TEN­DÊN­CI­AS EM ALTA

A CON­SU­MI­DOR MODER­NO OUVIU FUTU­RIS­TAS E ESPE­CI­A­LIS­TAS EM COM­POR­TA­MEN­TO PARA ENTEN­DER OS PRIN­CI­PAIS MOVI­MEN­TOS QUE IRÃO NOR­TE­AR A SOCI­E­DA­DE E AS RELA­ÇÕES DE CON­SU­MO NOS PRÓ­XI­MOS CIN­CO ANOS. CON­FI­RA:

POR FER­NAN­DA CURY

Com o sur­gi­men­to de novas tec­no­lo­gi­as, hábi­tos e cos­tu­mes, acom­pa­nhar e se adap­tar às mudan­ças que regem o com­por­ta­men­to das pes­so­as é fun­da­men­tal para a sobre­vi­vên­cia de um negó­cio. “Man­ter-se infor­ma­do sobre as ten­dên­ci­as que pro­me­tem se tor­nar for­tes nos pró­xi­mos anos é vital para se cer­ti­fi­car de que você fará as esco­lhas estra­té­gi­cas, desen­vol­ve­rá pro­du­tos e ser­vi­ços ade­qua­dos – e em tem­po”, expli­ca Iza Dezon, pes­qui­sa­do­ra de ten­dên­ci­as de com­por­ta­men­to e repre­sen­tan­te da con­sul­to­ria Peclers Paris no Bra­sil. Já a futu­ris­ta Jaque­li­ne Wei­gel, CEO da W Futu­ris­mo, expli­ca que as orga­ni­za­ções em geral já têm a ino­va­ção na pau­ta, mas ape­nas com a pre­o­cu­pa­ção de man­ter o negó­cio que exis­te ou acom­pa­nhar a onda do momen­to. “No pas­sa­do, ser mai­or era a gran­de qua­li­da­de. Hoje, no entan­to, a qua­li­da­de está em ser ágil e rápi­do em todos os sen­ti­dos. Estar aten­to é o míni­mo”, diz ela. Para Jaque­li­ne, olhar para fora do negó­cio com rada­res de bus­ca é pre­mis­sa para a con­ti­nui­da­de. “Empre­sas com foco no mun­do inter­no ten­dem a não enten­der o que o con­su­mi­dor pre­ci­sa, e é ele, hoje, quem deci­de que tipo de negó­cio con­ti­nua e que tipo de negó­cio pas­sa­rá a ser dis­pen­sa­do até 2025”, insis­te. Para a espe­ci­a­lis­ta, as empre­sas que ante­ci­pam futu­ros e fazem da rup­tu­ra uma van­ta­gem com­pe­ti­ti­va na linha do tem­po serão os gran­des players do mer­ca­do. “Por hora, fala­mos de ino­va­ção, e já não bas­ta mais, por­que a mai­o­ria dos negó­ci­os vem fazen­do ape­nas ino­va­ção incre­men­tal, que é só uma res­pos­ta ao mer­ca­do em mudan­ça. O assun­to ago­ra é trans­for­ma­ção”, diz. Con­fi­ra, a seguir, as 13 ten­dên­ci­as que pro­me­tem ganhar for­ça nos pró­xi­mos cin­co anos:

1. CIDA­DA­NIA PLA­NE­TÁ­RIA

Con­su­mi­do­res de dife­ren­tes par­tes do mun­do dese­jam o mes­mo: con­su­mo cons­ci­en­te, empre­sas éti­cas, con­ve­ni­ên­cia e per­so­na­li­za­ção. Essa reo­ri­en­ta­ção da nos­sa visão de mun­do, na qual comu­ni­da­des locais e glo­bais se mis­tu­ram, é cha­ma­da de cida­da­nia pla­ne­tá­ria. Para Jaque­li­ne, o segre­do é pen­sar glo­bal­men­te e agir local­men­te. “Esta ten­dên­cia pro­vo­ca o desen­vol­vi­men­to de pro­du­tos e ser­vi­ços com um padrão glo­bal (glo­bal stan­dard), que pre­ci­sa­rão estar em todos os mer­ca­dos de for­ma simi­lar, rápi­da e bara­ta. Hoje, vemos empre­sas como Airbnb, Uber e WeWork olhan­do nes­sa dire­ção. São pio­nei­ras que ins­pi­ram vári­os outros negó­ci­os”, diz Jaque­li­ne.

