Dani­el Moret­to, coun­try mana­ger da Con­cen­trix

CÉRE­BROS PARA ACOM­PA­NHAR AS TEC­NO­LO­GI­AS

POR MEIO DA IMER­SÃO EM EMPRE­SAS E DA UNIÃO ENTRE FER­RA­MEN­TAS INO­VA­DO­RAS E PES­SO­AS CAPA­CI­TA­DAS, A CON­CEN­TRIX OUSA TRANS­FOR­MAR O MER­CA­DO DE BPO

 Por Melis­sa Lulio 

manei­ra como o con­su­mi­dor se rela­ci­o­na com pro­du­tos e ser­vi­ços mudou dras­ti­ca­men­te. Hoje, cli­en­tes são mais cri­te­ri­o­sos quan­to ao que mere­ce ou não inves­ti­men­to. Por isso, em mui­tos casos, pre­fe­rem empres­tar do que com­prar, optam por sanar dúvi­das a res­pei­to de pro­du­tos em fóruns e redes soci­ais – em detri­men­to dos canais tra­di­ci­o­nais – e, é cla­ro, usam ser­vi­ços de eco­no­mia com­par­ti­lha­da, como o Uber. Nes­se cená­rio, cres­cem os inves­ti­men­tos em negó­ci­os digi­tais, ino­va­do­res e dis­rup­ti­vos.

   É nes­se con­cei­to que sur­ge a pro­pos­ta ino­va­do­ra da Con­cen­trix, empre­sa que acei­tou o desa­fio de com­por um novo mode­lo de negó­cio den­tro do setor de BPO. Com uma pro­pos­ta dife­ren­ci­a­da – tan­to em rela­ção às pes­so­as quan­to às tec­no­lo­gi­as – a com­pa­nhia bus­ca alcan­çar novos pata­ma­res uti­li­zan­do como pre­mis­sa um man­tra que o pró­prio coun­try mana­ger da com­pa­nhia, Dani­el Moret­to, res­sal­ta: “somos incon­for­ma­dos! Nós que­re­mos sem­pre pro­cu­rar pelo novo, ino­var e fazer dife­ren­te”.

   Quan­do o assun­to é tec­no­lo­gia, Dani­el faz ques­tão de citar a meto­do­lo­gia EDGE. O nome, em tra­du­ção livre, sig­ni­fi­ca “limi­te”. E a ideia é jus­ta­men­te ir além do que a empre­sa-cli­en­te está acos­tu­ma­da a enca­rar: por meio des­se méto­do, a Con­cen­trix faz uma imer­são na con­tra­tan­te, per­ce­ben­do onde podem ser apli­ca­dos apri­mo­ra­men­tos e encon­tran­do valor onde os con­cor­ren­tes e o pró­prio cli­en­te não ima­gi­na­vam que pode­ri­am for­ta­le­cer seu negó­cio.

   Por outro lado, quan­do o assun­to é o cui­da­do com as pes­so­as, ele expli­ca que o EDGE garan­te que todos os pro­ces­sos sim­ples sejam iden­ti­fi­ca­dos e auto­ma­ti­za­dos, enquan­to o que há de mais com­ple­xo fica a car­go dos seres huma­nos. “Che­ga a ser ofen­si­vo pedir a um ser huma­no que faça um tra­ba­lho repe­ti­ti­vo, sem que ele pos­sa pen­sar, ter idei­as e ser ouvi­do”, defen­de o coun­try mana­ger, que come­çou sua car­rei­ra como ope­ra­dor de call cen­ter e enten­de bem a neces­si­da­de de mudan­ça den­tro des­se mer­ca­do.

   “Temos uma filo­so­fia que defen­de o uso da auto­ma­ção para o que é bási­co e pes­so­as qua­li­fi­ca­das para o que é com­ple­xo”, expli­ca. Esse pro­pó­si­to é real­men­te trans­mi­ti­do entre as equi­pes, fazen­do par­te da cul­tu­ra da empre­sa des­de o momen­to da con­tra­ta­ção. No momen­to do recru­ta­men­to, inclu­si­ve, ele expli­ca que o cora­ção do can­di­da­to pre­ci­sa bater com o da empre­sa: “todos, do ope­ra­dor ao CEO, pre­ci­sam ser faná­ti­cos pelo cli­en­te. Essa é a nos­sa ban­dei­ra e a nos­sa mis­são!”.