Vice-pre­si­den­te de Ope­ra­ções e Trans­for­ma­ção Digi­tal na AeC

Cel­so Mateus Rami­ro

A segun­da onda da
trans­for­ma­ção digi­tal

   A TRANS­FOR­MA­ÇÃO DIGI­TAL não é novi­da­de, mas já vive­mos sua segun­da onda, que envol­ve não somen­te o pen­sa­men­to ágil e a digi­ta­li­za­ção, mas, tam­bém, a oti­mi­za­ção de pro­ces­sos com o auxí­lio da Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al e dos Robôs de Auto­ma­ti­za­ção de Pro­ces­sos (RPA). As empre­sas de negó­ci­os e tec­no­lo­gia que saí­ram na fren­te e imple­men­ta­ram o uso des­ses recur­sos tive­ram suces­so nos resul­ta­dos, e a ten­dên­cia é que cada vez mais outras façam o mes­mo.

   A aces­si­bi­li­da­de à inter­net e aos dis­po­si­ti­vos conec­ta­dos, que impul­si­o­na­ram a trans­for­ma­ção digi­tal, tam­bém modi­fi­cou o per­fil do con­su­mi­dor, que ficou mais ime­di­a­tis­ta e exi­gen­te quan­to ao aten­di­men­to. Além da como­di­da­de de fazer sua con­sul­ta por onde pre­fe­rir (chats de redes soci­ais, apli­ca­ti­vos das mar­cas, de con­ver­sa, entre outros), o con­su­mi­dor ago­ra quer res­pos­ta rápi­da, aces­sí­vel e reso­lu­ti­va. Nes­se con­tex­to, o RPA se tor­nou pro­ta­go­nis­ta da segun­da onda de trans­for­ma­ção digi­tal.

   No pri­mei­ro momen­to, as empre­sas dis­po­ni­bi­li­za­ram canais mais prá­ti­cos, como os já cita­dos, mas pre­ci­sa­ram auto­ma­ti­zar pro­ces­sos manu­ais para absor­ver a deman­da por diver­si­fi­ca­ção, a fim de não desa­pon­tar o con­su­mi­dor quan­to à reso­lu­bi­li­da­de e à efi­ci­ên­cia. Isso foi con­quis­ta­do com a uti­li­za­ção de RPA.

   Quan­do desen­vol­vi­do, na déca­da de 90, o robô de auto­ma­ti­za­ção de pro­ces­sos fun­ci­o­na­va ape­nas como um tipo de mape­a­men­to de telas, mas obte­ve recur­sos de auto­ma­ção e script que defi­nem os RPAs nos dias atu­ais, de acor­do com a UiPath (empre­sa mun­di­al de RPA).

   Hoje, há softwa­res de RPA tão trans­for­ma­ci­o­nais que, na visão de Guy Kirkwo­od, Chi­ef Evan­ge­list na UiPath, podem ser com­pa­ra­dos ao anti­go Enter­pri­se Resour­ce Plan­ning (ERP), um gran­de avan­ço nos anos 90. Esses softwa­res digi­ta­li­za­ram o flu­xo de tra­ba­lho, além de pro­ces­sos buro­crá­ti­cos, como o cadas­tra­men­to e a pros­pec­ção de novos cli­en­tes. Antes, em estru­tu­ras de ser­vi­dor den­tro das empre­sas e, hoje, na nuvem.

   Assim como o ERP, o RPA já é um mar­co de oti­mi­za­ção de pro­ces­sos. Ade­rir a eles é ques­tão de tem­po para qual­quer empre­sa que dese­jar sobre­vi­ver ao con­tex­to atu­al de tec­no­lo­gia.