UMA SELE­ÇÃO PARA COF­FEE LOVERS

O BRA­SI­LEI­RO É O SEGUN­DO MAI­OR CON­SU­MI­DOR DE CAFÉ DO MUN­DO. SE FOR­MOS CON­SI­DE­RAR O CON­SU­MO PER CAPI­TA, SÃO SEIS QUI­LOS DE CAFÉ CRU E OUTROS 4,8 QUI­LOS DE CAFÉ TOR­RA­DO E MOÍ­DO POR ANO. PARA AJU­DAR OS APRE­CI­A­DO­RES DA BEBI­DA A TOR­NAR ESSE RITU­AL AIN­DA MAIS COM­PLE­TO, CON­VI­DA­MOS O BARIS­TA HUGO SIL­VA, CAM­PEÃO DA COPA BARIS­TAUM DOS MAI­O­RES CAM­PE­O­NA­TOS DO TIPO NO PAÍS –, PARA LIS­TAR PRO­DU­TOS E ACES­SÓ­RI­OS QUE FAZEM TODA A DIFE­REN­ÇA NA HORA DE PRE­PA­RAR E APRE­CI­AR A BEBI­DA. CON­FI­RA:

Por Dimas Ribei­ro

1 — É DE OURO!

O Gold Cof­fee Fil­ter é um fil­tro de café com ouro 24 qui­la­tes. Sua super­fí­cie garan­te uma moa­gem um pou­co mais gros­sa, o que favo­re­ce a extra­ção dos óle­os essen­ci­ais do café, con­fe­rin­do à bebi­da mais sabor e aro­ma. O fil­tro de design par­ru­do ain­da não está dis­po­ní­vel no Bra­sil
Pre­ço: US$ 35
shopau.coffeesupreme.com

2 — CAFE­TEI­RAGLO­BI­NHO

Pro­du­zi­da pela mar­ca japo­ne­sa Hario, a Syphon Tech­ni­ca é uma ver­são moder­ni­za­da da cafe­tei­ra sifão. No mode­lo, a água colo­ca­da no glo­bo entra em con­ta­to com o cilin­dro do pó por meio da pres­são de vapor, garan­tin­do uma bebi­da de tex­tu­ra sua­ve e pou­co amar­gor
Pre­ço: R$ 784
loja.cafeorfeu.com.br

3 — UMA CHA­LEI­RA PRO­FIS­SI­O­NAL

Em aço ino­xi­dá­vel e com um bico afi­na­do, ou “bico de gan­so”, a cha­lei­ra elé­tri­ca da mar­ca ame­ri­ca­na Brewis­ta con­tro­la melhor o flu­xo da água na hora de coar o pó, além de per­mi­tir que o usuá­rio defi­na o horá­rio em que a cha­lei­ra alcan­ça­rá a tem­pe­ra­tu­ra sele­ci­o­na­da. Ele tam­bém pode pro­gra­má-la para que des­li­gue auto­ma­ti­ca­men­te e alte­rar a tem­pe­ra­tu­ra de Cel­sius para Fah­re­nheit com o aper­tar de um botão
Pre­ço: US$ 100
www.mybrewista.com

4 — MOÍ­DO NA HORA

Ide­al para car­re­gar em via­gens, o moe­dor manu­al Coman­dan­te é por­tá­til e per­mi­te a extra­ção do pó em qual­quer lugar. O úni­co incon­ve­ni­en­te é o pre­ço, bem sal­ga­do!
Pre­ço: R$ 1.600
www.academiadocafe.com.br

5 — KIT DOS VIA­JAN­TES

Outro equi­pa­men­to que per­mi­te um pre­pa­ro autên­ti­co é o Aero­Press Go Tra­vel Cof­fee Press. Com­pac­to, leve e per­fei­to para via­gens, cam­pings ou mes­mo para o tra­ba­lho, ele garan­te um café fres­qui­nho em ape­nas dois minu­tos, não impor­ta o lugar. Vem, ain­da, com um copo para apre­ci­ar a bebi­da
Pre­ço: US$ 32
www.aeropress.com

6 — AMA CAP­PUC­CI­NO?

