Aman­da Capu­cho, CEO da Orfeu Cafés Espe­ci­ais

EXCE­LÊN­CIA

É UMA BUS­CA INCES­SAN­TE

POR MELHO­RI­AS

EXCE­LÊN­CIA É UMA BUS­CA INCES­SAN­TE POR MELHO­RI­AS

O CUI­DA­DO DA ORFEU CAFÉS ESPE­CI­AIS COM TODA A CADEIA DE PRO­DU­ÇÃO INS­PI­RA O BRA­SIL A INO­VAR, COM­BI­NAN­DO TEC­NO­LO­GIA E EXPER­TI­SE HUMA­NA

POR MELIS­SA LULIO

his­tó­ria do café remon­ta à his­tó­ria do Bra­sil, à cul­tu­ra bra­si­lei­ra. Demo­crá­ti­co, é um hábi­to que se mani­fes­ta espe­ci­al­men­te nas casas dos bra­si­lei­ros. De acor­do com a Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra da Indus­tria de Café (ABIC), entre novem­bro de 2017 e outu­bro de 2018, 64% do pro­du­to foi uti­li­za­do den­tro das resi­dên­ci­as. Nes­se mes­mo perío­do, 21 milhões de sacas foram con­su­mi­das no Bra­sil, o que repre­sen­ta um cres­ci­men­to de 4,80% em rela­ção ao perío­do ante­ri­or. Com esses núme­ros, o Bra­sil segue como o segun­do mai­or con­su­mi­dor de café do mun­do.

   É nes­se con­tex­to que a Orfeu Cafés Espe­ci­ais cres­ce no mer­ca­do. Um dos prin­ci­pais dife­ren­ci­ais da empre­sa – e o pon­to que a conec­ta dire­ta­men­te aos valo­res da Con­su­mi­dor Moder­no – é a bus­ca pela exce­lên­cia em cada deta­lhe do pro­ces­so de pro­du­ção e de dis­tri­bui­ção, do grão à xíca­ra do cli­en­te.

   Nos pri­mei­ros anos, a com­pa­nhia se dedi­ca­va a uma pro­du­ção menor, mais foca­da em um públi­co aten­to ao café de qua­li­da­de, dis­pos­to a esco­lher itens de pon­ta. Há apro­xi­ma­da­men­te três anos, porém, a empre­sa pas­sou por algu­mas trans­for­ma­ções, com foco na pro­xi­mi­da­de com o con­su­mi­dor e com o pró­prio Bra­sil. “Pre­ci­sa­mos nos conec­tar com nos­sas ori­gens”, afir­ma Aman­da Capu­cho, CEO da Orfeu Cafés Espe­ci­ais.

   A mis­são da empre­sa, inclu­si­ve, é gerar valor den­tro do País, gerar empre­gos, entre­gar exce­lên­cia para o con­su­mi­dor bra­si­lei­ro, encur­tan­do a cadeia e geran­do mais bene­fí­ci­os para a ques­tão ambi­en­tal. “O bra­si­lei­ro sabe pro­du­zir com qua­li­da­de”, defen­de a exe­cu­ti­va. “O café está no nos­so san­gue, na nos­sa his­tó­ria”. Do pon­to de vis­ta do con­su­mi­dor, ela afir­ma que o pala­dar está cada vez mais apu­ra­do – tan­to para quei­jos e vinhos quan­to para o café. E a indús­tria pre­ci­sa estar aten­ta a isso.

   Ao mes­mo tem­po, ela acre­di­ta que, mais do que bus­car qua­li­da­de, o con­su­mi­dor anseia por boas his­tó­ri­as e por cone­xão. A Orfeu mani­fes­ta isso, afi­nal, há mais de 400 fun­ci­o­ná­ri­os que tra­ba­lham nas fazen­das e apro­xi­ma­da­men­te 130 famí­li­as moram onde o café é pro­du­zi­do. Os cola­bo­ra­do­res cui­dam de toda a pro­du­ção – des­de a muda do café até a cáp­su­la bio­de­gra­dá­vel, uma das recen­tes ino­va­ções da empre­sa. “Cui­da­mos de toda a cadeia para garan­tir qua­li­da­de, cons­tân­cia e fres­cor”, afir­ma Aman­da. “Exce­lên­cia é uma bus­ca inces­san­te por melho­ri­as, pois sem­pre have­rá uma nova deman­da e uma nova opor­tu­ni­da­de de ino­var”.

PAR PER­FEI­TO

   Quan­do o assun­to é café, a união entre o tra­ba­lho huma­no e a tec­no­lo­gia tam­bém gera resul­ta­dos ide­ais. Aman­da con­ta que, na Orfeu, há um equi­lí­brio cui­da­do­so entre tec­no­lo­gia e tra­di­ção. “Não é pre­ci­so usar tec­no­lo­gia em méto­dos que foram cri­a­dos anti­ga­men­te e que ain­da fun­ci­o­nam”, defen­de.

   Como exem­plo, ela reve­la que, na fábri­ca, acon­te­ce o pro­ces­so de tor­ra e, depois, a sepa­ra­ção manu­al de algum grão que este­ja fora de padrão – afi­nal, qual­quer peque­no defei­to pode pre­ju­di­car o sabor do pro­du­to. “Há uma série de pro­ces­sos e tec­no­lo­gi­as que garan­tem que o grão che­gue com o máxi­mo de uni­for­mi­da­de na tor­re­fa­ção: há três maqui­ná­ri­os que fazem a sele­ção por tama­nho, cor e den­si­da­de e, depois dis­so, é fei­ta a tor­ra”, expli­ca a CEO. “Depois, há fun­ci­o­ná­ri­os que fazem a sele­ção, a olho nu”.

   Ape­sar dis­so, há ino­va­ção em diver­sas eta­pas de pro­ces­so – como no encap­su­la­men­to do pro­du­to. No cul­ti­vo, a empre­sa con­ta com uma tec­no­lo­gia isra­e­len­se para efe­tu­ar a irri­ga­ção por gote­ja­men­to, prá­ti­ca que garan­te a cons­tân­cia da pro­du­ção inde­pen­den­te­men­te da chu­va ao lon­go do ano.

FATOS SOBRE A ORFEU CAFÉS ESPE­CI­AIS

- Atua nos for­ma­tos B2B e B2C, por meio dos canais de e‑commerce, vare­jo, hotéis, cafe­te­ri­as e res­tau­ran­tes

- Cada um dos canais tem uma equi­pe pró­pria dedi­ca­da a garan­tir a qua­li­da­de do ser­vi­ço e man­ter a exce­lên­cia do pro­du­to por meio do pre­pa­ro ide­al – nos hotéis e res­tau­ran­tes, por exem­plo, há baris­tas trei­na­dos pela Orfeu

- O aten­di­men­to ao cli­en­te tam­bém é pró­prio e acon­te­ce pelos canais de chat, tele­fo­ne e e‑mail

- A empre­sa inves­tiu em cáp­su­las bio­de­gra­dá­veis por apos­tar no meio ambi­en­te, con­si­de­ran­do a evo­lu­ção e as deman­das do pós-con­su­mi­dor,
mas sem repas­sar a con­ta para ele

- Orfeu é atu­al­men­te o café bra­si­lei­ro mais pre­mi­a­do do mun­do com 26 con­quis­tas no Cup Of Excel­len­ce, pre­mi­a­ção con­si­de­ra­da o “Oscar” dos cafés espe­ci­ais