BAN­COS DIGI­TAIS
Ban­cos digi­tais se tor­nam que­ri­di­nhos na qua­ren­te­na
Esse é o caso do digio, que ampli­ou seus ser­vi­ços on-line para melho­rar a expe­ri­ên­cia dos cli­en­tes. Ago­ra, é pos­sí­vel nego­ci­ar dívi­das pelo What­sApp, além de sacar dinhei­ro sem car­tão físi­co e pagar com­pras com QR Code
Por Eri­ca Mar­tin

OS BAN­COS DIGI­TAIS já nas­cem total­men­te imer­sos na tec­no­lo­gia. Por­tan­to, em um momen­to como o atu­al, em que as pes­so­as pre­ci­sam ficar em casa, fica mais evi­den­te o papel des­sas empre­sas na reso­lu­ção de pro­ble­mas do dia a dia. Esse é o caso do ban­co digio, que nas­ceu como nome do car­tão de cré­di­to ofe­re­ci­do pelo anti­go ban­co CBSS e se tor­nou uma pla­ta­for­ma digi­tal de ser­vi­ços finan­cei­ros, con­tro­la­da por Bra­des­co e Ban­co do Bra­sil. 

O ban­co, que já ofe­re­ce um apli­ca­ti­vo com dife­ren­tes ser­vi­ços para os cli­en­tes, ampli­ou o seu leque de opções de con­ta­to após o iní­cio da qua­ren­te­na. Uma das novi­da­des foi a cri­a­ção de um canal no What­sApp para nego­ci­ar o paga­men­to das fatu­ras de car­tão de cré­di­to que estão em atra­so. “A solu­ção foi mui­to bem acei­ta. Por ser total­men­te on-line, o cli­en­te não se sen­te cons­tran­gi­do em falar sobre as suas dívi­das e, por con­sequên­cia, aca­ba nego­ci­an­do”, expli­ca Car­los Gio­va­ne Neves, CEO do digio. 

Como mui­tos bra­si­lei­ros fica­ram sem ren­da e estão com difi­cul­da­des para hon­rar os com­pro­mis­sos finan­cei­ros, o digio tam­bém deci­diu faci­li­tar a liqui­da­ção das dívi­das. Até o mês de junho, os juros cobra­dos para o par­ce­la­men­to da fatu­ra do car­tão de cré­di­to foram redu­zi­dos de 7,90% para 4,90% ao mês, e o pra­zo para qui­tar o débi­to foi ampli­a­do para 24 vezes. “O efei­to pro­por­ci­o­na­do pelo novo canal, ali­a­do a novas con­di­ções de paga­men­to, per­mi­tiu que a ina­dim­plên­cia do ban­co não se dete­ri­o­ras­se”, expli­ca Gio­va­ne. 

A EXPE­RI­ÊN­CIA DIGI­TAL COME­ÇA COM OS MAIS JOVENS. AO TER UMA BOA EXPE­RI­ÊN­CIA, ELES ACA­BAM RECO­MEN­DAN­DO O SER­VI­ÇO PARA A FAMÍ­LIA E, ASSIM, MAIS GEN­TE É ATRAÍ­DA PARA OS MEI­OS DIGI­TAIS.”
Car­los Gio­va­ne Neves, CEO do digio

Outra novi­da­de é que os cli­en­tes do ban­co já podem usar o QR Code parar sacar dinhei­ro da digi­o­Con­ta – sua con­ta digi­tal – nos ter­mi­nais ele­trô­ni­cos 24 horas e com­prar pro­du­tos com o car­tão de cré­di­to em esta­be­le­ci­men­tos que tenham maqui­ni­nhas da Cie­lo. Para usar a tec­no­lo­gia, é pre­ci­so ins­ta­lar o apli­ca­ti­vo do ban­co no celu­lar. Toda vez que fizer uma ope­ra­ção, o cli­en­te deve­rá esca­ne­ar o códi­go que será gera­do auto­ma­ti­ca­men­te pelo app para con­fir­mar a tran­sa­ção. 

Nes­se caso, além de não ser neces­sá­rio usar o car­tão físi­co, o con­su­mi­dor evi­ta o con­ta­to com os equi­pa­men­tos – o que dimi­nui as chan­ces de con­ta­mi­na­ção e a pro­pa­ga­ção do novo coro­na­ví­rus.  No caso das com­pras, há ain­da outra opção: efe­tu­ar o paga­men­to por apro­xi­ma­ção do car­tão por meio da tec­no­lo­gia cha­ma­da NFC (Near Field Com­mu­ni­ca­ti­on). 

O digio tem ofe­re­ci­do mais cada vez mais ser­vi­ços den­tro de seu apli­ca­ti­vo. Ago­ra, os cli­en­tes podem pagar bole­tos de outros ban­cos, além de fazer recar­gas de celu­lar, saques e trans­fe­rir dinhei­ro. Nos pró­xi­mos meses mais novi­da­des: por­ta­bi­li­da­de de salá­rio e remu­ne­ra­ção do sal­do em con­ta. Até o fim do ano, tam­bém serão dis­po­ni­bi­li­za­dos na con­ta digi­tal pro­du­tos de inves­ti­men­tos ofe­re­ci­dos pelos sóci­os do Bra­des­co e Ban­co do Bra­sil. “A ideia é que o cli­en­te pos­sa resol­ver a vida dele em uma úni­ca pla­ta­for­ma, até por­que não é todo mun­do que tem à dis­po­si­ção um celu­lar com memó­ria para ter diver­sos apli­ca­ti­vos ins­ta­la­dos. É a expe­ri­ên­cia que cha­ma­mos de ban­te­ch, que jun­ta a soli­dez, a gover­nan­ça e a segu­ran­ça dos gran­des ban­cos com a agi­li­da­de e a tec­no­lo­gia das fin­te­chs”, expli­ca o exe­cu­ti­vo. 

Atu­al­men­te, a mai­or par­te dos cli­en­tes do digio tem entre 21 e 35 anos, porém a expec­ta­ti­va é ampli­ar a fai­xa etá­ria. “A expe­ri­ên­cia digi­tal come­ça com os mais jovens. Ao ter uma boa expe­ri­ên­cia, eles aca­bam reco­men­dan­do o ser­vi­ço para a famí­lia e, assim, mais gen­te é atraí­da para os mei­os digi­tais.” O ban­co, que tem hoje 1,6 milhão de cli­en­tes e R$ 2,3 bilhões em ati­vos, regis­trou, no ano pas­sa­do, lucro líqui­do de 7,5 milhões. Na pan­de­mia, a deman­da pelo car­tão de cré­di­to cres­ceu 20%  – em junho, foram regis­tra­dos 900 mil pedi­dos. E o obje­ti­vo é cres­cer ain­da mais. “O digio vem tra­ba­lhan­do para se tor­nar uma das mai­o­res e melho­res pla­ta­for­mas de ser­vi­ços finan­cei­ros do Bra­sil. Por con­ta dis­so, esta­mos bus­can­do solu­ções foca­das no autos­ser­vi­ço, para que o cli­en­te tenha a faci­li­da­de de resol­ver as suas deman­das de for­ma inde­pen­den­te”, con­clui o CEO.