deman­da

2. INTE­LI­GÊN­CIA ARTI­FI­CI­AL

É ofi­ci­al: esta­mos na era da IA

3. RACI­O­CÍ­NIO ANA­LÍ­TI­CO

Con­for­me cole­ta­mos mais dados do que nun­ca, as empre­sas pre­ci­sam de pes­so­as que sai­bam tomar deci­sões base­a­das neles

4. GES­TÃO DE PES­SO­AS

O mun­do mudou. Mais do que con­tro­lar as equi­pes, os líde­res pre­ci­sam trei­ná-las e capa­ci­tá-las

5. UX DESIGN

O UX design é a cha­ve para fazer o mun­do digi­tal fun­ci­o­nar para nós, huma­nos

Fon­te: “The Skills Com­pa­ni­es Need Most in 2019 – And How to Learn Them”

Tati­a­ne de Pau­la, UX Wri­ter: mudan­ça de mind­set em rela­ção à for­ma de tra­ba­lhar

DADOS EM PROL DO NEGÓ­CIO

   Dono de uma empre­sa de segu­ros, o enge­nhei­ro mecâ­ni­co Bru­no Ome­na viu, na ciên­cia de dados ou big data, a opor­tu­ni­da­de de oti­mi­zar o seu negó­cio e tra­zer novas solu­ções para o cli­en­te. Para isso, ele deci­diu inves­tir, no últi­mo ano, em dois cur­sos: mar­ke­ting digi­tal e ciên­cia de dados, área que care­cia de pro­gra­ma­do­res que sou­bes­sem tra­ba­lhar em equi­pe. Com os novos conhe­ci­men­tos, Ome­na pas­sou a usar os dados a favor do seu negó­cio. “Cri­a­mos uma estra­té­gia para colher os dados, medi-los e obser­var como se com­por­tam. Com isso, con­se­gui­mos aumen­tar o poder de aten­di­men­to sem mexer na estru­tu­ra, por exem­plo”. Há 20 anos no mer­ca­do, a com­pa­nhia mudou sua cul­tu­ra de tra­tar infor­ma­ções. “Ter expe­ri­ên­cia é impor­tan­te, já que o mer­ca­do hoje é de um jei­to; ama­nhã é de outro. Mas tra­tar os dados, indo além das impres­sões, e saber com o que esta­mos lidan­do é mui­to mais impor­tan­te na toma­da de deci­são e no rela­ci­o­na­men­to com o nos­so cli­en­te”.

   Enquan­to os pro­fis­si­o­nais se rein­ven­tam, Moyen, do iCir­cle, diz que é pre­ci­so ter cal­ma, pois dias melho­res virão. “Nes­se momen­to de for­ta­le­ci­men­to do mer­ca­do, as empre­sas pre­ci­sa­rão ter uma dose de paci­ên­cia. Mas, sim, tere­mos um mer­ca­do mais pre­pa­ra­do e gen­te mais capa­ci­ta­da para tocar o seu negó­cio”.