Nas cores pre­ta, bran­ca e ver­me­lha, o bate­dor Aeroc­ci­no, da Nes­pres­so, trans­for­ma o lei­te em uma espu­ma leve e ave­lu­da­da. Para isso, bas­ta encai­xar o bate­dor com mola no inte­ri­or do aces­só­rio, encher o jar­ro e ligar o equi­pa­men­to. A suges­tão da mar­ca é que se dê pre­fe­rên­cia ao lei­te inte­gral ou semi­des­na­ta­do em tem­pe­ra­tu­ra refri­ge­ra­da. No link www.nespresso.com/recipes/br/pt/nespresso-receitas.html, é pos­sí­vel encon­trar algu­mas recei­tas com a espu­ma
Pre­ço: R$ 265
www.nespresso.com/br/pt/

7 — CAFE­ZI­NHO A TIRA­CO­LO

Fez aque­le café espe­ci­al e quer levá-lo para o tra­ba­lho ou até mes­mo para um pas­seio? Com um design moder­ni­nho, a cane­ca tér­mi­ca Smart Mug Jr., da Brewis­ta, é fei­ta com um vidro duplo que man­tém o café quen­te sem aque­cer a super­fí­cie exter­na
Pre­ço: US$ 17
www.mybrewista.com

8 — CAFE­ZI­NHO ORI­EN­TAL

A Hario V60 foi desen­vol­vi­da com base em um méto­do japo­nês homô­ni­mo (V60), de 1941. O fil­tro, em for­ma­to de “V”, com linhas espi­rais e ângu­lo de 60 graus, faci­li­ta a expan­são do pó no momen­to em que a bebi­da é coa­da. Ape­sar de o vidro do equi­pa­men­to ser à base de boros­si­li­ca­to, mate­ri­al resis­ten­te ao calor, ele não deve ser leva­do ao fogo
Pre­ço: R$ 138
www.cafestore.com.br

9 — EXA­TI­DÃO É A PALA­VRA

Com um cabo USB para a recar­ga da bate­ria, a balan­ça ele­trô­ni­ca Brewis­ta Smart Sca­le aju­da a pesar o café em gra­mas e libras com bas­tan­te pre­ci­são
Pre­ço: US$ 90
www.mybrewista.com

10 — PAS­SA­DI­NHO NA HORA

Assim como a Hario V60, a cafe­tei­ra Che­mex aju­da a pre­pa­rar um café coa­do com mais qua­li­da­de. Seu fil­tro de papel gros­so é dobra­do em for­ma­to de cone. Depois de encai­xa­do e aber­to, ele for­ma uma pare­de tri­pla em um dos lados, o que faz toda a dife­ren­ça. De que­bra, a jar­ra, con­fec­ci­o­na­da em vidro, vem com uma alça de madei­ra poli­da e laço em cou­ro
Pre­ço: R$ 384
loja.cafeorfeu.com.br

11 — XÍCA­RA COM DESIGN

Cien­ti­fi­ca­men­te pro­je­ta­da para ampli­fi­car ou sua­vi­zar as notas de sabor do café, a linha “Exci­te & Ins­pi­re”, da Kru­ve, melho­ra a expe­ri­ên­cia sen­so­ri­al por meio do for­ma­to dos copos. Com capa­ci­da­de para 150 ml da bebi­da, o pri­mei­ro apre­sen­ta uma for­ma bul­bo­sa que retém o aro­ma, sua­vi­zan­do a aci­dez e aumen­tan­do a doçu­ra. Já o segun­do, em uma for­ma estrei­ta, con­cen­tra mais o aro­ma e aumen­ta a aci­dez
Pre­ço: US$ 49,99
www.kruveinc.com

UMA SELE­ÇÃO PARA COF­FEE LOVERS

O BRA­SI­LEI­RO É O SEGUN­DO MAI­OR CON­SU­MI­DOR DE CAFÉ DO MUN­DO. SE FOR­MOS CON­SI­DE­RAR O CON­SU­MO PER CAPI­TA, SÃO SEIS QUI­LOS DE CAFÉ CRU E OUTROS 4,8 QUI­LOS DE CAFÉ TOR­RA­DO E MOÍ­DO POR ANO. PARA AJU­DAR OS APRE­CI­A­DO­RES DA BEBI­DA A TOR­NAR ESSE RITU­AL AIN­DA MAIS COM­PLE­TO, CON­VI­DA­MOS O BARIS­TA HUGO SIL­VA, CAM­PEÃO DA COPA BARIS­TAUM DOS MAI­O­RES CAM­PE­O­NA­TOS DO TIPO NO PAÍS –, PARA LIS­TAR PRO­DU­TOS E ACES­SÓ­RI­OS QUE FAZEM TODA A DIFE­REN­ÇA NA HORA DE PRE­PA­RAR E APRE­CI­AR A BEBI­DA. CON­FI­RA:

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1 — É DE OURO!

