Novas neces­si­da­des, mais desa­fi­os

O bra­si­lei­ro está mudan­do radi­cal­men­te seus hábi­tos de con­su­mo. E isso ficou ain­da mais evi­den­te com a nova pes­qui­sa de Orça­men­to Fami­li­ar divul­ga­da pelo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Esta­tís­ti­ca (IBGE). A par­tir do ano que vem, o Índi­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Amplo (IPCA) – prin­ci­pal indi­ca­dor de infla­ção do País – vai incluir a vari­a­ção de pre­ços de 56 novos pro­du­tos ou ser­vi­ços. Entram em cena ten­dên­ci­as como trans­por­tes por apli­ca­ti­vos, entre eles Uber e 99, ser­vi­ços de stre­a­ming, a exem­plo do Spo­tify e da Net­flix, e gas­tos com pets. O que sai de cena? Coi­sas que as cri­an­ças de hoje cer­ta­men­te des­co­nhe­cem até mes­mo a fina­li­da­de, como tele­fo­ne públi­co e apa­re­lho de DVD. Faz sen­ti­do. A pes­qui­sa ante­ri­or havia sido rea­li­za­da em 2008 e 2009.

Entre ‘DINKs’ e ‘Peter­Pan­de­mo­niums’, novos padrões rever­be­ram”

De lá para cá, mui­ta coi­sa mudou, prin­ci­pal­men­te o com­por­ta­men­to do con­su­mi­dor e as coi­sas que des­per­tam seu inte­res­se. Em sua pales­tra duran­te o Con­su­mi­dor Moder­no Expe­ri­en­ce Sum­mit, em Pra­ga (os deta­lhes você acom­pa­nha na pró­xi­ma edi­ção), o evan­ge­li­za­dor de ino­va­ção Alber­to Levy des­ta­cou a plu­ra­li­da­de de per­fis aos quais as mar­cas têm de se aten­tar hoje na hora de fazer a seg­men­ta­ção dos seus pro­du­tos e ser­vi­ços. Entre eles estão cri­an­ças e ado­les­cen­tes, mas tam­bém “adul­tes­cen­tes”, “kida­dults”, “Peter­Pan­de­mo­niums” (fusão de Peter Pan com pan­demô­nio, o ter­mo é usa­do na mídia para des­cre­ver Boo­mers que ain­da cul­ti­vam hábi­tos e gos­tos infan­tis).

E não aca­bou. A lis­ta traz ain­da metros­se­xu­ais, uber­se­xu­ais (homens que gos­tam de cui­dar da apa­rên­cia, mas sem exa­ge­ros), mulhe­res alfa, homens beta, LGBTs, DINK (acrô­ni­mo de ‘dou­ble inco­me, no kids’, ou seja, sem filhos, com ren­di­men­to em dobro), sol­tei­ros, geeks… e por aí vai. E sua empre­sa está pre­pa­ra­da para lidar com tan­tas face­tas? Não colo­car as pes­so­as em “cai­xi­nhas” já é um gran­de pas­so, pois o com­por­ta­men­to de cada um vai depen­der de fato­res como o momen­to da vida, o con­tex­to.… Por isso, mais impor­tan­te do que que­rer atin­gir todos os públi­cos é obser­var o esta­do de mudan­ça fre­quen­te de cada um e entre­gar per­so­na­li­za­ção para ter rele­vân­cia. Nas pró­xi­mas pági­nas, mos­tra­mos como ban­cos, segu­ra­do­ras e elé­tri­cas vêm se sain­do nes­sa mis­são. Você con­fe­re tam­bém quem são as empre­sas com mai­or poten­ci­al de ino­va­ção.

Boa lei­tu­ra!
Gabri­el­la San­do­val
Edi­to­ra-che­fe