UMA DÉCA­DA

EM UMA NOI­TE

AS MAI­O­RES EMPRE­SAS E PRO­FIS­SI­O­NAIS DOS ÚLTI­MOS DEZ ANOS FORAM RECO­NHE­CI­DOS EM UM INES­QUE­CÍ­VEL EVEN­TO REA­LI­ZA­DO PELO GRU­PO PADRÃO

POR MELIS­SA LULIO

Seja o que for que seja­mos, somos nós que move­mos o mun­do e sere­mos nós que vamos sal­vá-lo”, dis­se Hank Rear­den à Dagny Tag­gart, ambos per­so­na­gens do livro A Revol­ta de Atlas, escri­to pela filó­so­fa Ayn Rand, cri­a­do­ra do con­cei­to “Obje­ti­vis­mo”. Publi­ca­da em 1957, a obra trans­mi­te ao lei­tor a ideia de que nada é mais impor­tan­te do que a von­ta­de e a liber­da­de indi­vi­du­ais, moto­res do mun­do.

Ao mes­mo tem­po, mos­tra um mun­do que empo­bre­ce e defi­nha devi­do ao rou­bo, à cor­rup­ção, a pes­so­as que enri­que­cem, por meio de impos­tos, pro­pi­nas e acor­dos, sob a jus­ti­fi­ca­ti­va de bene­fi­ci­ar a todos. O dile­ma fica cla­ro: de um lado, aque­les que valo­ri­zam a cri­a­ti­vi­da­de, que ino­vam, que bus­cam saí­das para “sal­var o mun­do”; de outro, o como­dis­mo, os favo­res, o jei­ti­nho. Nas pala­vras de Ayn Rand, “um mes­mo cére­bro não sabe fazer os dois tipos de negó­ci­os. Ou a pes­soa sabe admi­nis­trar uma fábri­ca ou sabe recor­rer a Washing­ton”, ou, como diría­mos por aqui, a Bra­sí­lia.

Na últi­ma déca­da, a nação bra­si­lei­ra sofreu mui­to. Como os empre­en­de­do­res e gêni­os da lite­ra­tu­ra da auto­ra, mui­tos de nós, que vive­mos por aqui, qui­se­mos fugir dos duros anos em que o nos­so “dinhei­ro sua­do” era dire­ci­o­na­do ao con­for­to daque­les que nada pro­du­zem, colo­ca­do em malas, con­tas fora do País, obras ina­ca­ba­das. “Em ape­nas uma déca­da, des­truí­mos valor de uma for­ma incon­ce­bí­vel, ines­pe­ra­da, decep­ci­o­nan­te e, por que não dizer, ultra­jan­te”, dis­se Rober­to Meir, CEO do Gru­po Padrão, na aber­tu­ra do even­to.

O que nos man­te­ve vivos, porém, foi a for­ça daque­les que não cede­ram a esse con­tex­to nada favo­rá­vel. O Bra­sil tam­bém tem suas men­tes bri­lhan­tes, indi­ví­du­os que com gar­ra, inte­li­gên­cia e esfor­ço indi­vi­du­al gera­ram negó­ci­os, opor­tu­ni­da­des, empre­gos e fize­ram a eco­no­mia girar. Como se não bas­tas­se, eles ino­va­ram tam­bém no rela­ci­o­na­men­to com cli­en­tes, garan­tin­do uma expe­ri­ên­cia de qua­li­da­de para aque­les que inves­tem dia após dia em ser­vi­ços e pro­du­tos no País.

Natu­ral­men­te, o Gru­po Padrão, por meio da Con­su­mi­dor Moder­no, sua prin­ci­pal pla­ta­for­ma, teve a ini­ci­a­ti­va de reco­nhe­cer pes­so­as e empre­sas que pros­pe­ra­ram, ino­va­ram e trans­for­ma­ram mer­ca­dos e ecos­sis­te­mas entre os anos de 2010 e 2019. Como afir­mou o CEO, a tôni­ca do Gru­po Padrão, em toda a sua tra­je­tó­ria, tem sido cons­truir, seme­ar o novo, des­cor­ti­nar, aplau­dir e reco­nhe­cer quem se des­ta­ca, pre­mi­ar e enal­te­cer quem cria rique­zas e dis­se­mi­nar o que há de mais posi­ti­vo nas empre­sas e na tra­je­tó­ria de seus pro­ta­go­nis­tas.

