ARTI­GO

um LEGA­DO PARA OS
VEN­CE­DO­RES

POR ROBER­TO MEIR

are­ce que foi ontem. Era 1995, e o Bra­sil não des­con­fi­a­va que esta­va pres­tes a conhe­cer um novo agen­te econô­mi­co: ele seria mais exi­gen­te, sele­ti­vo, cons­ci­en­te e infor­ma­do. Sur­gia o con­cei­to do con­su­mi­dor moder­no. Nós enxer­ga­mos o tama­nho des­sa trans­for­ma­ção que se avi­zi­nha­va e desen­ca­de­ou um pro­ces­so sem vol­ta. Anun­ci­a­mos que o poder pas­sa­ria para as mãos do con­su­mi­dor – e, de uma manei­ra posi­ti­va, nos tor­na­mos reféns des­sa ten­dên­cia. Esse mes­mo con­su­mi­dor, mais para a fren­te, nos tra­ria deman­das que leva­ram à cri­a­ção de con­cei­tos como res­pon­sa­bi­li­da­de soci­al, empre­sa cida­dã e sus­ten­ta­bi­li­da­de, entre tan­tos outros.

Assim nas­ceu a Con­su­mi­dor Moder­no, uma revis­ta que emer­giu da ante­ci­pa­ção de uma das mais impor­tan­tes mudan­ças de cená­rio no mer­ca­do de con­su­mo no País, que só foi pos­sí­vel com a rea­li­da­de que se abriu com o Pla­no Real e, pos­te­ri­or­men­te, a pri­va­ti­za­ção de seto­res-cha­ve. A esta­bi­li­da­de econô­mi­ca trou­xe, pela pri­mei­ra vez, a noção de pre­ços rela­ti­vi­za­dos na eco­no­mia. Era algo iné­di­to poder com­pa­rar, tes­tar, ava­li­ar, enten­der. O con­su­mi­dor podia ago­ra pres­ti­gi­ar as empre­sas que ele qui­ses­se e, para isso, iria exi­gir conhe­cer essas com­pa­nhi­as por den­tro.

Foi o iní­cio de uma nova jor­na­da que teve cada pas­so anun­ci­a­do pela CM. Sur­gi­ram neces­si­da­des, e ganhou cor­po o pro­ces­so de edu­ca­ção do con­su­mi­dor. A res­pon­sa­bi­li­da­de soci­al des­pon­tou. O con­cei­to de Cus­to­mer Rela­ti­onship Mana­ge­ment (CRM) foi expli­ca­do pela pri­mei­ra vez no País. E o pio­nei­ris­mo da publi­ca­ção escan­ca­rou o iní­cio dos inves­ti­men­tos na cul­tu­ra cor­po­ra­ti­va com foco no cli­en­te. O cli­en­te no cen­tro das rela­ções.

A lis­ta de insights tra­zi­dos em pri­mei­ra mão ao País pela CM a fir­mou como o elo mais impor­tan­te entre as empre­sas e os con­su­mi­do­res no Bra­sil. Uma posi­ção refor­ça­da pelo cri­te­ri­o­so tra­ba­lho de ava­li­a­ção das com­pa­nhi­as que melhor viven­ci­am essa rela­ção, cul­mi­nan­do no Prê­mio Con­su­mi­dor Moder­no de Exce­lên­cia em Ser­vi­ços ao Cli­en­te, um mar­co esta­be­le­ci­do há 20 anos.

Não parou por aí. Sus­ten­ta­bi­li­da­de entrou na lis­ta dos temas indis­pen­sá­veis do mer­ca­do. A mul­ti­ca­na­li­da­de. A explo­são da conec­ti­vi­da­de. O pri­mei­ro blog da Amé­ri­ca Lati­na foi lan­ça­do por nós, e o Twit­ter che­gou ao Bra­sil com des­ta­que no CONA­REC, o mai­or even­to mun­di­al de inte­li­gên­cia rela­ci­o­nal e de com­por­ta­men­to do con­su­mi­dor. Sum­mits de exe­cu­ti­vos C‑Level, encon­tros de networ­king, deba­tes com o poder públi­co, pes­qui­sas exclu­si­vas, a dis­cus­são séria e res­pon­sá­vel sobre o futu­ro do setor. As con­tri­bui­ções da Con­su­mi­dor Moder­no e do Gru­po Padrão se con­fun­dem com a his­tó­ria efer­ves­cen­te da evo­lu­ção do mer­ca­do bra­si­lei­ro nos últi­mos 25 anos.

