BILL FIS­CHER

Pro­fes­sor de geren­ci­a­men­to de ino­va­ção do IMD

NÃO BRIN­QUE DE INO­VA­ÇÃO,

VIVA-A!

NÃO BRIN­QUE DE INO­VA­ÇÃO,

VIVA-A!

BILL FIS­CHER
Pro­fes­sor de geren­ci­a­men­to de ino­va­ção do IMD

BILL FIS­CHER
Pro­fes­sor de geren­ci­a­men­to de ino­va­ção do IMD

Ino­va­ção deve ser um ver­bo, não um subs­tan­ti­vo”

Onde estão os pufes? Onde está a mesa de pebo­lim? As per­gun­tas vie­ram do nada, e inter­rom­pe­ram uma visi­ta extre­ma­men­te inte­res­san­te a uma star­tup pro­mis­so­ra em Tel Aviv. Quem ques­ti­o­na­va era um inves­ti­dor bem pre­pa­ra­do e bem infor­ma­do, com sóli­da for­ma­ção cien­tí­fi­ca. Mas ficou cla­ro, naque­le momen­to, que, em vez da prá­ti­ca real de ino­va­ção, o “tea­tro da ino­va­ção” havia dei­xa­do uma mar­ca em sua men­te. E esse é um pon­to de par­ti­da arris­ca­do para qual­quer con­ver­sa futu­ra, espe­ci­al­men­te quan­do inves­ti­men­tos ou esco­lhas geren­ci­ais esti­ve­rem em jogo.

O “tea­tro da ino­va­ção” é comum hoje em dia. E tem tudo a ver com dizer as coi­sas cer­tas e fazer esco­lhas orga­ni­za­ci­o­nais super­fi­ci­ais, mas sem se com­pro­me­ter em ser ino­va­dor como líder ou como orga­ni­za­ção. O psi­có­lo­go Patrick Goh iden­ti­fi­cou con­cur­sos de ino­va­ção, ter­cei­ri­za­ção da ino­va­ção, labo­ra­tó­ri­os de ino­va­ção e a nome­a­ção de um Dire­tor Téc­ni­co (ou de Ino­va­ção) como sinais sus­pei­tos de que há mais zum­bi­do do que con­teú­do den­tro das ambi­ções de ino­va­ção de uma orga­ni­za­ção.

Cofun­da­dor da empre­sa de design de ino­va­ção The Moment, Mark Kuz­nic­ki acres­cen­ta: isso vale tam­bém para quem colo­ca móveis “cool”, posi­ci­o­na cole­gas em car­gos téc­ni­cos iso­la­dos e desig­na espa­ços espe­ci­ais para a ino­va­ção sem uma estra­té­gia de acom­pa­nha­men­to. Nenhu­ma sur­pre­sa aqui; todos esta­mos fami­li­a­ri­za­dos com esse tipo de cha­ra­da: mui­ta fuma­ça, pou­ca ação.

Ino­va­ção, por­tan­to, é mais do que tea­tro; é um com­pro­mis­so, um esti­lo de vida, uma arte. Nin­guém que este­ja len­do isso deve sen­tir o far­do de ter de ser “o ino­va­dor”, mas é difí­cil, quan­do se está em uma posi­ção de lide­ran­ça, evi­tar a exi­gên­cia de ser um “impul­si­o­na­dor da ino­va­ção” em ambi­en­tes de rápi­da mudan­ça como os de hoje. Por­tan­to, no míni­mo, aqui está o que você deve saber se qui­ser incen­ti­var a ino­va­ção em sua orga­ni­za­ção:

• Ino­va­ção deve ser um ver­bo, não um subs­tan­ti­vo. Deve carac­te­ri­zar a manei­ra como tra­ba­lha­mos, em vez de desig­nar uma equi­pe ou um gru­po espe­cí­fi­co.

• A ino­va­ção é mul­ti­di­men­si­o­nal. É mais do que dis­po­si­ti­vos e apli­ca­ti­vos. Pode ser sobre: pro­du­tos, pro­ces­sos, ser­vi­ços, expe­ri­ên­ci­as, mode­los de negó­ci­os e orga­ni­za­ções (pelo menos, e pro­va­vel­men­te, há mais itens que devem estar na lis­ta).

• Ino­va­ção não é mais opci­o­nal. A gran­de mudan­ça está sem­pre pre­sen­te no ar que res­pi­ra­mos hoje. Todos pre­ci­sam estar pre­pa­ra­dos.

• Ino­va­ção é uma arte, não uma ciên­cia. Não é mis­té­rio, mas, como qual­quer arte, não impli­ca neces­sa­ri­a­men­te ser um artis­ta, nem pre­ci­sa. Nós pre­ci­sa­mos das duas.

• A ino­va­ção é um fenô­me­no pro­fun­da­men­te soci­al. Come­ça nas con­ver­sas e as equi­pes são os moto­res que impul­si­o­nam essa mudan­ça. De quem você apren­de e sob quais con­di­ções suas con­ver­sas acon­te­cem são de extre­ma impor­tân­cia.

 

Come­çan­do com esta colu­na, ten­ta­re­mos, a cada mês, enten­der o que sig­ni­fi­ca ino­va­ção, como ela fun­ci­o­na e, mais impor­tan­te, como você pode apro­vei­tar as for­ças da ino­va­ção ao seu redor para mudar seu setor, sua orga­ni­za­ção e você mes­mo. Estou ansi­o­so para com­par­ti­lhar a via­gem com você!

Ino­va­ção deve ser um ver­bo, não um subs­tan­ti­vo”