2. SOCI­AL SHA­ME

Con­su­mir em exces­so, com­prar sem che­car a ori­gem, tra­ba­lhar demais, fumar, beber e diri­gir e usar plás­ti­co estão entre os com­por­ta­men­tos con­si­de­ra­dos hoje cafo­nas. E isso faz com que as empre­sas que ven­dem pro­du­tos para esses públi­cos reve­jam seus mode­los para que não sigam per­den­do mer­ca­do. Há, tam­bém, o movi­men­to dos con­su­mi­do­res que se orga­ni­zam em tri­bos e geram opor­tu­ni­da­des para a cri­a­ção e o cres­ci­men­to de negó­ci­os até então mar­gi­na­li­za­dos ou de aces­so res­tri­to, como pro­du­tos natu­rais, orgâ­ni­cos e vega­nos. “O impac­to da ten­dên­cia envol­ve a dimi­nui­ção ou até a extin­ção de negó­ci­os noci­vos, a revi­são de pro­du­tos e de pro­ces­sos e a pilo­ta­gem de negó­ci­os que dei­xam de ven­der um item e cri­am algo mui­to mais ade­qua­do, seja no mes­mo seg­men­to, seja em outro. Já vemos negó­ci­os cami­nhan­do nes­te sen­ti­do, como as bou­ti­ques orgâ­ni­cas, que ampli­am seu port­fó­lio com pro­du­tos, res­tau­ran­te e ser­vi­ços de entre­ga em casa”, diz Jaque­li­ne.

3. PÓS-HUMA­NI­ZA­ÇÃO

O novo ser do pla­ne­ta trans­cen­de e não acei­ta mais o que cha­má­va­mos de ‘nor­mal’. Ele é ques­ti­o­na­dor, inte­gra­ti­vo, infor­ma­do, holís­ti­co. Não é mais razoá­vel man­ter uma vida em tor­no de si mes­mo sem pen­sar nos impac­tos de tudo na soci­e­da­de e no pla­ne­ta em que vive­mos. Esta­mos em um pro­ces­so de liber­ta­ção de qual­quer sta­tus quo ou padrão, que nos apri­si­o­na em ida­de, sexo, cor, reli­gião ou naci­o­na­li­da­de”, diz Jaque­li­ne. Segun­do ela, o “novo huma­no” vive bem sozi­nho; medi­ta; se ali­men­ta bem e pre­ci­sa con­su­mir pro­du­tos e ser­vi­ços que vão até ele, de for­ma fácil e aces­sí­vel. “Tudo que faz a vida ficar sim­ples, higi­ê­ni­ca em ter­mos éti­cos e per­mi­ta tem­po pes­so­al livre e con­for­to”, diz Jaque­li­ne, a qual res­sal­ta que nun­ca antes tan­tas pes­so­as bus­ca­ram desen­vol­vi­men­to espi­ri­tu­al, éti­ca, cons­ci­ên­cia e medi­ta­ção como hoje. “Por isso, ten­de a ganhar for­ça a pro­cu­ra por pro­du­tos pen­sa­dos de for­ma inte­ra­ti­va. Os negó­ci­os devem dar aten­ção ao fato de que ago­ra ‘ser’ é mais impor­tan­te do que ‘ter’, e que cada vez mais as pes­so­as vão se ver livres de amar­ras finan­cei­ras. Nos pró­xi­mos anos, tudo o que puder aju­dar as pes­so­as a trans­cen­der será de gran­de valor”.

4. LON­GE­VI­DA­DE

O enve­lhe­ci­men­to da popu­la­ção bra­si­lei­ra está ace­le­ra­dís­si­mo. E, para Iza Dezon, quem dei­xar de olhar para essa par­ce­la da popu­la­ção e não se ade­quar a esse pro­ces­so não só per­de­rá opor­tu­ni­da­de de con­quis­tar esse mer­ca­do cres­cen­te como aca­ba­rá pra­ti­can­do o pre­con­cei­to do “ida­tis­mo”. “A lon­ge­vi­da­de vai impac­tar a for­ma como olha­mos para nós mes­mos e como lida­mos com o cole­ti­vo. Mas ela vai afe­tar prin­ci­pal­men­te a manei­ra como a gen­te ofe­re­ce pro­du­tos e ser­vi­ços, e em todos os sen­ti­dos. A ten­dên­cia vai moti­var dis­cus­sões e impac­tar solu­ções vol­ta­das à ergo­no­mia, à aces­si­bi­li­da­de e à empa­tia. Algu­mas empre­sas já estão vol­tan­do seu olhar à lon­ge­vi­da­de e tra­çan­do uma estra­té­gia com­ple­ta, que inte­gra pro­du­to, ser­vi­ço, comu­ni­ca­ção e polí­ti­ca inter­na. A Natu­ra, por exem­plo, já vem abor­dan­do a ques­tão da lon­ge­vi­da­de, assim como a L’Oréal (que recen­te­men­te ganhou, inclu­si­ve, um prê­mio em Can­nes) e a Voda­fo­ne”, cita Iza.