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Em aço ino­xi­dá­vel e com um bico afi­na­do, ou “bico de gan­so”, a cha­lei­ra elé­tri­ca da mar­ca ame­ri­ca­na Brewis­ta con­tro­la melhor o flu­xo da água na hora de coar o pó, além de per­mi­tir que o usuá­rio defi­na o horá­rio em que a cha­lei­ra alcan­ça­rá a tem­pe­ra­tu­ra sele­ci­o­na­da. Ele tam­bém pode pro­gra­má-la para que des­li­gue auto­ma­ti­ca­men­te e alte­rar a tem­pe­ra­tu­ra de Cel­sius para Fah­re­nheit com o aper­tar de um botão
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Fez aque­le café espe­ci­al e quer levá-lo para o tra­ba­lho ou até mes­mo para um pas­seio? Com um design moder­ni­nho, a cane­ca tér­mi­ca Smart Mug Jr., da Brewis­ta, é fei­ta com um vidro duplo que man­tém o café quen­te sem aque­cer a super­fí­cie exter­na
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10 — PAS­SA­DI­NHO NA HORA

Assim como a Hario V60, a cafe­tei­ra Che­mex aju­da a pre­pa­rar um café coa­do com mais qua­li­da­de. Seu fil­tro de papel gros­so é dobra­do em for­ma­to de cone. Depois de encai­xa­do e aber­to, ele for­ma uma pare­de tri­pla em um dos lados, o que faz toda a dife­ren­ça. De que­bra, a jar­ra, con­fec­ci­o­na­da em vidro, vem com uma alça de madei­ra poli­da e laço em cou­ro
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11 — XÍCA­RA COM DESIGN

Cien­ti­fi­ca­men­te pro­je­ta­da para ampli­fi­car ou sua­vi­zar as notas de sabor do café, a linha “Exci­te & Ins­pi­re”, da Kru­ve, melho­ra a expe­ri­ên­cia sen­so­ri­al por meio do for­ma­to dos copos. Com capa­ci­da­de para 150 ml da bebi­da, o pri­mei­ro apre­sen­ta uma for­ma bul­bo­sa que retém o aro­ma, sua­vi­zan­do a aci­dez e aumen­tan­do a doçu­ra. Já o segun­do, em uma for­ma estrei­ta, con­cen­tra mais o aro­ma e aumen­ta a aci­dez
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UMA PAI­XÃO NACI­O­NAL

O CRES­CI­MEN­TO DO MER­CA­DO DE CÁP­SU­LAS, A VALO­RI­ZA­ÇÃO, POR PAR­TE DO CON­SU­MI­DOR, DE VER­SÕES PRE­MIUM DO CAFÉ E A ABER­TU­RA DE COF­FEE SHOPS FAZEM COM QUE O MER­CA­DO BRA­SI­LEI­RO DE CAFÉS CRES­ÇA EM CON­SU­MO, QUA­LI­DA­DE E DIVER­SI­FI­CA­ÇÃO

POR DIMAS RIBEI­RO E JÚLIA MARI­OT­TI

Bra­sil, mai­or pro­du­tor e expor­ta­dor de café do mun­do, vem pas­san­do por um momen­to úni­co de ino­va­ção, per­so­na­li­za­ção e valo­ri­za­ção das ver­sões pre­mium da bebi­da. A expec­ta­ti­va da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra da Indús­tria de Café (ABIC) é de que o mer­ca­do cres­ça 3,5% ao ano até 2021. Não é à toa. O bra­si­lei­ro é o segun­do mai­or con­su­mi­dor de café do mun­do (atrás ape­nas dos Esta­dos Uni­dos), com um con­su­mo per capi­ta de 6,02 kg/ano de café cru e 4,82 kg/ano de café tor­ra­do e moí­do.

   A novi­da­de é que os con­su­mi­do­res estão mais exi­gen­tes com rela­ção à qua­li­da­de. Isso, segun­do a ABIC, é fru­to do mai­or conhe­ci­men­to da popu­la­ção sobre cafés, suas carac­te­rís­ti­cas, suas dife­ren­tes for­mas de pre­pa­ro, ter­roirs, regiões pro­du­to­ras e pre­mi­a­ções por qua­li­da­de. Em 2004, a asso­ci­a­ção cri­ou um selo que cer­ti­fi­ca a qua­li­da­de das mar­cas, clas­si­fi­can­do o café por tipo (extra­for­te, tra­di­ci­o­nal, supe­ri­or ou gour­met). O app “De olho no café” per­mi­te ain­da, por meio do códi­go de bar­ras, saber se o pro­du­to é cer­ti­fi­ca­do e aces­sar infor­ma­ções como pon­to de tor­ra, sabor e aro­ma. Os cafés com selo de pure­za cus­tam, em média, R$ 17 o qui­lo, mas podem che­gar a mais de R$ 56.

