CEO DA OLOS

Pau­lo Godoy

Como a comu­ni­ca­ção por tex­to entrou em nos­sas vidas?

   AS PALA­VRAS SÃO CÓDI­GOS QUE EXPRES­SAM nos­sos pen­sa­men­tos, nos­sas von­ta­des, nos­sas emo­ções. Com elas, pode­mos enten­der, expres­sar e conhe­cer tudo ao nos­so redor.

   É estra­nho, mas, fazen­do um para­le­lo com o ama­nhe­cer da huma­ni­da­de, pri­mei­ro veio a fala e depois a escri­ta. O mes­mo ocor­reu nos tem­pos atu­ais: pri­mei­ro veio o tele­fo­ne depois o What­sApp.

   O tele­fo­ne resi­den­ci­al, quan­do sur­giu, era fixo. Naque­le tem­po, mui­ta gen­te usa­va um ore­lhão para se comu­ni­car com alguém que se encon­tra­va num pon­to fixo. Pen­sem: rea­li­zar a comu­ni­ca­ção entre duas pes­so­as que não se encon­tra­vam em seus res­pec­ti­vos pon­tos fixos era como jogar tiro ao alvo – e num alvo móvel.

   Depois veio o pager. Em segui­da, vie­ram men­sa­gens alfa­nu­mé­ri­cas limi­ta­das, dita­das por tele­fo­ne, e envi­a­das ao pager. Sigi­lo? Nenhum. A LGPD não vin­ga­ria nes­ta épo­ca.

   Veio a uni­ver­sa­li­za­ção e a pri­va­ti­za­ção das tele­co­mu­ni­ca­ções no Bra­sil. E, com esta mudan­ça, o celu­lar sur­ge no Bra­sil de uma manei­ra inten­sa e mais aces­sí­vel. A par­tir des­ta tec­no­lo­gia, qual­quer pes­soa está ao alcan­ce. Sem dúvi­da nenhu­ma um enor­me avan­ço, ape­sar do cus­to ele­va­do.

   Depois sur­gi­ram o SMS, as redes soci­ais, o Orkut, Face­bo­ok, Twit­ter, What­sApp, Ins­ta­gram…

   Hoje, não há como ima­gi­nar a inte­ra­ção entre pes­so­as sem a comu­ni­ca­ção atem­po­ral. Con­quis­ta­mos a capa­ci­da­de de nos comu­ni­car de for­ma vir­tu­al simul­ta­ne­a­men­te com diver­sas pes­so­as e sobre os mais vari­a­dos assun­tos. É uma mudan­ça de com­por­ta­men­to huma­no mui­to pro­fun­da e impor­tan­te. Os huma­nos sem o seu celu­lar, mes­mo que momen­ta­ne­a­men­te, sen­tem-se per­di­dos.

   E as empre­sas? Como se encon­tram nes­ta revo­lu­ção de com­por­ta­men­to?

   Elas pre­ci­sam inten­si­fi­car o empre­go da tec­no­lo­gia de comu­ni­ca­ção ade­qua­da. É o úni­co cami­nho. Robôs (bots), machi­ne lear­ning, deep lear­ning, data lake, com­por­ta­men­to… tudo isso apli­ca­do à comu­ni­ca­ção fará com que a empre­sa con­si­ga aten­der aos dese­jos dos seus cli­en­tes.

   É um cami­nho sem vol­ta. Pres­tar uma expe­ri­ên­cia de aten­di­men­to ao cli­en­te melhor é valo­ri­zar o tem­po, o fator mais impor­tan­te de nos­sas vidas. Se a sua empre­sa não fizer isso, ela fica­rá no pas­sa­do.