UMA

VISÃO SOBRE O

EQUI­LÍ­BRIO

CONHE­ÇA OS DESA­FI­OS DE CLAU­DIA GIME­NEZ, CEO DA CON­CEN­TRIX, À FREN­TE DA EMPRE­SA DES­DE MAIO DE 2019

POR MELIS­SA LULIO

lau­dia Gime­nez tra­ba­lhou no setor de Con­tact Cen­ter pela pri­mei­ra vez como tele­o­pe­ra­do­ra bilín­gue. Hoje, é CEO da Con­cen­trix. Entre uma ocu­pa­ção e outra, cum­priu diver­sas fun­ções – foi líder de equi­pes, super­vi­so­ra, geren­te, acu­mu­lan­do mais de 15 anos de expe­ri­ên­cia na indús­tria de BPO. Veio para o Bra­sil pela pri­mei­ra vez tra­ba­lhar por outra empre­sa, cui­dan­do de uma con­ta glo­bal. Alguns anos depois, entrou na empre­sa que lide­ra hoje.

   Na Con­cen­trix, foi res­pon­sá­vel pela imple­men­ta­ção do pro­ces­so em uma das mai­o­res con­tas da Amé­ri­ca Lati­na, que con­quis­tou a cer­ti­fi­ca­ção COPC® sem reco­men­da­ções (cle­an audit). Assim, reco­nhe­ce: é bom estar em uma empre­sa em que há opor­tu­ni­da­des de cres­ci­men­to, inclu­si­ve para mulhe­res.

   Con­fi­ra a entre­vis­ta com a CEO de uma das mais ino­va­do­ras empre­sas de rela­ci­o­na­men­to com cli­en­tes: 

CON­SU­MI­DOR MODER­NONA VISÃO DA CON­CEN­TRIX, QUAIS SÃO OS PRIN­CI­PAIS DESA­FI­OS CRI­A­DOS PELO AMBI­EN­TE DIGI­TAL? COMO A EMPRE­SA LIDA COM ELES?

Clau­dia Gime­nez – Um dos prin­ci­pais desa­fi­os é encon­trar o equi­lí­brio entre entre­gar o que o con­su­mi­dor pre­ci­sa e a tec­no­lo­gia no momen­to. Vári­as empre­sas estão bus­can­do inte­grar velo­ci­da­de e ino­va­ção e isso é mui­to impor­tan­te, por­que ino­va­ção não acon­te­ce só quan­do a tec­no­lo­gia está pron­ta, mas tam­bém quan­do o usuá­rio está pron­to. E esse é um dos nos­sos desa­fi­os: enten­der os nos­sos cli­en­tes, saber aon­de eles que­rem che­gar e entre­gar a tec­no­lo­gia que eles espe­ram, do jei­to que espe­ram.

CM – O SIG­NI­FI­CA­DO DE ATEN­DI­MEN­TO AO CLI­EN­TE, HOJE, É O MES­MO QUE FOI ANOS? COMO EQUI­LI­BRAR O DIGI­TAL E O HUMA­NO? ESSA É UMA PRE­O­CU­PA­ÇÃO DA CON­CEN­TRIX?

CG – O aten­di­men­to huma­no con­ti­nua sen­do fun­da­men­tal. Mas pre­ci­sa­mos enten­der quais são os pro­ces­sos dife­ren­ci­a­dos que não pre­ci­sam de huma­no e podem ser subs­ti­tuí­dos, ou que aju­dam o huma­no a ofe­re­cer um aten­di­men­to dife­ren­ci­a­do. Nos­sos cli­en­tes con­ti­nu­am se pre­o­cu­pan­do em ter pes­so­as que sai­bam aten­der com qua­li­da­de e pro­cu­ram, na Con­cen­trix, essa inte­gra­ção que pode­mos ofe­re­cer entre expe­ri­ên­cia, pro­ces­sos sóli­dos e analy­tics, ao mes­mo tem­po em que entre­ga­mos fle­xi­bi­li­da­de e velo­ci­da­de.

Clau­dia Gime­nez, CEO da Con­cen­trix

CMCOMO É POS­SÍ­VEL ENGA­JAR DE FATO UM COLA­BO­RA­DOR?

CG – O cola­bo­ra­dor pre­ci­sa se sen­tir par­te de algo. Ele se enga­ja quan­do se sen­te par­te da empre­sa e com­par­ti­lha valo­res. Mos­tra­mos nos­sa cul­tu­ra no dia a dia, na diver­si­da­de, na aten­ção com os cli­en­tes. Outro aspec­to é a pre­o­cu­pa­ção com o desen­vol­vi­men­to dos cola­bo­ra­do­res. A par­tir do momen­to em que você come­ça a mos­trar que aqui é um local onde há pos­si­bi­li­da­de de car­rei­ra, de desen­vol­vi­men­to, que esta­mos pen­san­do não só no que ele pode nos entre­gar, mas tam­bém no que pode­mos for­ne­cer a ele, a expe­ri­ên­cia se tor­na dife­ren­te. Esse é um dos nos­sos dife­ren­ci­ais.

CMQUAIS SÃO OS PRIN­CI­PAIS PLA­NOS COMO CEO?

CG — Dese­jo con­ti­nu­ar posi­ci­o­nan­do a Con­cen­trix como uma empre­sa ino­va­do­ra, que ofe­re­ce tec­no­lo­gia e se dife­ren­cia nos ser­vi­ços que entre­ga, valo­ri­zan­do nos­sos cola­bo­ra­do­res. Nos últi­mos cin­co anos, a empre­sa tem cres­ci­do mui­to – com pre­vi­são de cres­ci­men­to de head­count em tor­no de 25% em 2019. Que­ro pos­si­bi­li­tar um cres­ci­men­to ace­le­ra­do, mas, ao mes­mo tem­po, garan­tir que a empre­sa não per­ca a iden­ti­da­de.

CMQUAL É A IMPOR­TÂN­CIA DA DIVER­SI­DA­DE E, NES­SE SEN­TI­DO, DE TER UMA CEO MULHER?

CG — Sou a úni­ca mulher CEO entre as prin­ci­pais empre­sas do setor de BPO e con­ti­nuo sen­do a úni­ca mulher em mui­tas salas de reu­nião. Tenho a sor­te de tra­ba­lhar em uma empre­sa que valo­ri­za a diver­si­da­de, o ser huma­no e não vê dife­ren­ças entre as pes­so­as. Como mulher, creio que pode­mos pen­sar em igual­da­de e diver­si­da­de de modo geral e tra­zer mais empa­tia para o mer­ca­do.