Por isso, foi rea­li­za­do o reco­nhe­ci­men­to aos “Cam­peões da Déca­da”, que acon­te­ceu em um gran­di­o­so even­to, pos­si­bi­li­ta­do pelo apoio de 17 patro­ci­na­do­res – orga­ni­za­ções que tam­bém se des­ta­ca­ram pelo apoio e pela sus­ten­ta­ção do ecos­sis­te­ma. Os mai­o­res CEOs e exe­cu­ti­vos do País subi­ram ao pal­co para regis­trar como, ao lon­go dos últi­mos dez anos, aju­da­ram a cons­truir uma nação mais sóli­da, hones­ta, jus­ta, res­pon­sá­vel. A noi­te foi deles, mas todos deve­mos cele­brar.

CEOs DA DÉCA­DA

O papel da lide­ran­ça em um pro­ces­so de trans­for­ma­ção é inques­ti­o­ná­vel. Mes­mo que uma rea­li­za­ção seja hori­zon­tal, e não top down, sem um gran­de líder uma empre­sa não pros­pe­ra. Os “CEOs da Déca­da” fize­ram mais do que acei­tar ou par­ti­ci­par da evo­lu­ção da orga­ni­za­ção em que atu­a­ram: alguns deles já não ocu­pam o car­go pelo qual foram reco­nhe­ci­dos, mas todos esti­ve­ram à fren­te de gran­des fei­tos que impac­ta­ram tan­to a orga­ni­za­ção quan­to o setor. É com eles que pre­ci­sa­mos apren­der.

O mun­do moder­no está assen­ta­do no con­su­mi­dor e esse futu­ro, para o Bra­sil e para nós em espe­ci­al no Bra­des­co, é de mui­ta expec­ta­ti­va e de mui­ta entre­ga por­que temos um mer­ca­do inter­no pujan­te”
Luiz Car­los Tra­bu­co Cap­pi, pre­si­den­te do Con­se­lho de Admi­nis­tra­ção do Bra­des­co

Os cli­en­tes que­rem ser vis­tos cada vez mais de uma for­ma indi­vi­du­a­li­za­da no tra­ta­men­to e nas inte­ra­ções com a empre­sa. O nos­so gran­de desa­fio é che­gar nes­te nível de gra­nu­la­ri­da­de, na tra­ta­ti­va indi­vi­du­al, e é para isso que nós esta­mos estru­tu­ra­dos. Com um inves­ti­men­to mui­to for­te na digi­ta­li­za­ção e na tra­ta­ti­va de um volu­me mas­si­vo de dados, eu acre­di­to que nos pró­xi­mos três anos con­se­gui­re­mos desen­vol­ver uma rela­ção sufi­ci­en­te­men­te indi­vi­du­a­li­za­da com os cli­en­tes para que per­ce­bam um tra­ta­men­to espe­ci­al”
Pau­lo Kaki­noff, pre­si­den­te da GOL

A últi­ma déca­da foi mui­to inte­res­san­te e desa­fi­a­do­ra. As empre­sas que tinham suas estra­té­gi­as bem-defi­ni­das e que tive­ram os seus pro­ces­sos foca­dos nos seus con­su­mi­do­res con­se­gui­ram colo­car uma van­ta­gem na pre­fe­rên­cia dos con­su­mi­do­res. Nes­se sen­ti­do, as nos­sas mar­cas foram con­si­de­ra­das as mar­cas mais que­ri­das do mer­ca­do por nos­sos con­su­mi­do­res”
Artur Gryn­baum, CEO do Gru­po Boti­cá­rio