   E o con­su­mi­dor pare­ce estar dis­pos­to a pagar por isso. O café tra­di­ci­o­nal, que em 2016 repre­sen­ta­va 91% dos pro­du­tos colo­ca­dos no pon­to de ven­da, hoje está na casa dos 81%. Já os pro­du­tos supe­ri­or e gour­met, que antes soma­vam 9%, ago­ra repre­sen­tam 19%. “A bus­ca pela melho­ria da pro­du­ção incen­ti­va­da pelo Selo de Pure­za se trans­for­mou em algo per­ma­nen­te e impul­si­o­nou, inclu­si­ve, o sur­gi­men­to de um port­fó­lio vari­a­do de pro­du­tos que entra­ram no mer­ca­do no iní­cio dos anos 2000”, lem­bra Nathan Hersz­kowicz, pre­si­den­te do Sin­di­ca­fé.

   A Octa­vio Café, por exem­plo, afir­ma que a mai­o­ria dos seus con­su­mi­do­res pro­cu­ra por cafés dife­ren­ci­a­dos, com níveis de tor­ra vari­a­dos. “O obje­ti­vo da Octa­vio Café é ter uma gama de pro­du­tos que façam com que o con­su­mi­dor conhe­ça a mar­ca atra­vés da inten­si­da­de que mais lhe agra­de. Com isso, espe­ra­mos que ele se per­mi­ta tes­tar outros pro­du­tos da mar­ca”, decla­ra Ubi­on Ter­ra, dire­tor-exe­cu­ti­vo da Octa­vio sobre a per­so­na­li­za­ção pos­si­bi­li­ta­da pelas linhas gour­met. A últi­ma novi­da­de da mar­ca foi o lan­ça­men­to de uma linha de micro­lo­tes. “Em outu­bro, lan­ça­mos a ver­são para o vare­jo. Antes, o for­ma­to só exis­tia em nos­sas cafe­te­ri­as”, expli­ca Ter­ra. Com cafés em grãos, tor­ra­dos e moí­dos, em cáp­su­las e cof­fee shops espa­lha­dos por São Pau­lo e Cam­pi­nas, a mar­ca aca­ba ten­do con­ta­to com o con­su­mi­dor em diver­sos momen­tos da sua jor­na­da.

O BRA­SI­LEI­RO É O

SEGUN­DO MAI­OR CON­SU­MI­DOR MUN­DI­AL DE CAFÉ 

ATRÁS APE­NAS DOS ESTA­DOS UNI­DOS

ATÉ 2021, O CON­SU­MO DE CAFÉ DEVE ATIN­GIR

25 MILHÕES DE SACAS,

4 MILHÕES A MAIS QUE EM 2018

3,5%

É A TAXA DE CRES­CI­MEN­TO DO MER­CA­DO POR ANO, ATÉ 2021

   Outra empre­sa que inves­tiu nos cafés espe­ci­ais foi a 3 Cora­ções. “Os cafés espe­ci­ais, orgâ­ni­cos e gour­met foram lan­ça­dos na déca­da de 90”, lem­bra Pedro Lima, pre­si­den­te da empre­sa. Mas foi só em 2017 que a mar­ca ousou ain­da mais, lan­çan­do os cafés espe­ci­ais San­ta Cla­ra e Ritu­ais. A 3 Cora­ções trou­xe tam­bém algo inu­si­ta­do para o mer­ca­do de cafés: um DJ embai­xa­dor. Duran­te o Rock In Rio, mai­or fes­ti­val de músi­ca do mun­do, Alok lan­çou uma músi­ca ofi­ci­al para a mar­ca que traz como ins­pi­ra­ção as bati­das do cora­ção. A fai­xa “Bring Me Life” tocou quan­do os con­su­mi­do­res esca­ne­a­vam os QR Codes dos copos de café do fes­ti­val. A apro­xi­ma­ção com o públi­co e os inves­ti­men­tos em diver­si­fi­ca­ção fazem par­te da estra­té­gia da mar­ca de sair à fren­te de con­cor­ren­tes que, assim como ela, eram mais conhe­ci­dos pelo café solú­vel.

