AUTO­GES­TÃO: UMA ESTRA­TÉ­GIA QUE COR­RES­PON­DE AOS ANSEI­OS DOS MIL­LEN­NI­ALS

A PLA­TA­FOR­MA ROBBY­SON POS­SI­BI­LI­TA QUE, COM ACES­SO AOS DADOS, O COLA­BO­RA­DOR POS­SA TOMAR DECI­SÕES E GERIR A PRÓ­PRIA PRO­DU­TI­VI­DA­DE

POR MELIS­SA LULIO

   Gera­ção Y, tam­bém conhe­ci­da como Mil­len­ni­al, pro­vo­cou o mer­ca­do ao ino­var em diver­sos aspec­tos e ins­pi­rou vári­as mudan­ças. Tan­to no papel de cola­bo­ra­dor quan­to no de cli­en­te, esse públi­co jovem cos­tu­ma ser mui­to exi­gen­te: ten­de a bus­car boas expe­ri­ên­ci­as e bas­tan­te auto­no­mia, entre outras deman­das e carac­te­rís­ti­cas.

   Na AeC, como con­ta War­ney Sil­va, dire­tor de Pes­so­as, foi per­ce­bi­da a neces­si­da­de de adap­tar o pro­ces­so de tra­ba­lho às neces­si­da­des da nova gera­ção, uma vez que, nas ope­ra­ções rea­li­za­das pela empre­sa, há qua­se 20 mil Mil­len­ni­als. Tais cola­bo­ra­do­res car­re­gam tra­ços comuns à gera­ção: valo­ri­zam a auto­no­mia, o reco­nhe­ci­men­to mais rápi­do e reve­lam sua moti­va­ção por serem pro­ta­go­nis­tas da pró­pria jor­na­da den­tro da empre­sa.

   Para cor­res­pon­der a essa neces­si­da­de, a AeC desen­vol­veu o pro­je­to Self. Por meio dele, os cola­bo­ra­do­res são capa­zes de se auto­ge­rir. Eles têm aces­so às infor­ma­ções neces­sá­ri­as para alcan­çar o máxi­mo de seu desem­pe­nho, conhe­cem as metas a serem alcan­ça­das e, prin­ci­pal­men­te, sem­pre podem bus­car alcan­çar a melhor verão de si mes­mo.

   “O gran­de faci­li­ta­dor para colo­car a ideia em prá­ti­ca foi a pla­ta­for­ma Robby­son”, expli­ca o exe­cu­ti­vo. Com a tec­no­lo­gia, os fun­ci­o­ná­ri­os têm con­di­ções de geren­ci­ar a pró­pria roti­na. “Nos­so pro­je­to hoje abran­ge qua­se 20% dos cola­bo­ra­do­res da área de aten­di­men­to e esta­mos tra­ba­lhan­do para atin­gir 30% ain­da este ano”, diz.

   Como expli­ca Sil­va, é essa tec­no­lo­gia que via­bi­li­za o moni­to­ra­men­to e o tra­ta­men­to cor­re­tos dos dados. “Este pro­je­to não seria pos­sí­vel sem a pla­ta­for­ma Robby­son e os insights que são gera­dos por meio dela, tan­to para o ges­tor quan­to para o cola­bo­ra­dor”, defen­de. Por meio da pla­ta­for­ma, o aten­den­te aces­sa todas as infor­ma­ções e desa­fi­os com auto­no­mia. Ou seja, tem uma visão com­ple­ta de seu desem­pe­nho e é ampa­ra­do pelos dados sem­pre que pre­ci­sa deci­dir algo. A par­tir dis­so, con­se­gue agir em situ­a­ções que, antes, depen­di­am do ges­tor.

   O dire­tor de Pes­so­as da AeC expli­ca que, para a empre­sa, valo­res como res­pei­to, reco­nhe­ci­men­to e valo­ri­za­ção são uni­ver­sais. “O que o sis­te­ma de auto­ges­tão per­mi­te ao cola­bo­ra­dor é que esses valo­res sejam mais laten­tes e mais tan­gí­veis”, argu­men­ta. “As van­ta­gens estão em garan­tir que pes­so­as este­jam cons­tan­te­men­te moti­va­das e enga­ja­das e que con­si­gam, como con­sequên­cia natu­ral, entre­gar um resul­ta­do mui­to aci­ma daque­le obser­va­do quan­do da pre­sen­ça dire­ta de uma hie­rar­quia”.

ESTRA­TÉ­GIA QUE SE MUL­TI­PLI­CA

   De acor­do com Sil­va, é pos­sí­vel que outras empre­sas apli­quem pro­je­tos como o Self. Para isso, bas­ta ter indi­ca­do­res bem-defi­ni­dos e fer­ra­men­tas de peo­ple mana­ge­ment como a Robby­son.

   Ou seja, é essen­ci­al que os cola­bo­ra­do­res con­si­gam aces­sar seus resul­ta­dos e metas e que sai­bam quais obje­ti­vos pre­ci­sam ser alcan­ça­dos. Porém, o mais impor­tan­te, na visão do dire­tor de Pes­so­as da AeC, é a cora­gem. Como ele defen­de, a união entre fer­ra­men­tas ade­qua­das e ges­to­res de pes­so­as cora­jo­sos tor­na tudo pos­sí­vel.