O NOVO JOB DE ANIT­TA

POR DIMAS RIBEI­RO

Nem adi­an­ta se per­gun­tar como a rai­nha con­quis­tou o tro­no. Já faz mui­to tem­po que não sabem como”. Um dos tre­chos de “Aten­ción”, um dos novos hits de Laris­sa de Mace­do Macha­do, a Anit­ta, diz mui­to a res­pei­to dela pró­pria. Aos 26 anos, a artis­ta cole­ci­o­na recor­des. O cli­pe de “Vai Malan­dra”, por exem­plo, foi a melhor estreia bra­si­lei­ra na his­tó­ria do You­Tu­be, com 8 milhões de visu­a­li­za­ções em menos de oito horas. Ela tam­bém supe­rou Sha­ki­ra como a artis­ta mais ouvi­da do mun­do no Spo­tify, gra­vou com íco­nes como Madon­na e Andrea Bocel­li e subiu ao pal­co prin­ci­pal do Rock in Rio des­te ano. Se não bas­tas­se, a jovem nas­ci­da em Honó­rio Gur­gel, um bair­ro pobre da Zona Nor­te do Rio de Janei­ro, aca­ba de se tor­nar head de Cri­a­ti­vi­da­de e Ino­va­ção da Skol Beats, uma das mar­cas da Ambev. Con­fi­ra, a seguir, o nos­so bate-papo com Anit­ta:

CON­SU­MI­DOR MODER­NOQUAL É O MAI­OR DESA­FIO PARA SE TOR­NAR UMA EMPRE­SÁ­RIA DE SUCES­SO?

Anit­ta – O tem­po. É mui­to difí­cil con­ci­li­ar o cro­no­gra­ma e deter­mi­nar como me dedi­car a cada coi­sa. Hoje, a mai­o­ria das deci­sões que eu tomo é pelo celu­lar. A tec­no­lo­gia faci­li­ta mui­to a comu­ni­ca­ção e me aju­da a ter o con­tro­le da minha car­rei­ra de todos os luga­res do mun­do. No pró­xi­mo ano, redu­zi­re­mos os shows para que eu pos­sa dar mais aten­ção aos negó­ci­os. Já atin­gi meus obje­ti­vos, como o da car­rei­ra inter­na­ci­o­nal, e ago­ra pos­so dedi­car mais tem­po a isso.

CON­SU­MI­DOR MODER­NOVOCÊ REAL­MEN­TE PRE­TEN­DE SE APO­SEN­TAR AOS 30 ANOS, COMO DECLA­ROU ALGU­MAS VEZES?

Anit­ta – Não pre­ten­do con­ti­nu­ar can­tan­do depois dos 30 anos. Mas vou me dedi­car mui­to mais aos negó­ci­os e à minha empre­sa.

CMCOMO ENXER­GA O MER­CA­DO DO FUNK HOJE?

Anit­ta – O funk é um rit­mo que se expan­de mui­to no Bra­sil e fora dele. Ganhou um res­pei­to que antes não exis­tia. É um rit­mo bra­si­lei­ro ganhan­do o mun­do, e é um dos meus focos estra­té­gi­cos quan­do falo de negó­cio. Ago­ra estou mui­to empe­nha­da em levar outro rit­mo para o pes­so­al: o pago­de bai­a­no, algo novo para mim. Fico mui­to feliz nes­sa emprei­ta­da de repre­sen­tar o País.

CM – O QUE PRE­TEN­DE FAZER COMO HEAD CRI­A­TI­VA DE UMA MAR­CA DE CER­VE­JA?

Anit­ta – Eu e meu time sem­pre esta­mos aber­tos a novos desa­fi­os. Vou tra­ba­lhar como um auxí­lio de mar­ke­ting e de novas idei­as para um pro­du­to que já acho geni­al. Que­ro reno­var carac­te­rís­ti­cas e refor­çar ain­da mais a iden­ti­da­de, algo que nun­ca fiz antes. Ago­ra tenho um cra­chá; uma coi­sa que não colo­ca­va em meu pes­co­ço des­de quan­do era esta­giá­ria de admi­nis­tra­ção em uma mine­ra­do­ra.

CMQUE CON­SE­LHO DARIA PARA QUEM BUS­CA O SUCES­SO PES­SO­AL E PRO­FIS­SI­O­NAL?

Anit­ta – É impor­tan­te dedi­car-se mui­to, acre­di­tar e não achar que tudo vai cair do céu. É pre­ci­so estu­dar mui­to tam­bém. Mui­tas pes­so­as veem minha car­rei­ra e ima­gi­nam que tudo foi fácil. Tive de estu­dar mui­to e, hoje, vári­os artis­tas fazem con­sul­to­ria comi­go. Eu geren­cio a car­rei­ra deles atra­vés do meu escri­tó­rio. No meu caso, foco sem­pre apren­der, via­jar, enten­der a cul­tu­ra e as novas manei­ras de se fazer negó­cio. Essa é a jor­na­da que esco­lhi para me desen­vol­ver e não desis­tir da cami­nha­da.