   E ela tem razão. Em junho des­te ano, a Nes­tlé inves­tiu R$ 300 milhões no lan­ça­men­to de uma linha de cafés espe­ci­ais: Nes­ca­fé Gold e Nes­ca­fé Ori­gens do Bra­sil. Esta é a pri­mei­ra vez em que a mar­ca, famo­sa na cate­go­ria solú­vel, entra no seg­men­to de tor­ra­do e moí­do no Bra­sil. Para entre­gar ao mer­ca­do cafés que vêm de pro­pri­e­da­des 100% cer­ti­fi­ca­das das regiões da Cha­pa­da Dia­man­ti­na (BA), de São Sebas­tião do Paraí­so (sul de Minas Gerais) e de Ser­ras do Alto Par­naí­ba (cer­ra­do minei­ro), a empre­sa tra­ba­lha com pro­du­to­res locais por meio de um pro­gra­ma cha­ma­do “Cul­ti­va­do com Res­pei­to”, que tem como obje­ti­vo fomen­tar o desen­vol­vi­men­to de mais de 800 pro­du­to­res, ofe­ren­do a eles capa­ci­ta­ção e apoio téc­ni­co, assim como trei­na­men­tos pre­sen­ci­ais em coo­pe­ra­ti­vas e asso­ci­a­ções. “Com as novas linhas, que­re­mos ampli­ar o conhe­ci­men­to dos con­su­mi­do­res sobre todo o mun­do dos cafés, des­de o grão até a xíca­ra”, des­ta­ca Rober­ta Savat­te­ro, geren­te de Mar­ke­ting de Nes­ca­fé. O obje­ti­vo, segun­do ela, é mos­trar o res­pei­to que a empre­sa tem com o pro­du­tor. “Por isso, nos­sa pre­o­cu­pa­ção de tra­zer a ori­gem des­se café, que esti­mu­la uma pro­du­ção sus­ten­tá­vel bené­fi­ca tan­to para os pro­du­to­res quan­to para nos­so negó­cio”.

Para que o País cres­ça com café tor­ra­do e moí­do, pre­ci­sa­mos de acor­dos econô­mi­cos bila­te­rais e da libe­ra­ção da impor­ta­ção de cafés crus de outros paí­ses”

Ricar­do Sil­vei­ra, pre­si­den­te da ABIC

   Para Hersz­kowicz, do Sin­di­ca­fé, essa auto­no­mia dos pro­du­to­res e a par­ce­ria deles com a indús­tria vem aju­dan­do a fomen­tar o mer­ca­do de cafés espe­ci­ais. “A melhor remu­ne­ra­ção levou ao desen­vol­vi­men­to de téc­ni­cas de plan­tio, colhei­ta, seca­gem e bene­fí­cio do grão, que evi­tam erros que estra­gam a qua­li­da­de do café”, diz. Hoje, os pro­du­to­res do cam­po estão come­çan­do a dire­ci­o­nar suas nego­ci­a­ções de for­ma dire­ta sem depen­dên­cia de inter­me­diá­ri­os. “Eles per­ce­be­ram que o café espe­ci­al pode garan­tir mar­gens de lucro mais ele­va­das, levan­do-os a serem inde­pen­den­tes dos pre­ços inter­na­ci­o­nais das com­mo­di­ti­es”.

   No Bra­sil, a Nes­pres­so, tam­bém da Nes­tlé, imple­men­tou um pro­gra­ma que envol­ve mais de 2 mil fazen­das, hoje res­pon­sá­veis por mais de 30% de todo o café com­pra­do pela mar­ca no mun­do. Uma equi­pe de 30 agrô­no­mos pres­ta assis­tên­cia aos pro­du­to­res e rea­li­za visi­tas para audi­tá-los de acor­do com aspec­tos ambi­en­tais, tra­ba­lhis­tas e de qua­li­da­de.

CÁP­SU­LAS EM ALTA

   Pio­nei­ra no mer­ca­do de cáp­su­las, a Nes­pres­so pas­sou a ven­der suas máqui­nas por aqui em 2006. Com o ine­di­tis­mo e a pra­ti­ci­da­de, que aca­ba­ram con­quis­tan­do de cara o con­su­mi­dor, a mar­ca inves­te con­ti­nu­a­men­te em expe­ri­ên­cia. Este ano, por exem­plo, lan­çou uma nova linha de pro­du­tos da mar­ca Star­bucks, incluin­do grãos intei­ros e grãos tor­ra­dos e moí­dos, assim como as pri­mei­ras cáp­su­las Star­bucks pró­pri­as para Nes­pres­so e Nes­ca­fé Dol­ce Gus­to. Além dis­so, ofe­re­ce pra­ti­ci­da­des como entre­gas de bici­cle­ta no mes­mo dia e e‑commerce com a pos­si­bi­li­da­de de reti­ra­da em uma de suas bou­ti­ques.

