APREN­DEN­DO COM ROBÔS

O SEG­MEN­TO EDU­CA­CI­O­NAL SERÁ PRO­MIS­SOR NA DEMAN­DA POR TEC­NO­LO­GI­AS DE ATEN­DI­MEN­TO VIR­TU­AL

POR ERI­CA MAR­TIN

uem diria que um dia seria pos­sí­vel ter um robô apoi­an­do alu­nos duran­te as aulas, por exem­plo? Pois é, as máqui­nas têm con­quis­ta­do seg­men­tos que, até então, pare­ci­am impro­vá­veis. E este é o caso do setor edu­ca­ci­o­nal. Com o aumen­to de cur­sos e trei­na­men­tos a dis­tân­cia, essas tec­no­lo­gi­as são hoje essen­ci­ais para as empre­sas que bus­cam ganhar esca­la e agi­li­da­de no aten­di­men­to. De acor­do com o estu­do “Glo­bal Mar­ket Insights”, o mer­ca­do glo­bal de apren­di­za­gem on-line deve cres­cer, em média, 10% ao ano até 2023.

A Sof­tium, espe­ci­a­lis­ta em solu­ções de dis­ca­do­res e CRM para call cen­ters, tem hoje 150 cli­en­tes. A com­pa­nhia tem vis­to um cres­ci­men­to sig­ni­fi­ca­ti­vo da ade­são de robôs de voz, chat­bots e assis­ten­tes vir­tu­ais por com­pa­nhi­as de diver­sos seto­res, em espe­ci­al as foca­das em vare­jo, saú­de e cobran­ça. Por outro lado, a área edu­ca­ci­o­nal é a gran­de apos­ta da orga­ni­za­ção para os pró­xi­mos anos. “Com a popu­la­ri­za­ção do e‑learning de alta qua­li­da­de, em bre­ve, have­rá um gran­de aumen­to da deman­da por robôs que vão auxi­li­ar no pro­ces­so de aten­di­men­to e feed­back dos alu­nos”, expli­ca Jose­fi­na Pican­ço, sócia-pro­pri­e­tá­ria da Sof­tium.

É cla­ro que o pro­ces­so de ado­ção de um robô em seg­men­tos com­ple­xos, como é o caso do edu­ca­ci­o­nal, não é tão sim­ples. Por isso, a empre­sa desen­vol­veu a pla­ta­for­ma Tac­tium, para ser per­so­na­li­za­da de acor­do com o tipo de negó­cio do cli­en­te e as suas neces­si­da­des. “A solu­ção foi con­ce­bi­da como uma pla­ta­for­ma para ser cons­truí­da com o cli­en­te final. Na prá­ti­ca, cada empre­sa dese­nha o flu­xo dos pro­ces­sos de negó­ci­os com suas regras e cons­trói scripts de nave­ga­ção per­so­na­li­za­dos. O con­cei­to por trás de tudo é colo­car o poder na mão do cli­en­te e ser par­cei­ro para que ele use a solu­ção ple­na­men­te para atin­gir os seus obje­ti­vos”, expli­ca.

No setor de edu­ca­ção, por exem­plo, uni­ver­si­da­des, esco­las e facul­da­des podem usar as tec­no­lo­gi­as para conhe­cer melhor o per­fil de seus alu­nos e pro­fes­so­res e cri­ar um canal ati­vo de comu­ni­ca­ção. Assim, é pos­sí­vel for­ne­cer infor­ma­ções sobre cur­sos e matrí­cu­las, tra­ba­lhar na pros­pec­ção e fide­li­za­ção de cli­en­tes e atu­ar de for­ma mais con­for­tá­vel na cobran­ça de alu­nos ina­dim­plen­tes.