UMA EMPRE­SA TRANS­FOR­MA­DA PARA O FUTU­RO

SOB OS OLHOS E A DEDI­CA­ÇÃO DE UMA LIDE­RAN­ÇA FEMI­NI­NA, A ALGAR TECH UNE O QUE DE MELHOR NO MUN­DO DIGI­TAL, SEM ABRIR MÃO DOS DIFE­REN­CI­AIS DO OFF-LINE

POR MELIS­SA LULIO 

tec­no­lo­gia, uti­li­za­da por pes­so­as enga­ja­das em ser­vir o cli­en­te com o máxi­mo de com­pe­tên­cia, traz resul­ta­dos exem­pla­res. É essa a com­bi­na­ção que acon­te­ce na Algar Tech, empre­sa do Gru­po Algar. Espe­ci­a­lis­ta em pro­ces­sos de negó­ci­os, a empre­sa acre­di­ta em uma trans­for­ma­ção digi­tal que abran­ja evo­lu­ção tec­no­ló­gi­ca, mas prin­ci­pal­men­te supor­ta­da pelo cui­da­do com as pes­so­as. Por isso, é uti­li­za­da a tec­no­lo­gia para entre­gar mode­los de negó­ci­os ino­va­do­res, que agre­guem valor aos cli­en­tes.

   Con­fi­ra a entre­vis­ta fei­ta pela Con­su­mi­dor Moder­no com a CEO da Algar Tech, Tati­a­ne Pana­to, e enten­da o que a empre­sa pode ensi­nar ao mer­ca­do.

CON­SU­MI­DOR MODER­NO – De que for­ma a Algar Tech enca­ra um mer­ca­do em trans­for­ma­ção, pres­si­o­na­do, por um lado, pelo cli­en­te mais conec­ta­do, que se orga­ni­za em redes orques­tra­das, e, de outro lado, pela neces­si­da­de de digi­ta­li­zar ?

TATI­A­NE PANA­TO – A Algar Tech com­ple­tou 20 anos e, nes­se perío­do, acre­di­to que a prin­ci­pal trans­for­ma­ção ocor­ri­da em ter­mos de com­por­ta­men­to foi o empo­de­ra­men­to das pes­so­as – não só do con­su­mi­dor, mas dos indi­ví­du­os como um todo. Com mui­to mais aces­so à infor­ma­ção, pro­pi­ci­a­do pelas novas tec­no­lo­gi­as, as pes­so­as con­se­guem ser mais crí­ti­cas, exer­cer o direi­to de esco­lha de for­ma mais rápi­da e fun­da­men­ta­da. Ao mes­mo tem­po, cola­bo­ra­do­res não que­rem mais tra­ba­lhar em ambi­en­tes em que não haja pro­pó­si­to, pois estão inte­res­sa­dos em se conec­tar à orga­ni­za­ção. As pes­so­as enten­de­ram o pró­prio valor.

CM – E como é pos­sí­vel rea­li­zar uma orques­tra­ção, cri­an­do cone­xões e geran­do inte­li­gên­cia com foco na solu­ção de pro­ble­mas e no apri­mo­ra­men­to de expe­ri­ên­ci­as?

TP – Per­ce­be­mos que o mai­or obje­ti­vo das orga­ni­za­ções atu­al­men­te é enten­der e resol­ver os pro­ble­mas dos con­su­mi­do­res de for­ma rápi­da, efi­ci­en­te e pra­ze­ro­sa. E essa já deve­ria ser a rea­li­da­de há mui­to tem­po. Porém, não havia recur­sos para que isso acon­te­ces­se. As pes­so­as esta­vam acos­tu­ma­das a sim­ples­men­te desen­vol­ver uma tare­fa de manei­ra rápi­da e, hoje, é exi­gi­do que tenham a habi­li­da­de de fazer cone­xões, de tes­tar e cri­ar hipó­te­ses para resol­ver pro­ble­mas. Ganhar matu­ri­da­de para isso deman­da um deter­mi­na­do tem­po e exi­ge das empre­sas que elas tenham um foco no desen­vol­vi­men­to das pes­so­as mui­to mai­or.