Cai­to Maia, da Chil­li Beans

Car­los Mari­nel­li, do Fleury

Bel­mi­ro Gomes, do Assaí

Eu espe­ro que o Bra­sil con­si­ga pro­gre­dir em vári­os âmbi­tos e eixos neces­sá­ri­os: na edu­ca­ção, na segu­ran­ça públi­ca e, sobre­tu­do, no empre­en­de­do­ris­mo e na ati­vi­da­de empre­sa­ri­al. A ati­vi­da­de empre­sa­ri­al é mui­to impor­tan­te para o pro­gres­so do País, para a gera­ção de empre­gos e de conhe­ci­men­to. Além dis­so, tra­zer tec­no­lo­gia e revi­ver a indús­tria naci­o­nal, que pas­sa por uma fase extre­ma­men­te difí­cil, e toda a área de con­su­mo e vare­jo, que traz mui­ta tec­no­lo­gia e opor­tu­ni­da­des”
Manu­el Cor­rea, vice-pre­si­den­te da Saint-Gobain Abra­si­vos Amé­ri­ca do Nor­te

Acre­di­to que daqui a dez anos pare­ce­rá que tere­mos anda­do cem anos. Na nos­sa indús­tria de alu­guel de car­ros, a Loca­li­za espe­ra uma mudan­ça mui­to gran­de, com uma opor­tu­ni­da­de de mer­ca­do enor­me. As pes­so­as, a cada dia, que­rem mais o uso do ser­vi­ço em vez de ter a pos­se dos bens. E have­rá novas for­mas de mobi­li­da­de com dro­nes, car­ros voa­do­res, autô­no­mos e elé­tri­cos”
Eugê­nio Mat­tar, CEO da Loca­li­za

Flá­vio Rocha, da Ria­chu­e­lo

Acre­di­to que daqui a dez anos pare­ce­rá que tere­mos anda­do cem anos. Na nos­sa indús­tria de alu­guel de car­ros, a Loca­li­za espe­ra uma mudan­ça mui­to gran­de, com uma opor­tu­ni­da­de de mer­ca­do enor­me. As pes­so­as, a cada dia, que­rem mais o uso do ser­vi­ço em vez de ter a pos­se dos bens. E have­rá novas for­mas de mobi­li­da­de com dro­nes, car­ros voa­do­res, autô­no­mos e elé­tri­cos”
Divi­no Sebas­tião, CEO do Gru­po Algar

Ricar­do Dutra, do UOL

Rodri­go Abreu, da TIM

Minha visão para os pró­xi­mos dez anos é das melho­res. Para quem pas­sou a últi­ma déca­da com as difi­cul­da­des e os pro­ble­mas que tive­mos, che­gar até aqui traz uma visão de espe­ran­ça, de que o País alcan­ça­rá seu poten­ci­al máxi­mo com empre­sas cres­cen­do, geran­do rique­za e empre­gos”
Alber­to Sarai­va, fun­da­dor e CEO do Habib’s

É mui­to espe­ci­al ser reco­nhe­ci­do pelo con­jun­to da obra do tra­ba­lho, ain­da mais quan­do se fala em uma déca­da. Sem que­rer ser cli­chê, mas já sen­do: pare­ce que foi ontem tudo isso. Não é ver­da­de que os exe­cu­ti­vos de suces­so tra­ba­lhem bus­can­do reco­nhe­ci­men­to. Você tra­ba­lha em bus­ca das metas. No entan­to, ser reco­nhe­ci­do pelo con­jun­to da sua obra é uma coi­sa mui­to mar­can­te na vida, pois, no fim das con­tas, o que a gen­te leva da vida é a vida que a gen­te leva. Hoje eu tenho uma res­pon­sa­bi­li­da­de enor­me com os tor­ce­do­res do Clu­be de Rega­tas do Fla­men­go, ao qual eu tenho a hon­ra de dedi­car um dia sim e o outro tam­bém da minha vida. Que­re­mos fazer o Fla­men­go cada vez mai­or para o deses­pe­ro dos adver­sá­ri­os”
Luiz Edu­ar­do Bap­tis­ta (ou BAP), ex-pre­si­den­te da SKY e atu­al vice-pre­si­den­te do Clu­be de Rega­tas do Fla­men­go

