Gabri­el For­tes, dire­tor de Pla­ne­ja­men­to da Konec­ta e Ura­net

ANALY­TICS SOB DIFE­REN­TES PON­TOS DE VIS­TA

ALÉM DE GERAR INTE­LI­GÊN­CIA, A ANÁ­LI­SE DE DADOS PODE GERAR VAN­TA­GENS COM­PE­TI­TI­VAS

POR MELIS­SA LULIO

   A inter­net, as redes soci­ais e os gad­gets móveis colo­ca­ram os con­su­mi­do­res em uma nova rea­li­da­de. De repen­te, a opi­nião deles come­çou a impac­tar a deci­são das empre­sas: de coad­ju­van­tes, cli­en­tes pas­sa­ram a ser pro­ta­go­nis­tas nas rela­ções de con­su­mo. Con­co­mi­tan­te­men­te, sur­gi­ram novos mode­los de negó­cio que, entre outros dife­ren­ci­ais, são capa­zes de “adi­vi­nhar” o que o con­su­mi­dor espe­ra: a Net­flix indi­ca a série que com­bi­na com o per­fil do indi­ví­duo; o Spo­tify suge­re play­lists; a Ama­zon apre­sen­ta bons livros; e o You­Tu­be com­bi­na víde­os seme­lhan­tes.

   Essas são duas pers­pec­ti­vas a res­pei­to de um ele­men­to trans­for­ma­dor: os dados. Eles per­mi­tem que as orga­ni­za­ções inter­pre­tem os ansei­os dos con­su­mi­do­res e, em segui­da, entre­guem o pro­du­to ou o ser­vi­ço ide­al para eles.

   “Vive­mos em um cená­rio de cres­ci­men­to expo­nen­ci­al na gera­ção de dados, que tem sido moti­va­do pelo desen­vol­vi­men­to e pela expan­são de negó­ci­os em áre­as como IoT, geo­lo­ca­li­za­ção, redes soci­ais, apli­ca­ti­vos móveis e fer­ra­men­tas que têm con­tri­buí­do para a cole­ta de dados não estru­tu­ra­dos – que repre­sen­tam cer­ca de 80% dos dados gera­dos”, expli­ca Gabri­el For­tes, dire­tor de Pla­ne­ja­men­to da Konec­ta e Ura­net. “Estas tec­no­lo­gi­as muda­ram a for­ma como os dados são cole­ta­dos, arma­ze­na­dos, dis­tri­buí­dos, pro­ces­sa­dos e ana­li­sa­dos”.

   Como ele afir­ma, as deci­sões em tem­po real já fazem par­te do cená­rio, por isso, para serem efi­ci­en­tes, as empre­sas pre­ci­sam uti­li­zar novas fer­ra­men­tas e arqui­te­tu­ras. É pre­ci­so tam­bém moni­to­rar cons­tan­te­men­te os mode­los de aná­li­se de dados e apri­mo­rá-los regu­lar­men­te, para que as deci­sões base­a­das em dados sejam asser­ti­vas. “As orga­ni­za­ções mui­tas vezes não se aten­tam para o esfor­ço de manu­ten­ção – isso resul­ta em bons resul­ta­dos ape­nas no iní­cio”, diz.

   Além de ques­tões téc­ni­cas, o exe­cu­ti­vo des­ta­ca um pon­to estra­té­gi­co: o pro­ces­sa­men­to de dados deve ter ao menos um obje­ti­vo que gere valor para a empre­sa, por exem­plo, um apoio à efi­cá­cia empre­sa­ri­al, a rea­li­za­ção de pre­vi­sões de mer­ca­do e prog­nós­ti­co, o apri­mo­ra­men­to das ope­ra­ções e da expe­ri­ên­cia do cli­en­te, a redu­ção de cus­tos, a agi­li­da­de nos negó­ci­os, a ges­tão de talen­tos e a iden­ti­fi­ca­ção de pro­ble­mas.

   É o que a Konec­ta e Ura­net têm fei­to: por meio de sua área de Analy­tics, a empre­sa tem trans­for­ma­do o modo como deci­sões impor­tan­tes são con­du­zi­das. E isso tem gera­do uma série de ganhos nas ope­ra­ções de rela­ci­o­na­men­to com o cli­en­te. Por meio da pla­ta­for­ma omni­chan­nel Inter­grALL, a empre­sa tam­bém tem uma exce­len­te fer­ra­men­ta de cole­ta de dados de todas as inte­ra­ções com os cli­en­tes. A fer­ra­men­ta tam­bém é capaz de con­ver­ter voz em tex­to – abrin­do novas opor­tu­ni­da­des para a aná­li­se de dados não estru­tu­ra­dos e que não foram cap­tu­ra­dos pelos agen­tes.

   O Inter­grALL rea­li­za tam­bém pro­ces­sos de apoio, como moni­to­ria, ges­tão de pes­so­as, tele­fo­nia etc., que são arma­ze­na­dos na mes­ma base de dados, pos­si­bi­li­tan­do o inter-rela­ci­o­na­men­to de cen­te­nas de variá­veis, per­mi­tin­do à nos­sa área de Analy­tics gerar insights rele­van­tes duran­te o pro­ces­so deci­só­rio.

O pro­ces­sa­men­to de dados deve ter ao menos um obje­ti­vo que gere valor para a empre­sa

O USO DE ANALY­TICS TAM­BÉM PER­MI­TIU QUE HOU­VES­SE UMA SÉRIE DE GANHOS NAS OPE­RA­ÇÕES DE RELA­CI­O­NA­MEN­TO COM O CLI­EN­TE DA KONEC­TA E URA­NET

A ANÁ­LI­SE DE DADOS TEM POTEN­CI­A­LI­ZA­DO HABI­LI­DA­DES DA KONEC­TA E URA­NET