5. HIPE­RE­CO­LO­GIA

A degra­da­ção do pla­ne­ta é real, tan­gí­vel, e o con­su­mi­dor está final­men­te per­ce­ben­do as con­sequên­ci­as dis­so. Por­tan­to, nos pró­xi­mos anos, será neces­sá­rio ir além da trans­for­ma­ção dos nos­sos hábi­tos coti­di­a­nos e enten­der que as mudan­ças para um futu­ro mais ver­de pre­ci­sam ser estru­tu­rais e indus­tri­ais; ou seja, devem acon­te­cer em pro­fun­di­da­de e em gran­de esca­la. “A ten­dên­cia da hipe­re­co­lo­gia vai pro­vo­car o com­pro­me­ti­men­to de comu­ni­da­des e envol­ver a cole­ti­vi­da­de de seg­men­tos que não estão acos­tu­ma­dos a tra­ba­lhar com seus con­cor­ren­tes”. As esco­lhas do con­su­mi­dor vão obri­gar os for­ne­ce­do­res e as mar­cas a rea­gi­rem e a saí­rem do esta­do pas­si­vo, for­çan­do-os a vol­tar seu olhar para essa neces­si­da­de. “A ação Black Super­mar­ket do Car­re­four na Fran­ça sobre a cons­ci­en­ti­za­ção de ali­men­tos orgâ­ni­cos indi­cou o quan­to a empre­sa, em nível glo­bal, está ali­nha­da à ten­dên­cia da hipe­re­co­lo­gia. Além dis­so, nota­mos um for­te movi­men­to das gran­des empre­sas que estão se unin­do às star­tups para poder fazer essas mudan­ças”.

6. A REIN­VEN­ÇÃO DA NAR­RA­TI­VA SOBRE O AFE­TO

A for­ma de abor­dar o amor, após movi­men­tos como “che­ga de fiu-fiu, #metoo e ni una menos”, pre­ci­sa ser repen­sa­da. “Nos pró­xi­mos anos, a aten­ção deve se vol­tar à pre­o­cu­pa­ção de como a gen­te vai se expres­sar, comu­ni­car e retra­tar o amor e o afe­to. O mun­do intei­ro des­per­tou e rea­giu em prol da segu­ran­ça das mulhe­res, e essa ban­dei­ra ten­de a se man­ter cada vez mais fir­me. Tra­ta-se, prin­ci­pal­men­te, de como a gen­te esta­be­le­ce um diá­lo­go mais amo­ro­so, que não seja nem na situ­a­ção de ata­que nem na situ­a­ção de víti­ma. Esta mudan­ça deve impac­tar, espe­ci­al­men­te, as nar­ra­ti­vas e como vamos retra­tar a mulher e a rela­ção afe­ti­va” diz Iza. Segun­do ela, essa aná­li­se é fun­da­men­tal para a sobre­vi­vên­cia de qual­quer empre­sa e de qual­quer soci­e­da­de. “A ten­dên­cia deve ganhar mais for­ça daqui para a fren­te, mas já tenho nota­do um movi­men­to mui­to inte­res­san­te na Rede Glo­bo, com pro­gra­mas que mos­tram como essa dis­cus­são é neces­sá­ria e urgen­te, como em Segun­da Chan­ce, Toda For­ma de Amor e na nove­la Amor de Mãe. Essa abor­da­gem tem-se mos­tra­do mais for­te no uni­ver­so soci­o­cul­tu­ral. Ago­ra é hora de as mar­cas rea­gi­rem”, indi­ca Iza.