Na pró­xi­ma déca­da, eu pen­so que nós vamos viver uma épo­ca de mui­tas mudan­ças e, no fun­do, elas já estão acon­te­cen­do nes­te momen­to. Fala-se que as novas tec­no­lo­gi­as, prin­ci­pal­men­te a conec­ti­vi­da­de e a digi­ta­li­za­ção, vão pro­por­ci­o­nar novas pos­si­bi­li­da­des para nos apro­xi­mar­mos dos cli­en­tes. Então, isso quer dizer que o pro­du­to – o cami­nhão, por exem­plo – não será sufi­ci­en­te para con­ven­cer o cli­en­te. Nós ofe­re­ce­re­mos ser­vi­ços conec­ta­dos a esse pro­du­to que podem faci­li­tar toda a ope­ra­ção logís­ti­ca do cli­en­te. Então, isso vai ser uma mudan­ça mui­to gran­de. Nes­se sen­ti­do, quem esti­ver mais rápi­do e sou­ber se adap­tar a essas novas tec­no­lo­gi­as, enten­den­do melhor a neces­si­da­de do cli­en­te, vai ganhar esse jogo. Acho que esse será o gran­de desa­fio para nós”
Phi­lipp Schi­e­mer, pre­si­den­te da Mer­ce­des-Benz do Bra­sil e CEO Amé­ri­ca Lati­na

Noël Pri­oux, do Car­re­four

EMPRE­SAS DA DÉCA­DA

Mais do que sobre­vi­ven­tes, as “Empre­sas da Déca­da” são pro­ta­go­nis­tas. Como dis­se o CEO Rober­to Meir, duran­te o reco­nhe­ci­men­to, “pode­mos e deve­mos cele­brar todos aque­les que con­se­gui­ram não ape­nas sobre­vi­ver ao perío­do mais incle­men­te e frus­tran­te de nos­sa his­tó­ria econô­mi­ca como tam­bém gerar valor para os cli­en­tes, os aci­o­nis­tas, a soci­e­da­de e o País”.

A minha expec­ta­ti­va do pon­to de vis­ta econô­mi­co, obvi­a­men­te como todo bra­si­lei­ro,  é que o Bra­sil con­ti­nue cres­cen­do. Com a taxa bai­xa de juros atu­al­men­te, pode­mos pre­ver um cená­rio de inves­ti­men­tos mais for­te e, con­se­quen­te­men­te, uma reto­ma­da do con­su­mo”
Bel­mi­ro Gomes, CEO do Assaí

Acre­di­ta­mos que a pró­xi­ma déca­da será, no míni­mo, tão desa­fi­a­do­ra quan­to esta. Será neces­sá­rio estar pró­xi­mo dos cli­en­tes para enten­der como pre­ci­sa­mos mudar e como acom­pa­nhar as mudan­ças. Cada vez mais, sus­ten­ta­bi­li­da­de e diver­si­da­de vão exer­cer um papel fun­da­men­tal, e as empre­sas vão ter o papel de cola­bo­rar com isso”
Tati­a­na Kal­man, vice-pre­si­den­te de Care Che­mi­cals da BASF

É mui­to difí­cil pre­ver o que vai acon­te­cer em dez anos. O que dá para dizer é que novas tec­no­lo­gi­as e mei­os de paga­men­to vão sur­gir e pre­ci­sa­mos estar foca­dos em enten­der o con­su­mi­dor, as tec­no­lo­gi­as e em cri­ar solu­ções para gerar o pro­pó­si­to do Sem Parar: um mun­do sem filas e para­das”
Fer­nan­do Yunes, CEO do Sem Parar