   Outro bene­fí­cio da mar­ca é o Nes­pres­so & You, um “pro­gra­ma de leal­da­de” que clas­si­fi­ca os con­su­mi­do­res de acor­do com o con­su­mo e a frequên­cia. Para ser Con­nois­seur, por exem­plo, é neces­sá­rio ter até qua­tro anos de fide­li­da­de ou com­prar até 390 cáp­su­las por ano. Entre os bene­fí­ci­os estão fre­te gra­tui­to para pedi­dos aci­ma de dez cai­xas, mas­ter­clas­ses espe­ci­ais nas bou­ti­ques e 10% de cré­di­to extra na assi­na­tu­ra de pla­nos anu­ais de cafés. “A ino­va­ção está pre­sen­te na Nes­pres­so des­de sua cri­a­ção. Nas­ce­mos com a ideia de per­mi­tir que qual­quer pes­soa pre­pa­re uma xíca­ra de café igual à de um baris­ta pro­fis­si­o­nal, tudo isso ao toque de um botão. Com nos­so pro­du­to, rede­fi­ni­mos a manei­ra como milhões de pes­so­as degus­tam café em todo o mun­do”, decla­ra Mar­cos Bogo, CRC Ope­ra­ti­o­nal Mana­ger da empre­sa.

   Para o exe­cu­ti­vo, para que as mar­cas se man­te­nham com­pe­ti­ti­vas, é pre­ci­so que elas olhem para todos os tipos de apre­sen­ta­ção do café. “Com um con­su­mi­dor cada vez mais exi­gen­te, enxer­ga­mos um mix cada vez mai­or de dife­ren­tes for­ma­tos de café. Atu­al­men­te, 60% dos con­su­mi­do­res da clas­se AB já aces­sam até três for­ma­tos de café depen­den­do da oca­sião de con­su­mo: tor­ra­do e moí­do, solú­vel e cáp­su­las por exem­plo”, reve­la Rober­ta Savat­te­ro, geren­te de Mar­ke­ting de Nes­ca­fé.

   A Orfeu é outra mar­ca que apos­ta na dife­ren­ci­a­ção por meio da ofer­ta de cafés pre­mium, sejam eles em grãos, em cáp­su­las, tor­ra­dos ou moí­dos. Todos os pro­du­tos são plan­ta­dos, colhi­dos, secos, tor­ra­dos e emba­la­dos den­tro das suas pro­pri­e­da­des nas cida­des minei­ras de Bote­lhos e Poços de Cal­das e em São Sebas­tião da Gra­ma, em São Pau­lo. “A estra­té­gia da Orfeu para con­quis­tar o mer­ca­do de cáp­su­las é se dife­ren­ci­ar por qua­li­da­de, fres­cor e ino­va­ção. Todos os nos­sos cafés per­ten­cem à cate­go­ria espe­ci­al”, diz José Rena­to Gon­çal­ves, CEO da empre­sa. Ele des­ta­ca que um dos segre­dos do suces­so da mar­ca é estar aten­ta às ten­dên­ci­as e às deman­das dos con­su­mi­do­res. “Recen­te­men­te, lan­ça­mos a nos­sa linha ‘Drip Cof­fee’, um café em por­ção indi­vi­du­al que é fil­tra­do dire­ta­men­te na xíca­ra”, con­ta. Assim como a Nes­pres­so, a Orfeu tam­bém ofe­re­ce clu­be de assi­na­tu­ra de cafés e um e‑commerce com cafés, pro­du­tos e aces­só­ri­os pre­mium.

   Ape­sar do cres­ci­men­to, o mer­ca­do de café em cáp­su­las ain­da repre­sen­ta uma peque­na fatia de mer­ca­do (0,9%), com expec­ta­ti­va de atin­gir 1,1% até 2021. Para a ABIC, uma mai­or dis­po­ni­bi­li­da­de de cáp­su­las e pre­ços mais aces­sí­veis podem con­tri­buir para o cres­ci­men­to da cate­go­ria. “O con­su­mo de café em cáp­su­las tem cres­ci­do con­ti­nu­a­men­te em todo o mun­do e no Bra­sil pela pra­ti­ci­da­de, con­ve­ni­ên­cia e alta qua­li­da­de”, diz Ricar­do de Sou­za, pre­si­den­te da ABIC.