Não nos omi­ti­mos nem nos temas mais polê­mi­cos. Exem­plos não fal­tam: con­fli­to de gera­ções, con­su­mo irre­al, devas­ta­ções de redes vare­jis­tas tra­di­ci­o­nais. E ain­da a dis­cus­são sobre o pro­pó­si­to nos negó­ci­os, e o pos­te­ri­or des­vir­tu­a­men­to do que isso sig­ni­fi­ca. Sobre pro­pó­si­to e lucro, inclu­si­ve, como não lem­brar dos famo­sos sete man­da­men­tos do sau­do­so Coman­dan­te Rolim, fun­da­dor da TAM, e sua lição para qual­quer empre­sa: só se pode pres­tar o melhor ser­vi­ço ao cli­en­te quan­do se tem lucro, por­que é ele que pos­si­bi­li­ta inves­tir no melhor aten­di­men­to.

Tam­bém não nos fur­ta­mos em ini­ci­ar, por exem­plo, a dis­cus­são sobre o empo­de­ra­men­to femi­ni­no, uma ten­dên­cia lan­ça­da por nós há mais de uma déca­da. Tão em voga nos dias atu­ais, ela deve­ria ser um deba­te do pas­sa­do. Do pas­sa­do não por­que as mulhe­res não devam ter o seu lugar reco­nhe­ci­do, mas sim por­que elas já mais do que pro­va­ram seu valor ao lon­go de toda a his­tó­ria. Já pas­sou da hora de terem a liber­da­de de esco­lher ser o que qui­se­rem, sem pre­ci­sar pro­var a cada dia seu valor.

Relem­brar todo esse pio­nei­ris­mo ao lon­go dos 25 anos da publi­ca­ção mais uma vez rea­fir­ma o que já está con­so­li­da­do no mer­ca­do: nos­so dis­cur­so con­ti­nua tão atu­al como no pri­mei­ro dia!

Como todo negó­cio que sobre­vi­ve, somos cama­leões e esta­mos sem­pre nos rein­ven­tan­do. Novos rumos vêm pela fren­te, no con­tí­nuo tra­ba­lho de des­bra­var os cená­ri­os mais rele­van­tes para os líde­res do mun­do cor­po­ra­ti­vo. A capa­ci­da­de de trans­for­mar as infor­ma­ções em conhe­ci­men­to, que des­cor­ti­na ten­dên­ci­as e reve­la cami­nhos, con­ti­nua nos pau­tan­do.

O con­cei­to do con­su­mi­dor moder­no é uni­ver­sal. Nos­sa pla­ta­for­ma de insights estru­tu­ra­dos ago­ra ganha novas pra­ças e se tor­na inter­na­ci­o­nal, inte­ra­gin­do com o públi­co exe­cu­ti­vo de múl­ti­plas for­mas, por meio do digi­tal, impres­so, even­tos, con­sul­to­ria espe­ci­a­li­za­da. Um paco­te com­ple­to e essen­ci­al para estra­té­gi­as de empre­sas e exe­cu­ti­vos ven­ce­do­res.

E a Con­su­mi­dor Moder­no segue na mis­são ori­gi­nal de 25 anos, de mape­ar seus movi­men­tos, ao mes­mo tem­po em que res­pon­de às novas e impres­cin­dí­veis deman­das dos líde­res exe­cu­ti­vos, des­cor­ti­nan­do visões ino­va­do­ras. Como em 1995, acei­ta­mos nova­men­te a res­pon­sa­bi­li­da­de de ofe­re­cer ante­ci­pa­da­men­te o que será essen­ci­al para um futu­ro pro­mis­sor. Por­que, afi­nal de con­tas, a cada dia que pas­sa, o con­su­mi­dor moder­no fica mais moder­no.