Nico­lau Camar­go (à esq.) e Fer­nan­do Yunes (à dir.), do Sem Parar

Acho que a refor­ma da pre­vi­dên­cia e, futu­ra­men­te, as refor­mas tri­bu­tá­ria e admi­nis­tra­ti­va vão dar um ‘push’ na eco­no­mia. Vol­ta­mos a ser a empre­sa que ino­va e que lide­ra este mer­ca­do. Quan­do me falam que empre­sas de vare­jo ali­men­tar estão nos copi­an­do eu fico feliz, por­que nos­so papel de líder é ino­var, inves­tir em tec­no­lo­gia e ser dis­rup­ti­vo”
Stepha­ne Enge­lhard, vice-pre­si­den­te de Rela­ções Ins­ti­tu­ci­o­nais do Car­re­four

O DNA da SKY sem­pre teve o cli­en­te no cen­tro das suas deci­sões e isso não vai mudar. Mas o que vai mudar mui­to é a for­ma como entre­ga­mos con­teú­do para os nos­sos cli­en­tes em todo o Bra­sil. Segu­ra­men­te daqui a dez anos, entre­ga­re­mos expe­ri­ên­ci­as de for­mas mui­to dife­ren­tes, para além do vídeo, como esta­mos acos­tu­ma­dos. Come­ça­mos a falar de olfa­to, que até hoje não con­se­gui­mos fazer acon­te­cer. Mas por que não? Esta­mos ape­nas come­çan­do uma revo­lu­ção na huma­ni­da­de como um todo, e a SKY vai acom­pa­nhar isso com cer­te­za”
Gus­ta­vo Fon­se­ca, vice-pre­si­den­te de Mar­ke­ting da SKY

Acho que a pró­xi­ma déca­da, dife­ren­te­men­te da déca­da pre­ce­den­te, será de cres­ci­men­to. Tere­mos uma déca­da de evo­lu­ção e de trans­for­ma­ção. Fala-se mui­to em trans­for­ma­ção digi­tal das orga­ni­za­ções, e nós esta­mos jus­ta­men­te viven­do esse momen­to. Hoje, o nos­so mai­or pro­pó­si­to é faci­li­tar a obra do cli­en­te, fazendo‑o cada vez mais feliz”
Juli­a­no Ohta, CEO da Telha­nor­te

Phi­lipp Schi­e­mer, Rober­to Meir e equi­pe da Mer­ce­des-Benz

Acre­di­ta­mos que a nos­sa empre­sa vai impul­si­o­nar o Bra­sil para uma trans­for­ma­ção digi­tal ain­da mai­or do que vive­mos nos últi­mos anos. A gen­te quer digi­ta­li­zar o mer­ca­do, a vida das pes­so­as e as empre­sas”
Fabio Avel­lar vice-pre­si­den­te de Expe­ri­ên­cia do Cli­en­te da Vivo

Eli­sa Pra­do e Fabio Avel­lar (à dir.), da Vivo

Ger­son Sebas­tião e Melis­sa Kfou­ri, da Algar Tele­com

NOTÁ­VEIS DA DÉCA­DA

Os CEOs não estão sozi­nhos na mis­são de cons­truir gran­des his­tó­ri­as e negó­ci­os. Enquan­to olha­vam para a empre­sa como um todo, mui­tos deles tive­ram pes­so­as de con­fi­an­ça à fren­te da área de rela­ci­o­na­men­to com cli­en­tes. Esses indi­ví­du­os cons­truí­ram a pró­pria his­tó­ria em tor­no da melho­ria do aten­di­men­to das empre­sas em que atu­a­vam, apoi­an­do a ado­ção de novas tec­no­lo­gi­as, lide­ran­do a trans­for­ma­ção digi­tal de suas áre­as e man­ten­do o cli­en­te no cen­tro de cada orga­ni­za­ção. Não por aca­so, eles tam­bém foram estre­las des­sa noi­te.

