REBE­CA DE MORA­ES

Sócia-fun­da­do­ra e
dire­to­ra da Sole­dad

O BEM-ESTAR NO CEN­TRO DAS ATEN­ÇÕES

O BEM-ESTAR NO CEN­TRO DAS ATEN­ÇÕES

O BEM-ESTAR NO CEN­TRO DAS ATEN­ÇÕES

REBE­CA DE MORA­ES

Sócia-fun­da­do­ra e
dire­to­ra da Sole­dad

REBE­CA DE MORA­ES

Sócia-fun­da­do­ra e
dire­to­ra da Sole­dad

No Bra­sil, vemos nas pes­qui­sas de ten­dên­ci­as que o bem-estar apa­re­ce como uma nova cama­da de dese­jos entre os con­su­mi­do­res – e não como uma mudan­ça total de esti­lo de vida”

    Difí­cil encon­trar alguém que não divi­da a sen­sa­ção de que saí­mos de 2018 como quem enca­rou a mon­ta­nha-rus­sa mais bar­ra pesa­da do par­que de diver­sões. Tive­mos mudan­ças impor­tan­tes na polí­ti­ca, na eco­no­mia, no meio ambi­en­te, nas rela­ções. Esta­mos todos toman­do for­ça e cora­gem para enca­rar em 2019 e nos pró­xi­mos anos uma are­na de con­su­mo que deman­da que mar­cas tenham mais do que per­so­na­li­da­de: vamos cada vez mais nos depa­rar com con­su­mi­do­res que que­rem con­su­mir de quem tenha pos­tu­ra de ami­go, mar­cas que aju­dem a supor­tar difi­cul­da­des e ali­vi­em ten­sões.

   O ape­ti­te do con­su­mi­dor por bem-estar, geren­ci­a­men­to de estres­se e saú­de está levan­do a uma evo­lu­ção con­tí­nua de novos pro­du­tos e ser­vi­ços que aju­dam a sua­vi­zar roti­nas pesa­das e super­co­nec­ta­das. À medi­da que as pes­so­as incor­po­ram mais valo­res de bem-estar ao seu esti­lo de vida (pen­se no boom da medi­ta­ção e no cres­ci­men­to da prá­ti­ca de mind­ful­ness), nos­sa inte­ra­ção com a eco­no­mia do bem-estar tam­bém está se tor­nan­do menos pon­tu­al e mais recor­ren­te, inte­gra­da ao dia a dia dos con­su­mi­do­res. Um rela­tó­rio do Glo­bal Well­ness Ins­ti­tu­te publi­ca­do em novem­bro do ano pas­sa­do mos­tra que o mer­ca­do de bem-estar, que englo­ba des­de aca­de­mi­as de ginás­ti­ca a spas, é ava­li­a­do em US$ 4,2 tri­lhões, ten­do cres­ci­do 12,8% nos últi­mos dois anos.

   No Bra­sil, o well­ness tam­bém ganha impor­tân­cia. O núme­ro de fran­qui­as de bem-estar, bele­za e saú­de cres­ceu 17% no pri­mei­ro tri­mes­tre de 2017, de acor­do com a Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Fran­chi­sing (ABF). Não há dúvi­das de que esta­mos dian­te de uma ten­dên­cia que vai ganhar for­ça nos pró­xi­mos anos, mas pre­ci­sa­mos nos aten­tar ao modo como esse movi­men­to vai se apre­sen­tan­do para o mer­ca­do bra­si­lei­ro. Dife­ren­te daqui, em paí­ses como os Esta­dos Uni­dos há uma onda for­te do bem-estar como esti­lo de vida com­ple­to – uma mudan­ça de mind­set que vai da ali­men­ta­ção leve e orgâ­ni­ca à medi­ta­ção, pas­san­do por yoga no cam­po, ini­ci­a­ti­vas para dimi­nuir o uso de tec­no­lo­gi­as, cos­mé­ti­cos natu­rais e cara lava­da em subs­ti­tui­ção às maqui­a­gens.

   No Bra­sil, vemos nas pes­qui­sas de ten­dên­ci­as que o bem-estar apa­re­ce como uma nova cama­da de dese­jos entre os con­su­mi­do­res – e não como uma mudan­ça total de esti­lo de vida. As mulhe­res que­rem con­ti­nu­ar usan­do mui­ta maqui­a­gem, mas que­rem tam­bém incor­po­rar ritu­ais de auto­cui­da­do, como mas­sa­gens e más­ca­ras de tra­ta­men­to faci­al ao dia a dia. A cor­ri­da como ati­vi­da­de físi­ca efi­caz para ter um cor­po boni­to incor­po­ra a fun­ção de ser um momen­to de des­com­pres­são do dia a dia estres­san­te. O con­cei­to de bem-estar é adi­ci­o­na­do aos ritu­ais de bele­za não como um esti­lo de vida alter­na­ti­vo, mas para afrou­xar as para­noi­as com os padrões de bele­za e poten­ci­a­li­zar a sen­sa­ção de estar bem con­si­go mes­mo e bonito(a). No mais recen­te rela­tó­rio de ten­dên­ci­as da Sole­dad, medi­mos o impac­to des­sa ten­dên­cia para o Bra­sil e iden­ti­fi­ca­mos matu­ri­da­de nes­te movi­men­to por aqui: para 54% dos bra­si­lei­ros, para estar bonito(a), não bas­ta só cui­dar do cor­po; é pre­ci­so tam­bém cui­dar da saú­de men­tal. Fique aten­to: mas­sa­gens, aro­ma­te­ra­pia, ali­men­tos, ritu­ais e expe­ri­ên­ci­as que pos­sam ser incor­po­ra­dos para ofe­re­cer bem-estar ime­di­a­to devem ganhar aten­ção nos pró­xi­mos anos.

No Bra­sil, vemos nas pes­qui­sas de ten­dên­ci­as que o bem-estar apa­re­ce como uma nova cama­da de dese­jos entre os con­su­mi­do­res – e não como uma mudan­ça total de esti­lo de vida”