ATÉ QUE

O ABORRECIMENTO

OS SEPARE

   Rela­ci­o­na­men­tos dura­dou­ros são cada vez mais raros. Um levan­ta­men­to recen­te do IBGE mos­tra que um a cada três casa­men­tos ter­mi­na em divór­cio no Bra­sil. Nos últi­mos 22 anos, foram regis­tra­dos 7 milhões de dis­so­lu­ções (58 divór­ci­os por dia) ante 29 milhões de matrimô­ni­os. E não é só com o casa­men­to que as pes­so­as andam mais impa­ci­en­tes e into­le­ran­tes. As empre­sas tam­bém vêm penan­do para con­quis­tar novos cli­en­tes e man­tê-los fiéis ou, ao menos, con­quis­tar sua pre­fe­rên­cia.

   De acor­do com o rela­tó­rio “Seeing beyond the loyalty illu­si­on: it’s time you invest more wisely” (Ven­do além da ilu­são de fide­li­da­de: é hora de inves­tir de for­ma mais inte­li­gen­te), publi­ca­do pela Accen­tu­re Stra­tegy, 80% dos bra­si­lei­ros estão redu­zin­do sua fide­li­da­de a mar­cas e empre­sas. Entre os Mil­len­ni­als, o desa­fio é ain­da mai­or: 30% deles dizem que elas podem até ten­tar, mas não vão con­se­guir. Ago­ra, quem con­se­gue, pode se dar por feliz. Isso por­que 60% dos bra­si­lei­ros que são fiéis reco­men­dam a mar­ca a ami­gos e fami­li­a­res.

Não é só com o casa­men­to que as pes­so­as andam mais impa­ci­en­tes e into­le­ran­tes. As empre­sas tam­bém vêm penan­do para con­quis­tar novos cli­en­tes e man­tê-los fiéis”

   Nas pró­xi­mas pági­nas, você con­fe­re um estu­do ela­bo­ra­do com exclu­si­vi­da­de pela DOM Stra­tegy Part­ners em par­ce­ria com o Cen­tro de Inte­li­gên­cia Padrão com as empre­sas que mais ino­vam na hora de se rela­ci­o­nar com os seus cli­en­tes. O segre­do delas: acom­pa­nhar tão de per­to cada pas­so da jor­na­da do cli­en­te a pon­to de se rela­ci­o­na­rem com ele no tem­po cer­to.

   Já dizia Clay­ton Chris­ten­sen, um dos mai­o­res gurus do mun­do em ino­va­ção: “À medi­da que as empre­sas ten­dem a ino­var mais rápi­do do que as neces­si­da­des de seus cli­en­tes, a mai­o­ria das orga­ni­za­ções aca­ba pro­du­zin­do pro­du­tos ou ser­vi­ços que, na ver­da­de, são sofis­ti­ca­dos demais, caros demais e com­pli­ca­dos demais para mui­tos cli­en­tes em seus mer­ca­dos”. E a sua empre­sa? Será que está no mes­mo com­pas­so do con­su­mi­dor?

Boa Lei­tu­ra

GABRIELLA SANDOVAL
Edi­to­ra-che­fe