Mau­ri­cio Minas, do Bra­des­co

Athur Tava­res, da Enel

Cel­so Tonet, da Cla­ro

Andrea Car­pes, do Itaú Uni­ban­co

Rapha­el Duai­li­bi, da SKY

Clau­dia Poli­tans­ki, do Itaú Uni­ban­co

Jor­ge Nas­ser, da Bra­des­co Saú­de

Edi­son Kinoshi­ta, da Cie­lo

Sil­va­na Bal­bo (e filhos), do Car­re­four

LIDE­RAN­ÇAS DA DÉCA­DA

À fren­te de empre­sas que atu­am dire­ta­men­te com o rela­ci­o­na­men­to entre cli­en­tes e orga­ni­za­ções dos mais vari­a­dos seto­res, as “Lide­ran­ças da Déca­da” foram res­pon­sá­veis pela con­du­ção das prin­ci­pais trans­for­ma­ções rea­li­za­das no setor de aten­di­men­to. Gra­ças à sabe­do­ria des­ses indi­ví­du­os, as empre­sas que for­ne­cem ser­vi­ços e pro­du­tos aos con­su­mi­do­res bra­si­lei­ros tive­ram aces­so ao que há de mais ino­va­dor, ampli­an­do e apri­mo­ran­do ser­vi­ços, redu­zin­do cus­tos sem per­der qua­li­da­de.

Mar­co Ste­fa­ni­ni, da Ste­fa­ni­ni

O nos­so desa­fio é ter uma gran­de capa­ci­da­de de adap­ta­ção e von­ta­de de dia­lo­gar, por­que as trans­for­ma­ções que vão acon­te­cer serão ain­da mais rápi­das que nas últi­mas déca­das. Mas, pre­ci­sa­mos enxer­gar as mudan­ças com gran­de oti­mis­mo, e não com medo. Se tiver­mos medo, não con­se­gui­re­mos acom­pa­nhar as mudan­ças”
Mar­co Lupi, CEO da Neob­po

Minhas expec­ta­ti­vas para os pró­xi­mos anos são posi­ti­vas. A apro­va­ção da refor­ma da pre­vi­dên­cia e as refor­mas admi­nis­tra­ti­va e tri­bu­tá­ria por vir tra­zem um âni­mo dife­ren­te para a soci­e­da­de de for­ma geral. Nos­so setor é impac­ta­do posi­ti­va­men­te por esse oti­mis­mo”
Dimi­trius Oli­vei­ra, pre­si­den­te da Aten­to

Gui­lher­me Cor­rea Por­to, da Plu­soft

Fabri­cio Cou­ti­nho, da Tele­per­for­man­ce

Tenho a expec­ta­ti­va de que no pró­xi­mo ano o País cres­ça, de que haja inves­ti­men­tos nas áre­as de tec­no­lo­gia, vare­jo, trans­por­te, de que o comér­cio e a indús­tria se desen­vol­vam, e de que todo o setor de rela­ci­o­na­men­to vol­te a cres­cer como antes. Estou con­fi­an­te nas refor­mas e no gover­no”
Rou­man Ziem­ki­ewicz, CSO/CMO da Mutant

Os últi­mos dez anos foram de trans­for­ma­ções para todo o setor, e os pró­xi­mos dez serão ain­da mais desa­fi­a­do­res. Essa trans­for­ma­ção digi­tal vai fazer com que o setor de rela­ci­o­na­men­to inte­gre cada vez mais todas as mídi­as. O foco dei­xa de ser a empre­sa que pres­ta o ser­vi­ço e pas­sa a ser a expe­ri­ên­cia do con­su­mi­dor”
Topa­zio Sil­vei­ra Neto, pre­si­den­te da Flex Rela­ci­o­na­men­tos Inte­li­gen­tes

Fran­ces­co Ren­zet­ti, da Alma­vi­vA

GAME CHAN­GERS

Um dos fatos que mais impac­ta­ram o ecos­sis­te­ma de negó­ci­os no mun­do todo foi o sur­gi­men­to de empre­sas total­men­te dis­rup­ti­vas, que desa­fi­a­ram o sta­tus quo. As ino­va­ções cri­a­das por elas muda­ram a pers­pec­ti­va do con­su­mi­dor, ele­va­ram o nível de exi­gên­cia dos cli­en­tes e fize­ram com que orga­ni­za­ções tra­di­ci­o­nais repen­sas­sem a pró­pria atu­a­ção. Nes­ta cate­go­ria, o Gru­po Padrão reco­nhe­ceu as empre­sas que, além dis­so tudo, têm poten­ci­al para cres­cer na pró­xi­ma déca­da.