   Aten­ta ao desen­vol­vi­men­to do seg­men­to no País, a asso­ci­a­ção desen­vol­veu, em 2016, um pro­gra­ma de cer­ti­fi­ca­ção espe­cí­fi­co para ava­li­a­ção do café em cáp­su­las. Com ele, pre­ten­de ofe­re­cer à indús­tria uma ava­li­a­ção glo­bal do pro­du­to, con­si­de­ran­do carac­te­rís­ti­cas como cor, bri­lho, per­sis­tên­cia e con­sis­tên­cia, assim como amar­gor, ads­trin­gên­cia, cor­po, sabor e inten­si­da­de da bebi­da em uma esca­la de 0 a 10 (do mais sua­ve ao mais for­te). A ava­li­a­ção tam­bém con­si­de­ra carac­te­rís­ti­cas físi­cas, como peso do café e pon­to de tor­ra. No site da ABIC, é pos­sí­vel encon­trar uma lis­ta com as mar­cas de cafés em cáp­su­la já cer­ti­fi­ca­das – entre elas, Orfeu, Expres­sus e Maz­zi.

O MER­CA­DO EM ONDAS

Uma pes­qui­sa fei­ta pela ABIC, em par­ce­ria com a Euro­mo­ni­tor, clas­si­fi­ca a evo­lu­ção do mer­ca­do de café

ONDA:
VEN­DA MAS­SI­VA DE CAFÉ
No iní­cio do sécu­lo 20, o con­su­mi­dor não se pre­o­cu­pa­va com a ori­gem e a qua­li­da­de do grão. O obje­ti­vo da inges­tão do café esta­va mais liga­do aos seus efei­tos, como aumen­to da con­cen­tra­ção e ener­gia. Nes­te perío­do, sur­gem as pri­mei­ras téc­ni­cas de fabri­ca­ção para ênfa­se do sabor

 

ONDA:
COF­FEE SHOPS
As lojas espe­ci­a­li­za­das revo­lu­ci­o­nam a manei­ra de beber café. O con­su­mi­dor pas­sa a ter aces­so a expe­ri­ên­ci­as e vari­e­da­de de grãos e come­ça a per­ce­ber os dife­ren­tes aro­mas e vari­a­ções da bebi­da. Um públi­co mais jovem é atraí­do por esse mun­do. Sur­gem os pri­mei­ro baris­tas

 

ONDA:
CAFÉ ARTE­SA­NAL

Esta onda indi­ca o momen­to atu­al do mer­ca­do de café no Bra­sil. É mar­ca­da, prin­ci­pal­men­te, pela pro­du­ção arte­sa­nal, na qual peque­nos tor­re­fa­do­res come­çam a pro­mo­ver suas mar­cas regi­o­nais. Sur­gem os cafés exclu­si­vos, vin­dos de micro­lo­tes e per­fis de tor­ra úni­ca. “O públi­co da ter­cei­ra onda tem inte­res­se em diver­si­da­de, qua­li­da­de, novos méto­dos de pre­pa­ro, além de se pre­o­cu­par com a ori­gem do pro­du­to e a sus­ten­ta­bi­li­da­de na hora da pro­du­ção”, expli­ca Ricar­do Sil­vei­ra, pre­si­den­te da ABIC

 

ONDA:
INO­VA­ÇÕES EM TODO O LUGAR

Repre­sen­ta o que o mer­ca­do espe­ra para o futu­ro do café. Entre as ten­dên­ci­as estão a rein­ven­ção do café como bebi­da e a ven­da de mar­cas da ter­cei­ra onda

VOCÊ SABIA?

Com exce­ção de cafés indus­tri­a­li­za­dos, prin­ci­pal­men­te em cáp­su­las, como Nes­pres­so e Illy, o Bra­sil não pode impor­tar grãos de café ver­de para pro­du­zir blends. Isso sig­ni­fi­ca que qua­se 100% do que se con­so­me em ter­ri­tó­rio naci­o­nal é pro­du­zi­do aqui. A proi­bi­ção da impor­ta­ção de grãos crus se deve a razões fitos­sa­ni­tá­ri­as, com o obje­ti­vo de evi­tar que pra­gas e doen­ças afe­tem a pro­du­ção local.