7. HIPER­PER­SO­NA­LI­ZA­ÇÃO

Antes da inter­net, a refe­rên­cia de con­su­mo era a mes­ma para todos. Ou seja, havia uma espé­cie de padro­ni­za­ção dos dese­jos. Porém, com a ampli­a­ção dos canais de comu­ni­ca­ção e de con­su­mo, a bus­ca pela indi­vi­du­a­li­za­ção ganhou for­ça. No con­tex­to tec­no­ló­gi­co atu­al e com a moe­da de tro­ca sen­do o enga­ja­men­to, o mer­ca­do bus­ca cada vez mais infor­ma­ções para for­ne­cer pro­du­tos e ser­vi­ços per­so­na­li­za­dos. Esse conhe­ci­men­to vai além do his­tó­ri­co de nave­ga­ção, de rela­ci­o­na­men­tos ou de con­su­mo e deve, em bre­ve, che­gar até o nível gené­ti­co. Empre­sas como a 23andMe e a FullD­NA, por exem­plo, fazem o mape­a­men­to gené­ti­co aces­sí­vel, já tra­zen­do infor­ma­ções vali­o­sas, mas que em bre­ve pode­rão des­blo­que­ar uma nova onda, com per­so­na­li­za­ções até medi­ci­nais.

8. ÉTI­CA DIGI­TAL

With gre­at power comes gre­at res­pon­si­bi­lity”. Dian­te de todas as mudan­ças que estão por vir, a con­fi­an­ça será um dos pila­res estra­té­gi­cos para a nova eco­no­mia dos pró­xi­mos anos. Com tan­tos dados dis­po­ní­veis e com a abun­dân­cia do poder com­pu­ta­ci­o­nal, Machi­ne Lear­ning e IA se tor­nam neces­sá­ri­os nas estra­té­gi­as digi­tais; afi­nal a uti­li­za­ção éti­ca e trans­pa­ren­te dos dados e dos insights gera­dos por eles gera con­fi­an­ça – pala­vra que deve pau­tar as rela­ções de con­su­mo daqui para fren­te.

9. PRES­SÃO SUS­TEN­TÁ­VEL

De acor­do com a TrendWat­ching, a bus­ca por um con­su­mo mais sus­ten­tá­vel está che­gan­do a um momen­to crí­ti­co. E quais são as expec­ta­ti­vas futu­ras? Uma mudan­ça moral para os con­su­mi­do­res. Pois quan­do as alter­na­ti­vas eco­ló­gi­cas são tão dis­po­ní­veis e aces­sí­veis quan­to as outras, não há razão para não optar por elas. Dê uma olha­da em três momen­tos icô­ni­cos de con­su­mo eco­ló­gi­co. Em 2008, a Tes­la lan­çou o Roads­ter, um super­car­ro elé­tri­co de US$ 100.000. Sta­tus eco­ló­gi­co! Em 2016, a Adi­das fir­mou par­ce­ria com a Par­ley for the Oce­ans para pro­du­zir uma linha de tênis de edi­ção limi­ta­da fei­ta de plás­ti­co oceâ­ni­co reci­cla­do, com uma edi­ção de ape­nas 50 pares. Sta­tus eco­ló­gi­co! Tam­bém em 2016, o Momo­fu­ku Nishi de Nova York se tor­na o pri­mei­ro res­tau­ran­te do mun­do a ofe­re­cer “Impos­si­ble Bur­ger”, que tem a apa­rên­cia de car­ne, o sabor de car­ne, mas é fei­to a par­tir de plan­tas. Mais sta­tus eco­ló­gi­co!

10. INTE­LI­GÊN­CIA ARTI­FI­CI­AL

As mar­cas estão assu­min­do um novo for­ma­to em meio ao avan­ço digi­tal. Como pro­va dis­so, o ramo de influ­en­ci­a­do­res vir­tu­ais vem cres­cen­do con­si­de­ra­vel­men­te no mer­ca­do. Este ano, uma agên­cia de notí­ci­as chi­ne­sa lan­çou sua segun­da ânco­ra vir­tu­al de notí­ci­as. Outro exem­plo é a Lil Mique­la, uma influ­en­ci­a­do­ra vir­tu­al do Ins­ta­gram, que estre­lou ao lado da super­mo­de­lo Bel­la Hadid em uma cam­pa­nha da Cal­vin Klein. De acor­do com a TrendWat­ching, no futu­ro os con­su­mi­do­res esta­rão mais aten­tos às mar­cas que se incor­po­ram por meio de novos per­so­na­gens e ava­ta­res vir­tu­ais, per­mi­tin­do que eles habi­tem os canais digi­tais de manei­ras mais ricas, imer­si­vas e huma­nas. Cada vez mais os con­su­mi­do­res estão se acos­tu­man­do a rela­ci­o­na­men­tos sig­ni­fi­ca­ti­vos com enti­da­des movi­das à Inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al, e esta ten­dên­cia deve cres­cer cada vez mais.