Nos pró­xi­mos dez anos eu vejo mais ino­va­ção do que tive­mos até ago­ra. Pen­so que não tere­mos mais car­tão plás­ti­co e o dinhei­ro físi­co será míni­mo. As tran­sa­ções serão ins­tan­tâ­ne­as, tere­mos mui­to mais com­pe­ti­ção den­tro do mer­ca­do de ofer­ta de cré­di­to, que, a pro­pó­si­to, será mui­to desen­vol­vi­do. Tudo pode­rá ser pedi­do pela inter­net”
Ricar­do Lagre­ca, dire­tor Jurí­di­co e de Rela­ções Gover­na­men­tais do Mer­ca­do Livre no Bra­sil

O Hap­vi­da inves­te mui­to em tec­no­lo­gia, aco­lhi­men­to e efi­ci­ên­cia de cus­tos e qua­li­da­de. Que­ro con­tri­buir para que os bra­si­lei­ros tenham aces­so à saú­de por­que acho que esta é a nos­sa mai­or mis­são. Atra­vés da ges­tão de cus­tos, o Hap­vi­da faz isso de for­ma mui­to efi­ci­en­te e con­se­gue con­tri­buir com a popu­la­ção”
Juli­a­na Sca­ra­nel­lo, supe­rin­ten­den­te-comer­ci­al do Hap­vi­da

Na XP, acre­di­ta­mos que é pre­ci­so enten­der o que o nos­so cli­en­te bus­ca. É des­sa manei­ra que você con­se­gue se dife­ren­ci­ar. A XP che­gou até aqui fazen­do dife­ren­te do padrão que a indús­tria fazia, bus­can­do entre­gar para os inves­ti­do­res uma for­ma nova de inves­tir, com mais trans­pa­rên­cia e mais sim­pli­ci­da­de”
Lean­dro Sal­les San­tos, sócio res­pon­sá­vel pela Equity Sales da XP Inves­ti­men­tos

PAR­CEI­ROS DA DÉCA­DA

Enquan­to mui­tas das empre­sas de BPO ocu­pam o espa­ço de mai­o­res empre­ga­do­ras do País, aque­las reco­nhe­ci­das como “Par­cei­ras da Déca­da” desem­pe­nham uma fun­ção que, além de nobre, é indis­pen­sá­vel no mun­do de hoje: for­ne­cer tec­no­lo­gia, ser­vi­ços de saú­de, comu­ni­ca­ção, inte­li­gên­cia e ali­men­ta­ção para que o dia a dia se desen­ro­le da melhor manei­ra pos­sí­vel. Como par­cei­ras, elas são ali­a­das tan­to de com­pa­nhi­as B2B quan­to de B2C e mar­ca­ram a his­tó­ria de mui­tas orga­ni­za­ções nos últi­mos dez anos.

A últi­ma déca­da foi mui­to impor­tan­te para a Accen­tu­re. Pas­sa­mos a ser a mai­or pla­ta­for­ma de ser­vi­ços digi­tais do mer­ca­do com foco em trans­for­mar as expe­ri­ên­ci­as dos nos­sos cli­en­tes, toda base­a­da em dados e que com­bi­na expe­ri­ên­cia e con­teú­do. Para os pró­xi­mos dez anos, pen­so que o desa­fio é man­ter a rele­vân­cia dos nos­sos cli­en­tes e, ao mes­mo tem­po, que eles con­ti­nu­em den­tro de seus mode­los de negó­cio”
Fla­vi­a­no Falei­ro, líder da Accen­tu­re Digi­tal para Amé­ri­ca Lati­na na Accen­tu­re