EXPOR­TA­ÇÕES EM ALTA

   Assim como o con­su­mo inter­no, que só cres­ce, as expor­ta­ções de café tam­bém vão de ven­to em popa no Bra­sil. O volu­me de café expor­ta­do de janei­ro a setem­bro des­te ano apre­sen­tou um cres­ci­men­to de 27,7% em rela­ção ao mes­mo perío­do do ano pas­sa­do – a melhor per­for­man­ce dos últi­mos cin­co anos segun­do o Con­se­lho dos Expor­ta­do­res de Café do Bra­sil (Ceca­fé). Um dos fato­res que con­tri­buiu para esse cres­ci­men­to foi o aumen­to de 28,4% das ven­das para os dez prin­ci­pais impor­ta­do­res de café bra­si­lei­ro, entre eles Esta­dos Uni­dos, Ale­ma­nha, Japão, Bél­gi­ca e Espa­nha.

   Mas, ape­sar de o Bra­sil ser o mai­or expor­ta­dor de com­mo­di­ti­es do mun­do, para o pre­si­den­te da ABIC, Ricar­do Sil­vei­ra, a expor­ta­ção de café tor­ra­do e moí­do tem mui­to poten­ci­al de cres­ci­men­to. O desa­fio nes­te momen­to, diz ele, é jus­ta­men­te fomen­tar a expor­ta­ção de pro­du­tos de mai­or valor agre­ga­do. “Para que o País cres­ça com café tor­ra­do e moí­do, pre­ci­sa­mos de acor­dos econô­mi­cos bila­te­rais e da libe­ra­ção da impor­ta­ção de cafés crus de outros paí­ses. Só assim tere­mos blends (mis­tu­ra de grãos) ade­qua­dos para cada país impor­ta­dor. Isso pode­ria ser fei­to por draw­back (isen­ção ou sus­pen­são do impos­to de impor­ta­ção)”, diz Sil­vei­ra. O fato é que, se depen­der da pre­fe­rên­cia do con­su­mi­dor e dos esfor­ços apli­ca­dos por pro­du­to­res e pela indús­tria na cadeia pro­du­ti­va do café, a bebi­da con­quis­ta­rá cada vez mais o cora­ção dos con­su­mi­do­res no Bra­sil – e no mun­do.

Com nos­so pro­du­to, rede­fi­ni­mos a manei­ra como milhões de pes­so­as degus­tam café em todo o mun­do”

Mar­cos Bogo, da Nes­pres­so

5 TEN­DÊN­CI­AS PARA O MER­CA­DO DE CAFÉS

A seguir, as pers­pec­ti­vas da ABIC para o setor nos pró­xi­mos anos

MER­CA­DO EM ALTA
O con­su­mo de café deve atin­gir 1,2 milhão de tone­la­das até 2021 (25 milhões de sacas de 48 kg), regis­tran­do uma taxa média de cres­ci­men­to de 3,5% ao ano

TRA­DI­CI­O­NAIS NÃO PER­DE­RÃO A VEZ
Ape­sar da ten­dên­cia de pre­miu­ni­za­ção, o con­su­mo de café no Bra­sil ain­da cami­nha rumo a pro­du­tos com pre­ços aces­sí­veis e ampla dis­po­ni­bi­li­da­de no vare­jo. Pre­ço ain­da é fator deter­mi­nan­te na hora da com­pra

CÁP­SU­LAS EM DESA­CE­LE­RA­ÇÃO
As cáp­su­las devem man­ter o cres­ci­men­to de dois dígi­tos, mas é pos­sí­vel que sofram uma desa­ce­le­ra­ção na medi­da em que con­su­mi­do­res se habi­tu­a­rem a dife­ren­tes e requin­ta­das for­mas de con­su­mo e pre­pa­ro, den­tro e fora de casa

COF­FEE SHOPS EM SIN­TO­NIA COM OS MIL­LEN­NI­ALS
O hábi­to de con­su­mir cafés em cof­fee shops segui­rá cres­cen­do. Isso por­que, segun­do a ABIC, os jovens estão aten­tos às novas ten­dên­ci­as de con­su­mo de café e o ambi­en­te des­co­la­do e infor­mal des­se tipo de esta­be­le­ci­men­to os atrai

MIX VARI­A­DO
Para aten­der o con­su­mi­dor e às suas novas deman­das, fabri­can­tes devem seguir pro­mo­ven­do a ampli­a­ção de seu port­fó­lio em canais como super­mer­ca­dos. Eles segui­rão con­cen­tran­do gran­de par­te das ven­das

EXPERTS EM CAFÉ LIS­TAM AS DEZ MELHO­RES CAFE­TE­RI­AS DE SP
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