CM – Como a trans­for­ma­ção do ambi­en­te físi­co da empre­sa impac­ta os resul­ta­dos e a pro­du­ti­vi­da­de? Ter um ambi­en­te ino­va­dor cola­bo­ra nes­se sen­ti­do?

TP – Os ambi­en­tes físi­cos têm que pro­pi­ci­ar uma mai­or cola­bo­ra­ção. A trans­for­ma­ção que esta­mos fazen­do na orga­ni­za­ção pas­sa por isso e vai além. As orga­ni­za­ções tra­di­ci­o­nais tra­ba­lham com estru­tu­ras sepa­ra­das por depar­ta­men­tos, por ambi­en­tes. Nós esta­mos evo­luin­do para uma orga­ni­za­ção foca­da em méto­dos ágeis e o pas­so prin­ci­pal é aumen­tar a cola­bo­ra­ção entre as pes­so­as. Para que isso seja fei­to, o ide­al é que as bar­rei­ras físi­cas sejam remo­vi­das – e fize­mos isso. Esse é um pri­mei­ro movi­men­to, por­que, no futu­ro, os depar­ta­men­tos devem se tor­nar estru­tu­ras mul­ti­fun­ci­o­nais, que tra­ba­lhem jun­tas, com lide­ran­ças deter­mi­na­das, foca­das em faci­li­tar a cola­bo­ra­ção.

CM – Segun­do o IBGE, o núme­ro de mulhe­res nos car­gos geren­ci­ais caiu de qua­se 40% para 38% em qua­tro anos. A Algar Tech andou em sen­ti­do con­trá­rio – e isso é mui­to posi­ti­vo. Quais prin­ci­pais dife­ren­ci­ais você reco­nhe­ce em uma empre­sa lide­ra­da por uma mulher? Con­si­de­ran­do um pano­ra­ma ain­da mais amplo, como a diver­si­da­de na ges­tão traz bene­fí­ci­os para uma empre­sa?

TP – A mai­or van­ta­gem é a pos­si­bi­li­da­de de ter um ambi­en­te o mais diver­so pos­sí­vel. As mulhe­res tra­zem para o ambi­en­te mais sen­si­bi­li­da­de. Essa carac­te­rís­ti­ca não sig­ni­fi­ca fra­que­za, como se pen­sa­va no pas­sa­do; traz um olhar dife­ren­te para os fatos. Com o pen­sa­men­to e as capa­ci­da­des mas­cu­li­nas, essa carac­te­rís­ti­ca pode tra­zer deci­sões mui­to mais asser­ti­vas para a orga­ni­za­ção. Ain­da pre­ci­sa­mos enten­der por que temos menos mulhe­res em car­gos de lide­ran­ça. Aqui na Algar Tech o cená­rio é dife­ren­te, pois 52% dos ges­to­res de rela­ci­o­na­men­to com cli­en­tes são mulhe­res. Mas, quan­do olha­mos para o nível de dire­to­ria, ain­da há o que desen­vol­ver.

CM – Quais outros mode­los de diver­si­da­de são tra­ba­lha­dos na Algar Tech atu­al­men­te?
TP – Hoje tra­ba­lha­mos cin­co ele­men­tos de diver­si­da­de: gêne­ro, pes­so­as com defi­ci­ên­cia, LGBTs, negros e gera­ções. Todos esses pila­res pre­ci­sam ser tra­ba­lha­dos por­que todos eles tra­zem con­tri­bui­ções mui­to rele­van­tes. Quan­do uni­mos pes­so­as que têm 20 anos de orga­ni­za­ção ou de expe­ri­ên­cia em seus tra­ba­lhos com os Mil­len­ni­als e Cen­ten­ni­als, com o obje­ti­vo de tra­zer deci­sões mais asser­ti­vas, per­ce­be­mos que cada per­fil con­tri­bui de uma for­ma. O que pre­ci­sa­mos é pro­pi­ci­ar um ambi­en­te em que isso seja valo­ri­za­do.