SUSANN SCH­RO­NEN

CEO da Ber­lin Scho­ol of Cre­a­ti­ve Lea­dership

LIDE­RAN­ÇA FEMI­NI­NA: CON­QUIS­TAS E DESA­FI­OS PARA UM MER­CA­DO DE

TRA­BA­LHO EQUA­LI­TÁ­RIO

LIDE­RAN­ÇA FEMI­NI­NA: CON­QUIS­TAS E DESA­FI­OS PARA UM MER­CA­DO DE

TRA­BA­LHO EQUA­LI­TÁ­RIO

SUSANN SCH­RO­NEN
CEO da Ber­lin Scho­ol of Cre­a­ti­ve Lea­dership

SUSANN SCH­RO­NEN
CEO da Ber­lin Scho­ol of Cre­a­ti­ve Lea­dership

Afir­me seus valo­res sem cri­ar bata­lhas des­ne­ces­sá­ri­as, mas lute pelo que é essen­ci­al para você”

   Há alguns meses, a Revlon nome­ou Debra Perel­man como a pri­mei­ra CEO mulher em 86 anos de his­tó­ria. Mes­mo sen­do alta­men­te qua­li­fi­ca­da e estan­do na com­pa­nhia há mais de 20 anos, rapi­da­men­te a pau­ta se tor­nou o pos­sí­vel nepo­tis­mo (ela é filha de Ronald Perel­man, aci­o­nis­ta majo­ri­tá­rio do Gru­po). Outra exe­cu­ti­va com car­rei­ra sóli­da, Loui­se Trot­ter, tam­bém fez his­tó­ria ao se tor­nar a pri­mei­ra Dire­to­ra Cri­a­ti­va da Lacos­te, fato iné­di­to em 85 anos da mar­ca. Esses dois exem­plos, dos mer­ca­dos da moda e de cos­mé­ti­cos, que mui­tos supõem que sejam de domi­nân­cia femi­ni­na, tra­zem avan­ços mas, tam­bém, mui­tos desa­fi­os.

   A comu­ni­da­de da Ber­lin Scho­ol é com­pos­ta por gran­des nomes da indús­tria cri­a­ti­va, da comu­ni­ca­ção, do empre­en­de­do­ris­mo e da ino­va­ção, den­tre os quais 130 são de mulhe­res, incrí­veis líde­res cri­a­ti­vas que con­tri­bu­em para o avan­ço de suas indús­tri­as em dire­ção a um mer­ca­do mais inclu­si­vo, cri­a­ti­vo e dinâ­mi­co.

 Assim como todas nós, eu tenho mui­tos papéis: par­cei­ra, filha, líder, exe­cu­ti­va e mulher. Cada papel tem dife­ren­tes sig­ni­fi­ca­dos para dife­ren­tes pes­so­as e traz con­si­go recom­pen­sas, sen­ti­men­tos, opor­tu­ni­da­des e obs­tá­cu­los.

   Ao lon­go dos 30 anos da minha vida pro­fis­si­o­nal, eu apren­di mui­to. Come­çan­do em mar­ke­ting na indús­tria quí­mi­ca, pas­san­do para as agên­ci­as de publi­ci­da­de até a posi­ção de CEO da Ber­lin Scho­ol. Assim, como modo de cele­brar con­quis­tas e apoi­ar outras líde­res, divi­do com vocês alguns dos apren­di­za­dos que con­si­de­ro essen­ci­ais para que as pro­fis­si­o­nais con­quis­tem seu espa­ço na lide­ran­ça:

• Encon­tre pai­xão no seu tra­ba­lho e faça do mun­do pro­fis­si­o­nal um lugar melhor. Enco­ra­je aque­les que você lide­ra para que cri­em, jun­tos, um ambi­en­te que incen­ti­ve a vitó­ria, no qual todos tenham a opor­tu­ni­da­de de dar o seu melhor, de se sen­tir res­pei­ta­dos e empo­de­ra­dos.

• Não acei­te as limi­ta­ções que os outros colo­cam sobre você, não espe­re as pes­so­as acre­di­ta­rem em você e, antes de mais nada, acre­di­te em si mes­ma! Além dis­so, dê a si mes­ma os mei­os para alcan­çar
suas ambi­ções.

• Seja cri­a­ti­va, com­pro­me­ti­da e esco­lha seus ambi­en­tes. Afir­me seus valo­res sem cri­ar bata­lhas des­ne­ces­sá­ri­as, mas lute pelo que é essen­ci­al para você. Foque a ação e a ino­va­ção.

• Mui­tas vezes, nós somos ofen­di­das, inclu­si­ve por outras mulhe­res. Enquan­to os homens são sim­ples­men­te homens, as mulhe­res sem­pre são taxa­das: foca­da na car­rei­ra, femi­nis­ta extre­ma, mãe seve­ra etc. Não par­ti­ci­pe des­se jogo. Apre­cie a si mes­ma e os outros e con­vi­de os homens para a dis­cus­são femi­ni­na.

   Os desa­fi­os ain­da exis­tem em bar­rei­ras cul­tu­rais, con­cei­tos pre­es­ta­be­le­ci­dos, sta­tus quo. Porém, sin­to que o mais crí­ti­co fator está den­tro de nós. Mais do que nun­ca, deve­mos nos unir, ser gene­ro­sas, enri­que­cer com a diver­si­da­de de nos­sas expe­ri­ên­ci­as, bus­can­do pre­pa­ro for­mal para o exer­cí­cio da lide­ran­ça e desen­vol­ven­do nos­sa auto­con­fi­an­ça.

Afir­me seus valo­res sem cri­ar bata­lhas des­ne­ces­sá­ri­as, mas lute pelo que é essen­ci­al para você”