Daniela Sagaz
PERSONALIDADE

Um olhar baseado em competências

Há três meses à frente do cargo de líder em Diversidade, Equidade e Inclusão da Mondelēz, Daniela Sagaz fala sobre a importância de uma gestão que remova barreiras

Por Larissa Godoy

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Consumidor Moderno – CONSUMIDOR MODERNO – qual é o impac­to para as empre­sas e as pes­so­as quan­do fomen­ta­mos uma agen­da que bus­ca equi­da­de, diver­si­da­de e inclu­são soci­al?

DANIELA SAGAZ – Existem vári­as fren­tes mui­to impor­tan­tes que vêm sen­do dis­cu­ti­das ao lon­go dos últi­mos dez anos, que toma­ram uma pro­por­ção ain­da mai­or nes­se perío­do. Quanto mais a gen­te fala, mais a gen­te con­se­gue tra­du­zir conhe­ci­men­to, boas prá­ti­cas e mais a gen­te con­se­gue se conhe­cer enquan­to seres huma­nos, o que é o prin­ci­pal. É uma res­pon­sa­bi­li­da­de das nos­sas orga­ni­za­ções não só fomen­tar, mas atu­ar sobre essas fren­tes.  

CM – a fal­ta de opor­tu­ni­da­de de capa­ci­ta­ção é a gran­de difi­cul­da­de para que pes­so­as em mai­or grau de vul­ne­ra­bi­li­da­de che­guem a posi­ções de lide­ran­ça?

DS– Fui mui­to pri­vi­le­gi­a­da. Nasci com uma defi­ci­ên­cia e os meus pais tive­ram como pre­mis­sa uma cri­a­ção base­a­da nas minhas com­pe­tên­ci­as. Mas essa não é a rea­li­da­de do nos­so País. Acho tam­bém que, duran­te mui­to tem­po, a gen­te se uti­li­zou des­sa ben­ga­la como orga­ni­za­ções, de dizer: “Ah! a gen­te não acha as pes­so­as cer­tas.” Mas, quan­do nós esta­mos tra­ba­lhan­do com diver­si­da­de, é exa­ta­men­te o movi­men­to con­trá­rio que pre­ci­sa­mos fazer.   

CM – O que você espe­ra da sua nova jor­na­da pro­fis­si­o­nal?

DS– Quando você entra nes­sa orga­ni­za­ção, vê a quan­ti­da­de de ações que são fei­tas, a tra­je­tó­ria, os resul­ta­dos que já temos e tudo o que esta­mos pro­pon­do. É sen­sa­ci­o­nal. Hoje, me vejo den­tro da Mondelēz como aque­la pes­soa que está real­men­te aju­dan­do a remo­ver qual­quer tipo de bar­rei­ra. 

Acho que o nos­so papel, em ter­mos de orga­ni­za­ção, é con­vi­dar essas pes­so­as para a fes­ta, para a Mondelēz, mas inter­na­men­te nós temos uma res­pon­sa­bi­li­da­de gigan­tes­ca, de fazer com que elas se sin­tam repre­sen­ta­das. Nós pen­sa­mos tam­bém em como empo­de­rar essas pes­so­as.