SUSANN SCH­RO­NEN

CEO da Ber­lin Scho­ol of Cre­a­ti­ve Lea­dership

LIDE­RAN­DO A EXPE­RI­ÊN­CIA DE MAR­CA:

COMO IR ALÉM DA SUPER­FÍ­CIE

LIDE­RAN­DO A EXPE­RI­ÊN­CIA DE MAR­CA:

COMO IR ALÉM DA SUPER­FÍ­CIE

SUSANN SCH­RO­NEN
CEO da Ber­lin Scho­ol of Cre­a­ti­ve Lea­dership

SUSANN SCH­RO­NEN
CEO da Ber­lin Scho­ol of Cre­a­ti­ve Lea­dership

A meu ver, negó­ci­os, mar­cas e gover­no têm uma res­pon­sa­bi­li­da­de cívi­ca de fazer a soci­e­da­de melhor”

   O poder da mar­ca para trans­for­mar orga­ni­za­ções e cul­tu­ras nun­ca foi tão poten­te quan­to hoje – dei­xou de ser um assun­to super­fi­ci­al. Pro­du­tos e ser­vi­ços for­ne­cem expe­ri­ên­ci­as, enquan­to cul­tu­ra e rela­ci­o­na­men­tos for­ma­tam uma mar­ca e sua base de como os negó­ci­os são estru­tu­ra­dos e con­du­zi­dos. Nes­te con­tex­to, as manei­ras nas quais a cri­a­ti­vi­da­de pode influ­en­ci­ar idei­as, agre­gar valor e gerar ROI nun­ca foram tão nume­ro­sas.

   Recen­te­men­te, rea­li­za­mos um webi­nar com um de nos­sos alum­ni e con­sul­tor espe­ci­a­lis­ta em trans­for­ma­ção de negó­ci­os e ino­va­ção, Bar­ry Mows­zows­ki. Nele, Bar­ry com­par­ti­lhou seus insights sobre como líde­res cri­a­ti­vos podem afi­ar sua visão das com­ple­xi­da­des “além da mar­ca” e nos apro­fun­da­mos em ques­tões-cha­ve para res­pon­der aos desa­fi­os atu­ais, tais como cri­a­ção de valor, cul­tu­ra de mar­ca, design orga­ni­za­ci­o­nal e pro­pó­si­to soci­al ver­sus lucro. Sele­ci­o­nei aqui dois pon­tos que acre­di­to serem os que mais se des­ta­ca­ram nes­ta con­ver­sa:

 Como você des­cre­ve­ria novas for­mas de gerar valor?

   Se você sim­pli­fi­car a mudan­ça vis­ta no ato da com­pra nos últi­mos anos, do vare­jo para o e‑commerce, a “expe­ri­ên­cia de mar­ca” se tor­nou a gran­de pre­o­cu­pa­ção de todos, das con­sul­to­ri­as às agên­ci­as aos CMOs. Uma mar­ca como Lulu­le­mon, por exem­plo, sabe que não ven­de­rá uma leg­ging de US$ 150 em alguns anos, então come­ça a expan­dir seu port­fó­lio de pro­du­tos e ser­vi­ços aos cli­en­tes. Scott Gal­loway ini­ci­ou essa nar­ra­ti­va sobre os peri­gos do negó­cio, mas tam­bém das opor­tu­ni­da­des de se cri­ar mais valor na soci­e­da­de e como os ser­vi­ços por assi­na­tu­ra irão trans­for­mar a rela­ção que as pes­so­as têm com as mar­cas. “Por que você não com­pra­ria tudo da Lulu­le­mon se você con­fia na mar­ca para lhe aju­dar a ficar em for­ma e zen?” Então a gera­ção de valor está nas mãos de quem é capaz de conec­tar estes pon­tos e tem ideia de como con­so­li­dar este alcan­ce.

   Como os líde­res cri­a­ti­vos podem equi­li­brar pro­pó­si­to soci­al com lucro e como isso se conec­ta à expe­ri­ên­cia de mar­ca?

   A meu ver, negó­ci­os, mar­cas e gover­no têm uma res­pon­sa­bi­li­da­de cívi­ca de fazer a soci­e­da­de melhor. Sus­ten­ta­bi­li­da­de não pre­ci­sa ser só sobre “ser ambi­en­tal­men­te cor­re­to”, mas tam­bém sobre pen­sar nos peque­nos impac­tos na vida dos con­su­mi­do­res, em como a emba­la­gem do pro­du­to afe­ta a vida de uma famí­lia e sua roti­na de reci­cla­gem, por exem­plo. É emo­ci­o­nan­te trans­for­mar este mind­set de pen­sar em lucro como algo ruim e ape­nas pro­pó­si­to soci­al como algo bom: com­bi­nar essas for­ças, por­que só assim mudan­ças efe­ti­vas acon­te­cem. A cora­gem e o ris­co comer­ci­al andam de mãos dadas, mas são esco­lhas estra­té­gi­cas e não arbi­trá­ri­as – deci­sões em lon­go pra­zo são tam­bém sobre como você se posi­ci­o­na e a men­sa­gem que quer pas­sar ao mer­ca­do e aos seus con­su­mi­do­res.

   Con­fi­an­ça se tor­nou a pos­se mais vali­o­sa e mais crí­ti­ca para as mar­cas: é atra­vés dela que a expe­ri­ên­cia é cons­truí­da e as rela­ções são sedi­men­ta­das.

A meu ver, negó­ci­os, mar­cas e gover­no têm uma res­pon­sa­bi­li­da­de cívi­ca de fazer a soci­e­da­de melhor”