CAR­PE DIEM

   No iní­cio, as redes soci­ais sur­gi­ram com um pro­pó­si­to mui­to nobre: o de apro­xi­mar as pes­so­as. E, de fato, elas pro­mo­ve­ram reen­con­tros, mas ao mes­mo tem­po pas­sa­ram a pro­mo­ver rela­ções super­fi­ci­ais e a expor a vida das pes­so­as de uma for­ma jamais vis­ta. Hoje, Face­bo­ok e Ins­ta­gram assu­mi­ram um papel de termô­me­tros de popu­la­ri­da­de. Quem ganha mais cur­ti­das é vis­to como mais bem quis­to, aque­le que tem mais ami­gos, o mais cool. Até orga­ni­za­do­res de fes­tas VIPs vêm ado­tan­do o núme­ro de segui­do­res e cur­ti­das como fil­tro para sele­ci­o­nar quem entra e quem não entra nas fes­tas. Sim, isso é mui­to Black Mir­ror. E, sim, isso é real.

   E esse assun­to diz res­pei­to não só à maté­ria de capa da nos­sa pri­mei­ra edi­ção do ano, que ques­ti­o­na o futu­ro das infor­ma­ções e como as empre­sas vão se adap­tar à nova Lei Geral de Pro­te­ção de Dados, como à repor­ta­gem espe­ci­al sobre o tema do momen­to: a feli­ci­da­de. Nas pró­xi­mas pági­nas, mos­tra­mos o papel que o tra­ba­lho tem assu­mi­do na vida das pes­so­as e como as empre­sas vêm rea­gin­do dian­te de gera­ções aves­sas ao tédio e que bus­cam pro­pó­si­to em tudo o que fazem.

   Man­ter um esta­do ple­no de feli­ci­da­de, a pon­to de não con­fun­di-la com eufo­ria, se tor­nou um desa­fio da vida moder­na. Um dos nos­sos entre­vis­ta­dos, o pen­sa­dor Fabrí­cio Car­pi­ne­jar, afir­ma que as redes soci­ais têm con­tri­buí­do, e mui­to, para que nos tor­ne­mos mais infe­li­zes. Ele tam­bém refor­ça a impor­tân­cia de res­pei­tar a tris­te­za, fala das dife­ren­ças entre feli­ci­da­de e eufo­ria, e da impor­tân­cia de viver o hoje: “As pes­so­as mais feli­zes são aque­las devo­ta­das ao pre­sen­te”, garan­te. Fica a dica, por­tan­to, para 2019, caros lei­to­res: car­pe diem!

Boa lei­tu­ra!
Gabri­el­la San­do­val
Edi­to­ra-che­fe

Man­ter um esta­do ple­no de feli­ci­da­de, a pon­to de não con­fun­di-la com eufo­ria, se tor­nou um desa­fio da vida moder­na”