TUDO QUE É MEN­SU­RÁ­VEL PODE SER MELHO­RA­DO

É INDIS­PEN­SÁ­VEL ESTAR ATEN­TO AOS DADOS MAS, MAIS DO QUE ISSO, É PRE­CI­SO SABER USÁ-LOS BEM. UMA FER­RA­MEN­TA NO MER­CA­DO QUE PODE COLA­BO­RAR COM A SUPE­RA­ÇÃO DES­SE DESA­FIO

POR MELIS­SA LULIO

comum ouvir­mos que os dados são o novo petró­leo. Da mes­ma for­ma como o com­pos­to quí­mi­co, a ten­dên­cia é que os dados deter­mi­nem a rele­vân­cia e a capa­ci­da­de de uma empre­sa quan­do bem refi­na­dos. Podem gerar imen­so valor e, da mes­ma for­ma como os com­bus­tí­veis obti­dos a par­tir do petró­leo, podem ser o motor de mui­ta trans­for­ma­ção.

   Essa é uma máxi­ma que cos­tu­ma ser valo­ri­za­da na AeC, uma empre­sa que apren­deu a impor­tân­cia do uso dos dados no seu dia a dia, não ape­nas em um ou outro depar­ta­men­to, mas na orga­ni­za­ção como um todo. “A aná­li­se de dados não pode ser res­pon­sa­bi­li­da­de de ape­nas um setor espe­cí­fi­co”, defen­de Cel­so Rami­ro Matheus, dire­tor de Ope­ra­ções. “Esta ati­vi­da­de deve ser des­cen­tra­li­za­da, ou seja, todos os depar­ta­men­tos pre­ci­sam rece­ber as infor­ma­ções e ana­li­sá-las de acor­do com o con­tex­to da área”.

   Tal estra­té­gia per­mi­te que a empre­sa per­ce­ba seus gar­ga­los com mais agi­li­da­de e, con­se­quen­te­men­te, aja para eli­mi­ná-los com rapi­dez e asser­ti­vi­da­de. “À medi­da que vamos nos apro­fun­dan­do nos algo­rit­mos, con­se­gui­mos pre­di­zer deter­mi­na­dos pro­ble­mas e atu­ar de for­ma pre­ven­ti­va”, afir­ma. “Isso refle­te de for­ma mui­to posi­ti­va os resul­ta­dos”.

   Natu­ral­men­te, a com­pre­en­são e a valo­ri­za­ção dos dados depen­dem da cul­tu­ra da empre­sa. Toda­via, a tec­no­lo­gia tam­bém é um ele­men­to indis­pen­sá­vel. Como expli­ca o dire­tor de Ope­ra­ções da AeC, a tec­no­lo­gia cami­nha a pas­sos lar­gos no sen­ti­do de aju­dar o huma­no a diag­nos­ti­car com­por­ta­men­tos e ações com base em dados. “A Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al e o Machi­ne Lear­ning são os gran­des ali­a­dos da atu­a­li­da­de”, acre­di­ta. “Além dis­so, é pos­sí­vel impu­tar infor­ma­ções e diag­nos­ti­car situ­a­ções com mais agi­li­da­de”. Tudo se tor­nou mais ras­treá­vel.

EXPE­RI­ÊN­CIA INTER­NA

   Ao mes­mo tem­po em que acon­se­lha sobre o uso dos dados em diver­sos depar­ta­men­tos, a AeC pra­ti­ca o que diz. Por lá, diver­sas fren­tes fazem uso de tec­no­lo­gi­as que, ali­a­das à lei­tu­ra huma­na, apli­cam dados de for­ma inte­li­gen­te e efi­caz. É o caso da fer­ra­men­ta de recru­ta­men­to digi­tal, RHight; das fer­ra­men­tas de Spe­e­ch Analy­tics; e dos bots – que fun­ci­o­nam tan­to no aten­di­men­to ao cli­en­te quan­to em pro­ces­sos inter­nos.

   O prin­ci­pal des­ta­que nes­se sen­ti­do, porém, é a Robby­son, a pla­ta­for­ma de peo­ple mana­ge­ment que usa con­cei­tos de gami­fi­ca­ção e IA no desen­vol­vi­men­to de pes­so­as e negó­ci­os. A fer­ra­men­ta desen­vol­vi­da pela AeC é úni­ca no mer­ca­do e é ela que cola­bo­ra com a aná­li­se de dados da empre­sa. Como expli­ca o dire­tor de Ope­ra­ções, ela per­mi­te a ges­tão indi­vi­du­al de cada cola­bo­ra­dor, fazen­do com que a empre­sa dei­xe de gerir pela média.

   “Este é um cami­nho sem vol­ta”, afir­ma. “A par­tir do momen­to em que enten­de­mos como cada indi­ví­duo pro­duz, pas­sa­mos a entre­gar solu­ções e pro­du­tos de exce­lên­cia”. Os bene­fí­ci­os che­gam tam­bém ao cola­bo­ra­dor, que tem aces­so a dados de per­for­man­ce, feed­back em tem­po real, dicas e aju­da para melho­rar os seus prin­ci­pais indi­ca­do­res, incen­ti­vo e reco­nhe­ci­men­to cons­tan­tes.

APOIO AO MER­CA­DO

   Para o mer­ca­do, a melhor notí­cia é que a Robby­son pode ser usa­da tam­bém fora da AeC: toda empre­sa que tra­ba­lha com indi­ca­do­res pode ado­tar a fer­ra­men­ta. Apli­ca­da em outras orga­ni­za­ções, ela tam­bém atua na gera­ção e ges­tão de dados. Assim, entre­ga aos ges­to­res e cola­bo­ra­do­res infor­ma­ções sobre a per­for­man­ce das equi­pes.

   Nes­se sen­ti­do, um dos aspec­tos mais van­ta­jo­sos do uso da Robby­son é que os KPIs podem ser defi­ni­dos de acor­do com a deman­da da empre­sa que uti­li­za a fer­ra­men­ta. Dian­te da imen­si­dão de dados, é natu­ral que cada setor da eco­no­mia meça seu pró­prio desem­pe­nho por variá­veis espe­cí­fi­cas. E a Robby­son está pron­ta para isso. Des­sa for­ma, a pla­ta­for­ma per­mi­te que cada empre­sa conhe­ça, enten­da, inter­pre­te e obte­nha insights a par­tir dos dados mais vali­o­sos.