Sole­mar Andra­de, da Plu­soft

A nos­sa pers­pec­ti­va para a pró­xi­ma déca­da é de que a tec­no­lo­gia pas­sa­rá a ser meio e não fim, e vamos res­ga­tar o pro­ta­go­nis­mo da pes­soa, como agen­te dife­ren­ci­al que vai fazer de fato com que as coi­sas tenham o seu devi­do valor. A Wit­tel tem pla­nos bas­tan­te ambi­ci­o­sos para a pró­xi­ma déca­da no que diz res­pei­to em se rein­ven­tar e tra­zer novos insights para o mer­ca­do”
Dago­ber­to Gabri­el, CEO da Wit­tel

Car­los Lou­ro, Dago­ber­to Gabri­el e Ser­gio Cami­lo, da Wit­tel

BPOs DA DÉCA­DA

É impos­sí­vel pen­sar em rela­ci­o­na­men­to com cli­en­tes sem lem­brar as empre­sas de Busi­ness Pro­cess Out­sour­cing (BPO). Espe­ci­a­li­za­das em melho­rar pro­ces­sos, adi­ci­o­nar tec­no­lo­gia, trei­nar pes­so­as e, como con­sequên­cia dis­so tudo, ampli­ar a qua­li­da­de, a efi­ci­ên­cia e a efi­cá­cia das orga­ni­za­ções que as con­tra­tam, elas movi­men­tam o País.

Pro­va dis­so é que, de acor­do com um levan­ta­men­to do Minis­té­rio da Eco­no­mia, divul­ga­do em abril de 2019 e fei­to com base nos dados do Cadas­tro Geral de Empre­ga­dos e Desem­pre­ga­dos (CAGED), há três BPOs entre as mai­o­res empre­ga­do­ras do País – e as três estão entre as reco­nhe­ci­das pelo Gru­po Padrão.

UM OLHAR SOBRE O FUTU­RO

As empre­sas e os pro­fis­si­o­nais reco­nhe­ci­dos como “Cam­peões da Déca­da” nos dão a segu­ran­ça de que as pers­pec­ti­vas para os pró­xi­mos dez anos são posi­ti­vas. Como afir­mou Rober­to Meir, eles sou­be­ram res­ga­tar a essên­cia do talen­to genuí­no do bra­si­lei­ro de ser­vir e, ao mes­mo tem­po, fazer mais boni­to nos resul­ta­dos, tan­to finan­cei­ros quan­to com­pe­ti­ti­vos.

O cená­rio já é posi­ti­vo. “Os indi­ca­do­res econô­mi­cos apon­tam para uma infla­ção e juros bási­cos mais bai­xos de nos­sa his­tó­ria; mais de 850 mil empre­gos foram cri­a­dos este ano; e tive­mos uma refor­ma da pre­vi­dên­cia apro­va­da e um novo tem­po em que a com­pe­ti­ti­vi­da­de será o pilar para a obten­ção de resul­ta­dos e não o apoio do gover­no a supos­tos cam­peões naci­o­nais”, afir­mou.

Pode­mos con­fi­ar que ven­ce­rão aque­les mais efi­ci­en­tes, mais com­pe­ti­ti­vos e mais ino­va­do­res jus­ta­men­te no enten­di­men­to do con­su­mi­dor e num pro­ces­so inter­mi­ten­te de gera­ção de valor e ino­va­ção cons­tan­tes. Na visão de Meir, a éti­ca, a gover­nan­ça e a inte­gri­da­de são pres­su­pos­tos míni­mos para garan­tir a par­ti­ci­pa­ção de mer­ca­do de qual­quer negó­cio. “O novo Bra­sil é de empre­sas cam­peãs, pron­tas para com­pe­tir e ven­cer sem­pre – aqui e no mun­do, onde é o nos­so lugar”, con­cluiu.

CONHE­ÇA A METO­DO­LO­GIA DO RECO­NHE­CI­MEN­TO AOS CAM­PEÕES DA DÉCA­DA.