RUMO A 2020

POR ROBER­TO MEIR

Os últi­mos anos foram bas­tan­te desa­fi­a­do­res para os bra­si­lei­ros. Como nação, mui­tas famí­li­as sen­ti­ram na pele as augu­ras do desem­pre­go ou a per­da dos seus negó­ci­os. Como já comen­ta­mos, em 2010, o PIB per capi­ta do Bra­sil era de US$ 20 mil; hoje, é infe­ri­or a US$ 10 mil. Ou seja, em uma déca­da des­truí­mos valor de uma for­ma ini­ma­gi­ná­vel. Dian­te dis­so, deci­di­mos reu­nir, no fim de 2019, empre­sas e líde­res que, mes­mo dian­te de uma das pio­res déca­das da his­tó­ria, con­se­gui­ram se sobres­sair. Afi­nal, essa é a nos­sa tôni­ca: cons­truir, seme­ar o novo, des­cor­ti­nar, aplau­dir e reco­nhe­cer quem se des­ta­ca e quem cria rique­zas no País. Foi gra­ti­fi­can­te ver, em even­to rea­li­za­do no fim de novem­bro, deze­nas de cam­peões da déca­da – empre­sas e lide­ran­ças – serem reco­nhe­ci­dos pela mag­ni­tu­de de suas per­for­man­ces ao lon­go dos últi­mos dez anos.

Nes­sa des­pe­di­da de 2019, lan­ça­mos um olhar oti­mis­ta para o que está por vir. Espe­ra­mos que, em 2020, as empre­sas rea­jam a esse con­su­mi­dor que está em cons­tan­te evo­lu­ção. E que con­si­gam des­ven­dar cada vez mais – e melhor – esse pós-con­su­mi­dor impa­ci­en­te com tudo o que lhe rou­ba tem­po e que vive cons­tan­te­men­te insa­tis­fei­to com ser­vi­ços sem sen­ti­do. Sim, eles são e con­ti­nu­a­rão sen­do um desa­fio para empre­sas, negó­ci­os e gover­nos. Enga­jar o pós-con­su­mi­dor é para os for­tes. Por isso, nós, da Con­su­mi­dor Moder­no, faze­mos ques­tão de valo­ri­zar as empre­sas que muda­ram para melhor nos­sa visão de mun­do. Faze­mos ques­tão de aplau­dir quem é exem­plo; quem trans­pi­ra e ins­pi­ra. Há mais de cin­co anos que o País se dedi­ca a res­pi­rar pes­si­mis­mo e a fazer da des­cren­ça um estra­nho com­bus­tí­vel para os negó­ci­os. Eco­no­mi­as e mer­ca­dos só pro­gri­dem e ganham vigor com o impul­so da con­fi­an­ça. E já está mais do que na hora de olhar­mos para o futu­ro com alti­vez e con­fi­an­ça. Final­men­te, o País acor­dou para a neces­si­da­de de com­pac­tar o Esta­do e seu alcan­ce sobre as deci­sões indi­vi­du­ais e das empre­sas. O ano de 2020 será o da afir­ma­ção de um País que exer­ci­ta seus pas­sos em uma tra­je­tó­ria na qual capa­ci­da­de com­pe­ti­ti­va, ganho de pro­du­ti­vi­da­de e for­ça ino­va­do­ra são ele­men­tos cru­ci­ais para o desen­vol­vi­men­to.

O ano de 2020 será o da afir­ma­ção de um País que exer­ci­ta seus pas­sos em uma tra­je­tó­ria na qual capa­ci­da­de com­pe­ti­ti­va, ganho de pro­du­ti­vi­da­de e for­ça ino­va­do­ra são ele­men­tos cru­ci­ais para o desen­vol­vi­men­to”

As empre­sas bra­si­lei­ras pre­ci­sam assu­mir seu pro­ta­go­nis­mo como agen­tes de trans­for­ma­ção e de gera­ção de valor. Devem pra­ti­car a fé na liber­da­de econô­mi­ca e na pró­pria inten­si­da­de e von­ta­de de com­pe­tir para ven­cer no mer­ca­do inter­no e no exte­ri­or. Devem, sobre­tu­do, cri­ar con­di­ções para res­pon­de­rem às deman­das de con­su­mi­do­res que detêm o poder de des­cons­truir negó­ci­os.

Esta­mos dian­te de um cená­rio econô­mi­co que dá evi­den­tes sinais de melho­ra. Temos a infla­ção e os juros mais bai­xos da his­tó­ria. Este ano, o País gerou mais de 850 mil empre­gos. A pro­pos­ta da refor­ma da Pre­vi­dên­cia foi, final­men­te, apro­va­da. Pre­ci­sa­mos, dian­te dis­so, apro­vei­tar esse ciclo vir­tu­o­so na nos­sa eco­no­mia para triun­far. Esta­mos dian­te de um novo tem­po, no qual a com­pe­ti­ti­vi­da­de pas­sa a ser o pilar para alcan­çar resul­ta­dos e não mais o apoio de gover­nos a supos­tos cam­peões naci­o­nais. Ven­ce­rão as mais ino­va­do­ras, com­pe­ti­ti­vas e capa­zes de enten­der o con­su­mi­dor em um pro­ces­so inter­mi­ten­te de gera­ção de valor. Éti­ca, gover­nan­ça, agi­li­da­de e ino­va­ção são as pre­mis­sas que defi­ni­rão quem segui­rá no jogo.

As ten­dên­ci­as apon­tam para um novo enten­di­men­to do com­por­ta­men­to, das moti­va­ções e das ati­tu­des do con­su­mi­dor, que pas­sa lon­ge da defi­ni­ção de per­fis demo­grá­fi­cos e de ren­da. Os rótu­los e enqua­dra­men­tos per­de­ram sen­ti­do. Há toda uma nova base de conhe­ci­men­to que, a par­tir do pró­xi­mo ano, irá modi­fi­car por com­ple­to as estra­té­gi­as de ges­tão de cli­en­tes. Escre­ve­mos, con­ta­mos e pro­je­ta­mos a evo­lu­ção do con­su­mi­dor des­de 1995. Nos­sa ale­gria e entu­si­as­mo é saber que mais essa nova his­tó­ria será con­ta­da na pla­ta­for­ma Con­su­mi­dor Moder­no em 2020, quan­do cele­brar­mos nos­sos 25 anos. Mas esse é um assun­to para os pró­xi­mos meses.