Pro­te­ção para o futu­ro

A CIR­CU­LA­ÇÃO DE DADOS SERÁ CADA VEZ MAIS INTEN­SA E A SEGU­RAN­ÇA TAM­BÉM DEVE­RÁ EVO­LUIR

POR MELIS­SA LULIO

idar com dados, em 2019, é uma tare­fa árdua – e, nos pró­xi­mos anos, essa rea­li­da­de ten­de a se tor­nar ain­da mais desa­fi­a­do­ra. Afi­nal, em 2020, entra­rá em vigor a Lei Geral de Pro­te­ção de Dados (LGPD) e esse tema não será ape­nas um dife­ren­ci­al com­pe­ti­ti­vo, mas uma ques­tão obri­ga­tó­ria. Por enquan­to, de acor­do com Nel­son Cam­pe­lo, CEO da Atos para a Amé­ri­ca do Sul, a mai­o­ria das empre­sas não tem real noção da quan­ti­da­de de dados que pos­sui. Elas podem até saber o volu­me que esses dados ocu­pam, mas ain­da não os clas­si­fi­ca­ram.

Ape­sar dis­so, ele afir­ma que mui­tas com­pa­nhi­as ini­ci­a­ram pro­gra­mas de orga­ni­za­ção de dados, carac­te­ri­zan­do-os de acor­do com atri­bu­tos – se são, por exem­plo, Infor­ma­ções Pes­so­al­men­te Iden­ti­fi­cá­veis (as PII, do inglês Per­so­nally Iden­ti­fi­a­ble Infor­ma­ti­on), dados finan­cei­ros, de saú­de, entre outros.

Para o pro­ces­so de orga­ni­za­ção dos dados, o pri­mei­ro pas­so é rea­li­zar uma sóli­da aná­li­se sobre a lei”, diz. Ele defen­de a impor­tân­cia da esco­lha de um par­cei­ro nes­se pro­ces­so. “A mai­o­ria das empre­sas não pos­sui cola­bo­ra­do­res capa­ci­ta­dos em PII, mui­to menos em LGPD”, argu­men­ta.

Em um futu­ro pró­xi­mo, a inter­net 5G deve pas­sar a fazer par­te da rea­li­da­de do bra­si­lei­ro. E isso tra­rá ain­da mais com­ple­xi­da­de, pois pos­si­bi­li­ta­rá a ampli­a­ção do uso da Inter­net das Coi­sas (IoT) e, con­se­quen­te­men­te, da dis­se­mi­na­ção dos dados. “Os sis­te­mas de segu­ran­ça atu­ais e futu­ros devem acom­pa­nhar esse cres­ci­men­to”, afir­ma o exe­cu­ti­vo.

A Atos pos­sui solu­ções de segu­ran­ça de dados em cená­ri­os de 5G e IoT. “Em um ambi­en­te de IoT, a segu­ran­ça pas­sa por diver­sos pon­tos, des­de a garan­tia de que somen­te dis­po­si­ti­vos auto­ri­za­dos pos­sam se conec­tar ao back­bo­ne celu­lar – estru­tu­ra de rede que é como a espi­nha dor­sal da inter­net, que garan­te a cone­xão, res­pon­sá­vel por trans­por­tar os dados – até a encrip­ta­ção dos con­teú­dos que tra­fe­gam por essas redes”, expli­ca.

Para Cam­pe­lo, quan­do se tra­ta de PII, ou dados pes­so­ais, o que há de mais essen­ci­al é a garan­tia de que as infor­ma­ções sejam uti­li­za­das exclu­si­va­men­te com a fina­li­da­de ali­nha­da com o cli­en­te ante­ri­or­men­te e nada mais. “Este prin­cí­pio jurí­di­co é um dos pila­res da estra­té­gia de pro­te­ção de dados”, afir­ma o exe­cu­ti­vo. E há saí­das para quem quer estar atu­a­li­za­do: de acor­do com a Atos, já exis­tem fer­ra­men­tas que vão além do sim­ples mape­a­men­to de dados, garan­tin­do a segu­ran­ça ao lon­go do ciclo de vida dos dados nas orga­ni­za­ções.