11. RELE­VÂN­CIA COMO SER­VI­ÇO

Nos pró­xi­mos anos, os con­su­mi­do­res dos ser­vi­ços digi­tais vão espe­rar cada vez mais a rele­vân­cia como ser­vi­ço, apon­ta a pes­qui­sa da TrendWat­ching. Isso sig­ni­fi­ca ser­vi­ços e expe­ri­ên­ci­as que se adap­tam cons­tan­te­men­te às novas neces­si­da­des do usuá­rio. Essa ten­dên­cia é base­a­da em uma eter­na ver­da­de: as pes­so­as estão sem­pre em um esta­do de trans­for­ma­ção. Por isso, nun­ca pode haver um pro­du­to, um ser­vi­ço ou uma solu­ção per­fei­ta. Ao con­trá­rio, é pre­ci­so ofe­re­cer cons­tan­te­men­te adap­ta­ção ao indi­ví­duo em mudan­ça. Hoje, o reco­nhe­ci­men­to faci­al, os sen­so­res e os obje­tos inte­li­gen­tes estão trans­for­man­do o mun­do em uma pai­sa­gem que muda em tor­no dos con­su­mi­do­res. O resul­ta­do são expec­ta­ti­vas cada vez mai­o­res para per­so­na­li­za­ção res­pon­si­va. Não à toa, os ser­vi­ços de assi­na­tu­ras, sob deman­da e com­par­ti­lha­men­to, tor­na­ram-se par­te da vida coti­di­a­na de milhões. Uma pes­qui­sa recen­te com con­su­mi­do­res dos EUA cons­ta­tou que mais da meta­de (54%) dos com­pra­do­res on-line pagam pelo menos um ser­vi­ço de cai­xa de assi­na­tu­ra.

12. BOM RELA­CI­O­NA­MEN­TO

A pres­são cons­tan­te – pes­so­al e pro­fis­si­o­nal – está quei­man­do as reser­vas men­tais e físi­cas das pes­so­as. Em todo o mun­do, pro­ble­mas como o bur­nout vem ganhan­do rele­vân­cia e des­per­tan­do pre­o­cu­pa­ção. Como con­sequên­cia, no futu­ro ten­de a cres­cer a bus­ca dos con­su­mi­do­res por mar­cas que os apoi­em na pro­cu­ra do bem-estar, indi­ca a TrendWat­ching. Uma opor­tu­ni­da­de para ser­vir e con­quis­tar um novo públi­co e para mudar de den­tro para fora. Pre­pa­re-se, então, para um futu­ro em que o bem-estar men­tal de seus fun­ci­o­ná­ri­os seja tão impor­tan­te quan­to a sua cadeia de supri­men­tos. Sim­pli­fi­can­do: as melho­res orga­ni­za­ções reco­nhe­ce­rão essa nova rea­li­da­de e reo­ri­en­ta­rão sua cul­tu­ra inter­na em tor­no dela.

13. CONE­XÕES SIG­NI­FI­CA­TI­VAS

Atu­al­men­te, mui­tas redes estão sen­do domi­na­das por maus inter­nau­tas e é impos­sí­vel igno­rar as evi­dên­ci­as de um cená­rio tóxi­co de bullying e assé­dio que tem abas­te­ci­do as pla­ta­for­mas. A pre­vi­são é que essa situ­a­ção melho­re nos pró­xi­mos anos e que os usuá­ri­os este­jam cada vez mais inte­res­sa­dos em acom­pa­nhar con­teú­dos rele­van­tes e não ape­nas entre­te­ni­men­to. Segun­do a TrendWat­ching, os con­su­mi­do­res bus­ca­rão um antí­do­to para vas­tas e tóxi­cas comu­ni­da­des on-line e pla­ta­for­mas de mídi­as soci­ais. Eles abra­ça­rão espa­ços digi­tais meno­res e mais ínti­mos que faci­li­tem cone­xões res­pei­to­sas e sig­ni­fi­ca­ti­vas e que per­mi­tam a eles inte­ra­gir com cole­gas que pen­sem da mes­ma for­ma e que real­men­te sejam eles mes­mos.