michel telÓ
Pega­da a
dis­tân­cia
PER­SO­NA­LI­DA­DE
Com o can­ce­la­men­to de shows neces­sá­rio dian­te da pan­de­mia, Michel Teló, atra­ção des­te ano do Prê­mio Con­su­mi­dor Moder­no, fez da sua casa um novo pal­co – e o que não fal­ta é públi­co
Por Ana Weiss

MICHEL TELÓ é um fenô­me­no mui­to pecu­li­ar no uni­ver­so ser­ta­ne­jo que domi­na os cora­ções e o mer­ca­do musi­cal bra­si­lei­ro. Can­tor de bai­le des­de os 12 anos, teve seu batis­mo pro­fis­si­o­nal na tele­vi­são aber­ta. Do The Voi­ce Bra­sil para o mun­do foi um sal­to rápi­do e sem­pre enla­ça­do pela teli­nha: como apre­sen­ta­dor, jura­do ou mes­mo o que ele é des­de meni­no: can­tor. Tal­vez, por esse moti­vo, o mete­o­ro que a pan­de­mia repre­sen­tou para o mer­ca­do de shows cau­sou menos dor no para­na­en­se de Medi­a­nei­ra que a seus cole­gas de gêne­ro musi­cal e o imen­so des­man­che de agen­das inter­na­ci­o­nais que impac­tou os empre­gos, as par­ce­ri­as e a célu­la mais impor­tan­te da cadeia cul­tu­ral: o públi­co-cli­en­te. Mes­mo sem a ren­da vul­to­sa de shows pre­sen­ci­ais, o ser­ta­ne­jo man­te­ve a equi­pe de 20 pes­so­as do staff fixo e pas­sou a apre­sen­tar “peque­nas” lives e apre­sen­ta­ções de moda de vio­la, pri­vi­le­gi­an­do do can­ci­o­nei­ro cai­pi­ra aos hits que o fize­ram mun­di­al­men­te famo­so, como “Ai, se Eu Te Pego.” Uma des­sas apre­sen­ta­ções “inti­mis­tas” emba­lou 120 mil pes­so­as que acom­pa­nha­vam o XXI Prê­mio Con­su­mi­dor Moder­no de Exce­lên­cia em Ser­vi­ços ao Cli­en­te, em julho, que tam­bém foi rea­li­za­do 100% on-line. “Sem­pre quis estar mais em casa”, dis­se à Con­su­mi­dor Moder­no.

CON­SU­MI­DOR MODER­NO – Como foi a ade­qua­ção ao can­ce­la­men­to de shows e even­tos, moto­res tão impor­tan­tes no fatu­ra­men­to de uma empre­sa musi­cal? MICHEL TELÓ

Logo no come­ço, quan­do anun­ci­a­ram que a pan­de­mia tinha che­ga­do no Bra­sil, eu já liguei para o Comer­ci­al do meu escri­tó­rio e avi­sei que os shows seri­am can­ce­la­dos. Eu já esta­va pre­o­cu­pa­do com a ques­tão de fazer shows, rece­ber pes­so­as no cama­rim, via­jar de avião.

A par­tir daí, já come­ça­mos a ade­quar a ques­tão da equi­pe de estra­da, de todo o equi­pa­men­to que usa­mos, a car­re­ta, o cami­nhão, o ôni­bus o escri­tó­rio, para con­se­guir man­ter essa estru­tu­ra o máxi­mo de tem­po pos­sí­vel, de uma manei­ra redu­zi­da.

CM – E a rela­ção COM O seu públi­co? O que mudou com tan­tos limi­tes físi­cos impos­tos de for­ma tão repen­ti­na? MT

Mes­mo a dis­tân­cia, a gen­te tem ten­ta­do man­ter a pro­xi­mi­da­de com o públi­co, fazen­do as lives, como a que apre­sen­tei no prê­mio de vocês. É dife­ren­te, mas pode­mos mos­trar o nos­so dia a dia, os nos­sos per­ren­gues em casa, a manei­ra como temos vivi­do.

CM – Você enxer­ga uma mudan­ça na for­ma de entre­gar cul­tu­ra para depois da che­ga­da da vaci­na para a atu­al pan­de­mia mun­di­al? MT

A gen­te tinha mui­tos shows mar­ca­dos; uns foram can­ce­la­dos, outros a gen­te tem ten­tan­do adi­ar, mas não sabe­mos quan­do vamos vol­tar. Eu pen­so que isso tem que ser fei­to com a mai­or res­pon­sa­bi­li­da­de pos­sí­vel. É tudo mui­to novo para a gen­te e isso tem que ser leva­do a sério. A gen­te espe­ra que seja o quan­to antes, mas que seja segu­ro.